sábado, 21 de outubro de 2017

Shannon Elisabeth



Não saiu de dentro de uma tarte mas foi como se tivesse saído. Quando surgiu pela primeira vez junto do grande público no sucesso de American Pie foi como se o mundo tivesse dado voltas sucessivas sobre si mesmo em estado de delírio  Consagrou-se como uma das sex-godesses do cinema juvenil norte-americano e a pergunta fica. Até onde pode ir?

Tornou-se conhecida por representar uma beldade vinda da República Checa, mas na verdade Shannon Elizabeth Fadal (e não Elizabeth Shannon como muitos pensam) nasceu em Houston, Texas, tendo ainda origem, não europeia, mas asiática. Os pais têm sangue sírio nas veias e de facto a tonalidade da sua pele, num tom quase torrado, espelha bem essa origem genealógica.

Shannon Elizabeth nasceu a 7 de Setembro de 1973, e logo depois do nascimento os pais mudaram-se de Houston para Waco no estado do Texas. Foi aí onde a jovem cresceu. Apesar de ter tido aulas de ballet e de representação, o amor de Shannon era o desporto. Primeiro o voleibol e depois o ténis, ocupavam a maior parte do seu tempo livre e também dos seus sonhos. Desistida a hipótese de se tornar tenista profissional, foi a vez de Shannon tentar o mundo da moda. Como as habituais jovens modelos norte-americanas, depois de ter feito sucesso no circuito doméstico, passou para Tóquio e daí para Hong Kong e Milão, onde se estabeleceu como uma modelo de sucesso. Afinal estava ali uma das mulheres mais sedutoras das passereles. Estávamos em 1993, a época dourada das top-models e Shannon tinha 20 anos.


Quando regressou em 1995 aos EUA depois de dois anos a fazer passagens de modelo pelo mundo fora, Shannon Elizabeth mostrou interesse em trocar as passerelles pelos palcos. Voltou a ter aulas de representação e começou a tentar a sua sorte.
Foi em 1996, com 23 anos, que conseguiu o seu primeiro papel em Blast. Seguiram-se aparições em Jack Frost e alguns telefilmes.
Foi a fazer pequenas aparições, que pouco a pouco o seu nome se foi tornando conhecido em Hollywood. Entretanto tínhamos chegado a 1999 e o mundo das comédias juvenis nunca mais seria o mesmo. Nem o mundo de Shannon!


American Pie foi o sucesso que todos sabem. Pegou numa fórmula que já tinha sido explorada na década de 80, juntou-lhe um novo grupo de actores e um publico ansioso por algo de novo e o resultado tornou-se o esperado. Mas para os actores que entraram no filme, o sucesso instantâneo não era algo de previsivel.
Shannon pode não se ter celebrizado pela representação, mas o seu papel fulcral na trama, bem como o seu corpo nu e "shaved" como gostou de re-afirmar (criando uma das maiores fantasias do universo juvenil), tornaram-na numa das actrizes mais populares da serie.


Depois do sucesso de American Pie, decidiu repetir a fórmula de jovem desejável na sátira aos filmes de terror para adolescentes Scary Movie. Muitos tinham previsto um "boom" na sua carreira mas a verdade é que isso não aconteceu. Até à sequela de American Pie, onde teve uma participação minima (e vestida), entrou em apenas três pequenos filmes. E mesmo depois do público ter voltado a encontrá-la ao lado de Jason Biggs a sua carreira abrandou nitidamente. Tirando uma participação em Jay and Silent Bob Strikes Back e ainda em Thirteen Ghosts e Love Actually, até hoje nunca mais voltamos a ver a jovem Shannon Elizabeth em estilo.


A sua popularidade no entanto mantêm-se. Para além de ter posado nua (inevitavelmente) para a revista Playboy, conseguiu uma participação regular na popular serie That 70´s Show, bem como participações especiais em várias séries de sucessos  De facto a TV parece ser a sua aposta de momento porque dos projectos para o cinema apenas Cursed e The Kid and I estão agendados para os próximos tempos. Isto apesar de se falar nela como uma potencial actriz do futuro filme de James Bond. A esses rumores não será estranho o facto de ter dado a voz ao novo jogo do agente secreto Everything or Nothing.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Robert de Niro


Se Wayne se tornou o rei do western, é dificil não olhar para Robert de Niro como o actor que melhor soube encarnar o espirito da máfia, essa organização criminal tão cinematográfica. Apesar de já ter mostrado o seu valor noutros papeis, é sempre a essa imagem de durão sem piedade que associamos de Niro. 

Lançada por Scorsese - de quem será actor fetiche durante mais de vinte anos - em Mean Streats, é consagrado no ano seguinte ao viver Vitto Corleone, a mesma personagem que Brando criara de forma única dois anos antes, em The Godfather II. Apesar de só falar italiano durante o filme, recebeu o óscar de melhor actor secundário à primeira tentativa. 

Dois anos depois e nova nomeação pelo seu desempenho explosivo como Travis Bickle em Taxi Driver. O seu ecletismo começa a evidenciar-se nesse mesmo ano ao trabalhar com Gerard Depardieu no épico de Bertolucci, 1900. Volta a Scorsese para fazer New York, New York e trabalha com outro movie-brat, Michael Cimino, em The Deer Hunter. 

Passa depois dois anos a preparar-se para encarnar o complexo Jack La Motta e dá um dos mais fortes desempenhos de sempre em Raging Bull. O óscar surge com naturalidade fazendo do jovem de Brooklyn o mais bem sucedido actor da sua geração (a mesma de Nicholson, Pacino e Hoffman é preciso não esquecer). Continua fiel a Scorsese e entra no flop que acaba por ser The King of Comedy onde contracena com Jerry Lewis e volta ao cinema europeu para fazer The Mission. Pelo meio tinha ficado Once Upon a Time In America de Leone. 

Foi um inesqucivel Al Capone em The Untouchables e a fechar os anos 80 filma Goodfellas e Awekenings. Pelo primeiro consagrar-se-á definitivamente como actor de filmes sobre a Máfia. Com o segundo ganha a sua sexta nomeação ao óscar. Nomeação que repete no ano seguinte ao revisitar o papel já vivido por Robert Mitchum em Cape Fear. 

A partir daí a sua carreira acalma. Volta a brilhar com Scorsese em Casino já em 1995 e trabalha com Tarantino em Jackie Brown. Pelo meio ficam Wag the Dog e Heat. Com uma filmografia impar, de Niro começa a satirizar-se e entra no universo da comédia, primeiro com Billy Cristal e depois com Ben Stiller. Prepara-se agora para dirigir o seu terceiro filme, The Good Shepard.

terça-feira, 17 de outubro de 2017

Joan Crawford


De temperamento facilmente irritável, capaz do melhor e do pior, rival eterna de Bettie Davis, a carreira de Joan Crawford teve tanto de polémica como de cinema. Acusada de ir para os castings com os produtores e realizadores vestida com um casaco e nada mais por baixo, de ter tido uma rápida mas fulgurante carreira na indústria porno underground, Joan Crawford está longe de ser uma estrela consensual. Mas é uma actriz de altissimo nivel. Começou a sua carreira na época do mudo e foi das poucas actrizes que conseguiu sobreviver ao dificil teste do "sonoro". 

Em Grand Hotel faz parte de um elenco de estrelas, mas uma guerra com a vedeta Garbo quase faz com que seja substituida. Como vingança, toca bem alto os discos de Dietrich no seu camarim para Garbo ouvir. Passa os anos 30 em pequenos papeis e tenta ser - como toda a gente - Scarlett O´Hara, mas sem sucesso. Em 1945 arranca uma performance explosiva em Mildried Pierce e vence o óscar. Nessa altura já existia uma rivalidade quase mortal com Bettie Davis. 

Em 1950, quando Davis estava nomeada pelo seu papel em All About Eve, era a Joan Crawford que cabia receber a estatueta por qualquer uma das quatro outras nomeadas ausentes, se Davis não ganhasse. Foi o que aconteceu e em palco o sorriso de Crawford era triunfal. Antes disso já tinha falhado o segundo óscar em 1947 pelo seu papel em Possessed. Sudden Fear é a sua terceira nomeação mas é como Vienna no inesquecivel Johnny Guittar que o seu nome ganha contornos de verdadeira estrela. 

 Em 1962 as duas eternas rivais, Davis e Crawford, dividem o ecrãn no inesquecivel Whatever Happened to Babby Jane. Com ambas as actrizes a tentarem constantemente superar-se, o filme é um marco histórico e uma verdadeira reliquia. Será também o último grande papel de Crawford que passa o resto da sua carreira despercebida, antes de falecer em 1977, vitima de cancro.

domingo, 15 de outubro de 2017

Tara Reid




Tara Reid pode ser para muitos mais uma loira sensual a tentar vingar em Hollywood. De facto a sua trajectoria aponta baterias nessa direcção. Mas apesar de tudo a sua experiência pode ser um trunfo. Afinal são poucas as actrizes que triunfam em Hollywood mas por vezes aqueles que cortam a meta como vencedoras são outsiders. E isso é o que ela parece ser...

A jovem natural de Wyckoff, New Jersey nasceu a 8 de Novembro de 1975. A sua carreira de interpretação começou bem cedo, logo aos 6 anos na serie para crianças Child´s Play. 


Depois do sucesso inicial deste seu primeiro passo na representação, a pequena Tara passou a ser modelo de anuncios, surgindo em comerciais da McDonalds, Crayola entre outras empresas.
O seu salto para a fama acabaria por chegar em 1993, quando com 18 anos foi escolhida para integrar o elenco da popular serie televisiva Saved By The Bell - The New Class, uma sequela de uma popular serie da década de 80.
O sucesso da serie tornou a jovem Tara igualmente uma actriz requisitada no universo televisivo. Não estranhou por isso que em 1995 integra-se o elenco de Days of Our Lives.


O salto para o cinema não se podia ter feito da melhor forma. Estavamos em 1998 e o filme era o notável The Big Lebowski, provavelmente o melhor de todos os Coen. No filme ela interpretava a sensual Bunny Lebowski e este acabou de ser o passaporte para uma carreira cinematográfica promissora.
O ano de 1998 acabou por ser proveitoso. Para além do filme dos Coen, a jovem Tara Reid entraria ainda em Girl, I Woke Up Early the Day I Died e em Urban Legend.


No ano seguinte a sua carreira consolidou-se definitavamente junto do público mais jovem. Para além de ter sido mais uma das muitas beldades de American Pie (ao lado de Shannon Elizabeth, Mena Suvari e Alisson Hannigan), a actriz ainda foi vista em Cruel Intentions, o tal Valmont para jovens, e ainda Body Shots e Around the Fire, onde pela primeira vez quebrou as regras da menina bonita ao surgir nua.
No mesmo ano Tara ainda ainda teria tempo de voltar à televisão para fazer What We Did That Night.


A partir de 2000 a sua carreira viveu momentos conturbados. A separação litigiosa com o DJ da MTV Carson Daily acabou por levar Tara Reid a entrar num periodo de anorexia nervosa, seguindo-se depois uma viciação em cocaina e alcool que fizeram dela uma das actrizes mais badaladas, pela negativa, de Hollywood.
Como tal a carreira da actriz ressentiu-se e até 2002, alturas em que começou a mostrar melhoras, foram poucos os filmes em que entrou. Para além de Dr T and The Woman Just Visiting, houve também o "curto" regresso à saga American Pie e ainda a passagem pelo sucesso Van Wilder. Pelo meio esteve ainda durante um curto periodo de tempo na serie televisiva Scrubs, agora em exibição na SIC Radical. Tara Reid acabaria por nunca recuperar o pulo inicial da sua carreira mas aos poucos os males foram compensados. Primeiro em 2003 com o seu desempenho em Devil´s Pond e depois, no ano seguinte, na comédia My Boss´s Daughter, comédia que fez com o namorado de então, o actor Ashton Kutcher, que mais tarde a trocaria por Demi Moore. Ainda em 2004 Tara surgiu no pouco baladado Knots.


O futuro parece ainda um pouco conturbado para a jovem actriz de 28 anos. Para além de ter sido excluida, tal como Mena Suvari e Shannon Elizabeth, do terceiro filme de American Pie, foram poucos os projectos que se apresentaram como promissores para um futuro próximo. Wicked Prayer será provavelmente aquele que se destaca mais, ao lado de Edward Furlong e David Boreanaz. Outros projectos futuros são ainda Alone in the Dark e Land of Canaan.
A fama que hoje Tara tem em Hollywood não é a melhor - foi recentemente acusada e ainda ser viciada em cocaina (algo que não será inédito na Cidade dos Anjos certamente) e de ter feito uma operação plástica para aumentar os seios - e ficamos na expectativa para saber se a pequena actriz consegue, ou não, dar a volta por cima!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Spencer Tracy


Foi um dos nomes mais populares dos anos 30, conseguindo um feito que demoraria cinquenta e cinco anos a ser quebrado. A sua carreira ficou ainda marcada pela relação extra-matrimonial que teve com Katharine Hepburn, ele que era um ferveroso católico, mas que encontrou nela a sua alma gémea. 

A sua estreia no cinema surgiu aos 30 anos com uma serie de pequenos papeis em produções dos inicios dos anos 30. Em Up the River começa a fazer o seu nome brilhar mas é em 1936 que se confirma como um actor de excelência em Fury de Fritz Lang. 

Nesse mesmo ano é nomeado ao óscar pelo seu papel em San Francisco. Os dois anos seguintes seriam os melhores da sua carreira. Venceria dois óscares consecutivos - algo que só Tom Hanks conseguiu igualar em 1994 - por Captain Courageus e Boy´s Town - e conheceu Katharine Hepburn, sua companheira até à morte. Em 1940 trabalha com King Vidor em Northwest Passage, um filme violentissimo onde todo o seu talento vem ao de cima, e os anos 40 ficam marcados pela dupla Spencer-Hepburn em Woman of the Year, Pat and Mike, mas acima de tudo, em Adam´s Rib. 

No ano seguinte nova nomeação por Father of the Bride, e os anos 50 mostraram-se altamente benéficos para a sua carreira com mais duas nomeações, pelos desempenhos em Bad Day at the Black Rock e The Old Man and the Sea. Longe das grandes produções, Tracy fazia do mais pequeno filme uma verdadeira obra imperdivel. É o que acontece em 1960 com Inherit the Wind. Nomeado por The Judgement of Nuremberga, os anos 60 são já de despedida. 

Velho, cansado, bastante doente, Tracy tem apenas forças para mais uma aventura ao lado de Hepburn e Sidney Poitier. Guess Who´s Coming to Dinner ajudou a quebrar tabus e valeu-lhe a nona nomeação. Mas Tracy não chegou a ver o filme. Morreu nas vesperas de acabarem as rodagens do filmem, vitima de mesma doença que o vinha atormentado à anos, a diabetes.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Mandy Moore




Nasceu para cantar e é isso que tem feito desde que se lembra. Agora despertou também para o cinema tendo provado que pode ser mestre em duas áreas distintas. Resta agora saber se o seu sucesso musical não condicionará a sua evolução na arte de bem representar. Para Mandy Moore o futuro parece risonho...

Mandy Moore nasceu Amanda Moore a 10 de Abril de 1984 em Hanshua, uma localidade no estado de New Hampshire.
A vida do pai, um piloto de aviação, levou-a a viver na solarenga Orlando, na Flórida. Foi aí que aos 5 anos viu o musical Oklahoma e decidiu que queria ser cantora. A partir daí tornou-se a voz de muitos dos eventos da cidade, principalmente cantando o hino nacional, o que lhe valeu a alcunha de "National Anthem Girl".


A jovem continuou a tentar a sua sorte no mundo da música e foi num golpe feliz que conseguiu publicar o primeiro album. Foi aos 14 anos, quando um jovem empregado da Fed-Ex, que tinha contactos na Sony, a ouviu cantar. Num espaço de poucos meses Mandy Moore assinou contracto com a Sony e lançou o seu primeiro trabalho musical, So Real, partindo para uma tour com os Backstreet Boys, outros miudos de Orlando.
A sua carreira entrou em rampa de lançamento no início de 2001. Por essa altura já Mandy Moore tinha trocado a rigida escola episcopal onde estudava, por ensino de correspondência, e começava a mostrar que não pretendia ser uma pop star normal. Criticou duramente Britney Spears e Christina Aguillera por usarem roupa demasiado reveladora, mostrando bem a sua educaão religiosa rigida, enquanto que, por outro lado, era vista várias vezes na mansão Osbourn, um local pouco convencional para uma jovem estrela pop.


O salto para o cinema só agora começou a tomar forma. Mandy Moore nunca escondeu que ser cantora está em primeiro lugar, mas o fascínio do cinema fez com que fosse atraida para o glamour de Hollywood.
O seu primeiro filme, A Walk To Remember, valeu-lhe de imediato um prémio MTV. Estávamos em 2002.
Nesse mesmo ano estrelou ainda Try Seventeen, um filme que estreou apenas este Verão em Portugal, e onde também está Elijah Wood.


No ano seguinte Mandy Moore entraria apenas no filme How to Deal, mas por outro lado o ano de 2004 foi de enorme sucesso para a cantora que quis ser actriz.
Em Saved!, ao lado da promissora Jena Malone, Mandy Moore dá a vida a uma jovem conservadora, educada numa escola religiosa que condena uma amiga de 17 apenas por essa ter engravidado. Um papel curioso porque a formação da personagem era a mesma da actriz, e ambas pensam da mesma forma sobre a polémica da alta taxa de gravidez entre as adolescentes. O papel, apesar de originalmente satirico, ganhou eco nas casas conservadoras, que passaram a ter em Moore um exemplo a seguir.
Ainda em 2004 Moore fez de filha rebelde do Presidente dos EUA (um modelo que está em moda) no filme Chasing Liberty e ainda prepara-se para apresentar Romance & Cigarrets, mais uma comédia ligeira.


Ao contrário de outras actrizes adolescentes como Hillay Duff ou Lindsay Lohan, que apostam tudo na sua imagem e nos seus filmes, a jovem Mandy Moore destaca-se por representar quase em part-time. Apesar dos seus discos não serem vendidos ainda a um nível muito elevado, é já presença assidua nas tabelas de vendas. E esse é o seu objectivo primordial. A interpretação vem depois, por acréscimo.
Talvez por isso Moore esteja mais solta na escolha de papeis para o futuro, prevendo-se que de todas as jovens actrizes que estão a despontar, seja aquela que mais facilmente irá conseguir a transição para papeis ditos mais sérios. Aliás como prova o titulo de um dos próximos filmes em que entrará, Safety Glass, um drama passado no século XIX.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Al Pacino




É um dos maiores actores vivos. Tem uma carreira de mais de quarenta anos recheada de grandes filmes e notáveis interpretações. Ao lado de nomes como Jack Nicholson, Robert Redford e Dustin Hoffman ajudou a consolidar toda uma nova geração de talentosos actores. Foi tanto policia como ladrão, mas acabaria por ser no sub-mundo da mafia italo-americana que se celebrizaria para todo o sempre...

Nascido a 25 de Abril de 1940 no bairro do Bronx em Nova Iorque, Alfredo James Pacino tornou-se num dos maiores icones do cinema mundial. No entanto toda a sua vida foi pautada por altos e baixos.

Filho de pais divorciados, o jovem Alfredo cresceu viciado no cinema noir e de gangsters que enchia as salas de cinema do sul do Bronx. Péssimo aluno, Pacino confessaria mais tarde que a única coisa que lhe dava verdadeiro prazer na escola eram as peças de teatro que de vez em quando eram organizadas. Aí destacava-se dos demais pelo seu empenho e dedicação. No final da adolescência Pacino entrou em várias depressões e viveu durante alguns anos sem posses nenhumas, tendo de pedir dinheiro emprestado para pagar os bilhetes de autocarro até às audições. Foi em 1966 que deu o primeiro salto na sua carreira ao entrar na prestigiada Actor´s Studio School of Drama and Representation. Tendo aulas com Lee Strasberg, o jovem Pacino desenvolveu a sua arte dramática a tal ponto que em dois anos seria distinguido com um Obie e um Tony, prémios de representação teatral. A sua estreia no cinema chegou em 1969 no filme Me, Nataly, seguindo-se em 1971 um curto desempenho em The Panic in Needle Park. O ano seguinte marcaria para sempre o cinema e a vida do jovem Al Pacino.


No inicio de 1972 foi ao casting do filme The Godfather. Para o papel de Michael Corleone concorreu aquela que viria a ser a nata da representação dos anos seguintes: Jack Nicholson, Robert Redford, Warren Beatty, Robert de Niro e...Al Pacino. O realizador do filme Francis Ford Copolla apaixonou-se pela frieza e garra do jovem italo-americano que não hesitou em oferecer-lhe o papel. Contra a vontade do estúdio e dos produtores que queriam um nome forte para contracenar com o mito Marlon Brando. Só que quando o filme estreou as criticas desapareceram. Pacino foi notável, subtil e chegou mesmo a ofuscar Brando em algumas cenas. E se Marlon Brando acabaria por ganhar o seu segundo óscar, já Al Pacino ganharia a sua primeira nomeação para os óscares, como melhor actor secundário, um prémio justo, apesar de muitos pensarem que ele deveria ter sido nomeado mas como principal.


Os anos a seguir a The Godfaher seriam os mais dourados da sua carreira. Em 1973 protagonizou Serpico, um poderoso drama que lhe valeu a primeira nomeação para melhor actor nos óscares. Nomeação que repetiria nos dois anos seguintes. Primeiro em 1974 pelo seu notável desempenho como Michael Corleone na sequela de The Godfather. Apesar de muitos terem previsto uma vitória fácil, Pacino seria batido por Art Carney. Mesmo assim foi um desempenho de uma vida, algo notável para quem contava apenas com 34 anos. Em 1975 mais um grande desempenho e uma nomeação sem triunfo por Dog Day Afternoon. Al Pacino era agora um dos nomes mais fortes da interpretação norte-americana.


Depois de dois anos menos conseguidos, o grande Al Pacino voltou a surgir em 1979 no filme And Justice For All onde começa a dar sinais de uma maturidade extremamente precoce. Pelo filme conquistou a sua quinta nomeação ao óscar, quinta sem vencer. Começava já a falar-se abertamente em injustiça. 
Os anos 80 não seriam parecidos, nem de longe nem de perto, com o que Pacino conseguiu na década de 70. Filmes como Cruising e Author! Author! foram fracassos tal como Revolution, filme sobre a revolução americana. Nesse filme Pacino ficaria gravemente doente e demoraria algum tempo a recuperar. Desse periodo salva-se Scarface, o remake de Brian de Palma do sucesso de Howard Hawks. O facto da critica ter considerado Revolution um dos piores filmes de sempre acabou por contribuir para um afastamento de Pacino em relação a Hollywood. A actor voltou ao teatro e aí se manteve até ao seu regresso em 1989, dando inicio a uma terceira fase da sua carreira.


Sea of Love, filme de 1989, marcou o seu regresso ao cinema e a papeis mais duros mas ao mesmo tempo mais dramáticos do que o público estava habituado a ver. Ao mesmo tempo Al Pacino voltava a viver, pela terceira e última vez, a personagem que o tornou famoso, Michael Corleone, no último capitulo da saga The Godfather. O filme ajudou a recolocar Pacino em alta, e a comédia Dick Tracy, que rodou no ano seguinte, confirmou que o grande actor tinha voltado diferente do seu curto interregno. O seu desempenho valeu-lhe mais uma nomeação, a sua sexta.
Em 1991 Pacino mostraria a sua face mais romantica no tocante Frankie and Johnny, mas seria 1992 o grande ano da sua carreira. Para além de ter protagonizado Glengarry Glenn Rose, filme escrito e dirigido por David Mamet, o já veterano Al Pacino venceu finalmente o óscar para melhor actor. Foi à setima nomeação. O filme, Scent of a Woman abriu-lhe a oportunidade para dar um dos seus melhores desempenhos de sempre como veterano do exército, cego, e com vontade de viver o seu último fim de semana à grande, isto antes de se suicidar. A quimica que criou com o jovem Chris O´Donnell e a sua garra e força convenceram finalmente os seus pares a premiá-lo. Isso num ano em que tinha sido nomeado também como secundário pelo seu desempenho no filme de Mamet, um feito que até hoje só 7 actores conseguiram.


A partir daí Al Pacino deixou de surgir em grandes filmes, por opção pessoal - ele que já tinha dito que não a filmes como Kramer vs Kramer, Star Wars, Apocalipse Now ou Bourne on the Fourth of July - concentrando-se em pequenas produções com grande potencial. Foi assim com Carlito´s Way, Heat, City Hall, Donnie Brasco e The Devil´s Advocate. Os seus desempenhos em The Insider e Any Given Sunday em 1999 provaram que Al Pacino estava bem vivo e em grande estilo. Depois de dois anos quase fora do activo, em 2002 os seus desempenhos em Insomnia, Simone e The Recruit voltaram a traze-lo para a ribalta. 
Hoje Al Pacino é uma das estrelas da aclamada serie Angels in America, pela qual ganhou um Emmy, enquanto vai piscando o olho a Hollywood. Tem quatro projectos para os próximos dois anos já anunciados, incluindo The Merchant of Venice, uma adaptação de William Shakespeare, um dos modelos de inspiração favoritos do actor.


Aclamado actor de teatro - protagonizou a notável peça de Brecht The Resistable Rise of Arturo Ui - espantoso actor de cinema e um dos poucos actores de Hollywood que nunca chegou a casar, apesar de ter uma filha e de ter tido um longo romance com Diane Keaton, com quem surgia em The Godfather, Al Pacino é hoje um icone eterno da 7º Arte. É dos poucos actores no mundo a ter a Tripla Coroa (Óscar, Emmy e Tony) e isso prova que para além de ser dos melhores actores do mundo, é também um dos mais versateis. Uma verdadeira lenda viva.

sábado, 7 de outubro de 2017

Lindsay Lohan




Parece ridiculo mas a curta carreira desta actriz tem-se pautado por polémicas deste género. Quando não são os polémicos seios de Lohan, é a sua guerra com Hillary Duff, ou então o seu mau génio.
A verdade é que o titulo de "teen queen" parece ser seu, mas será isso o mais importante numa carreira de uma actriz que até hoje ainda não conseguiu um único papel de destaque? 
Parece que sim...

Lindsay Lohan. Quem é? Como é que num curtissimo espaço de tempo saltou para a ribalta? E mais. Como é que uma jovem de 17 anos já causou tantos problemas e sobressaltos por Beverly Hills e zonas em redor? Para uns é um verdadeiro mistério. Para outros a explicação é bem fácil. Mas vamos por partes.

Lohan nasceu a 2 de Julho de 1986 em Nova Iorque. Tal como Kirsten Dunst, com quem se cruzou num anúncio, aos 3 anos tornou-se numa modelo de anúncios da Ford. E assim foi nos seus primeiros anos de vida. Só em 1994, com 8 anos, é que conseguiu estrear-se como actriz num telefilme de nome Another World.
A Disney propôs-lhe um contracto de três anos que a jovem aceitou de imediato que lhe valeu dar a vida a duas gémeas na divertida comédia Parent Trap. O filme foi um enorme sucesso e a jovem venceu vários prémios. Terá sido aqui, comentam alguns, que a fama começou a subir à cabeça da jovem. Ainda estávamos em 1998.


No ano seguinte recusou entrar em The Inspector Gadget mas apostou então em tele-filmes. Por essa altura Lohan tinha trocado a representação pela música, à qual se dedicou quase por inteiro até 2002, sem grande sucesso no entanto. Com 16 anos, em 2002, voltou a atacar a interpretação. O seu desejo era suplantar em fama Britney Spears, da qual era fã, mas para isso era preciso fazer filmes rentáveis e que chegassem a um público jovem.
Curiosamente foi nesta altura que começou a guerra civil entre ela e Hillary Duff. O motivo? Aaron Carter, o cantor pop, que namorava com Lohan mas que preferiu Duff, à altura uma estrela em emergência, um ano mais nova que a namorada
A guerra entre ambas nunca mais parou chegando mesmo a momentos com troca de insultos gratuitos! 


Em 2003 a Disney deu-lhe o papel de destaque em Freaky Friday, um remake de um clássico da companhia ao lado da estrela Jamie Lee Curtis. Lohan esteve muito bem, venceu alguns prémios pelo seu desempenho e mostrou que tinha voltado para ficar. No ano seguinte mais um filme Disney, Confessions of a Teanage Drama Queen e de novo sucesso a todos os niveis. Por esta altura Lohan começou a declarar-se "teen queen" e de facto a sua legião de fãs atingiu numeros inesperados. Mas a guerra entre ela e Duff alastrou-se ao grupo de fãs e a polémica estalou. Numa festa em Los Angeles, no início do ano, Lohan foi apanhada em fotografias com uma diferença brutal ao que se lhe conhecia: o tamanho dos seios. 


As fãs de Duff colocaram logo a hipótese de operação, algo que Lohan desesperadamente quereria fazer para ultrapassar as dimensões da rival. Por sua vez as defensoras de Lohan clamaram por justiça, apontando as imagens (são mais do que uma) como montagens e declarando pura e simplesmente que com 17 anos uma rapariga ainda cresce fisicamente.
A verdade é que a própria Duff confessou não precisar de fazer operações, numa súbtil provocação, enquanto que médicos especialistas dizem não haver dúvidas. Lohan não terá mesmo resistido ao tamanho, que afinal nas mulheres também parece contar.


Contudo a festa aparentemente não terminou por aqui. Irritada com tudo isso, na apresentação dos Teenage Movie Awards, Lohan foi confundida por um fã com Duff, e quando comparada com o facto quase que agrediu o jovem. Vieram então à baila as suas mudanças de humor, desde a rasgar roupas quando chateada, a insultar colegas e membros da equipa de produção nos filmes, até ao celebre caso em que se foi "oferecer" a Colin Farrel que recusou (rumores dizem que Farrell não recusou, apesar dos mais de 10 anos de diferença de idades, mas que a abandonou logo depois de terem estado juntos levando-a ao desespero). Como resultado não terá saído da sua roullete durante dois dias inteiros. Para gáudio dos seus detractores, imagens de uma Lohan enrugada e a mostrar os seios operados num foto de paparazzi - algo que a sua rival Duff nunca faria, dizem os fãs - terão arruinado ainda mais a sua reputação.

Foi Mean Girls, o filme da Disney para 2004 que colocou um pouco a balança equilibrada de novo. Lohan tinha passado uns meses dificies em termos de publicidade negativa - se é que a há - mas as criticas e os resultados da bilheteira do filme pareceram não se terem ressentido do que se passava na sua esfera privada. Como aliás deve acontecer!
O ano de 2004 parece continuar a correr-lhe bem. Foi a mais jovem apresentadora de uma entrega de prémios da MTV, tendo sido a primeira apresentadora a vencer.

Para o futuro Lohan parece querer apostar ainda no filão das comédias para adolescentes. Afinal é uma área onde se sente bem à vontade, e é também o campo de batalha da sua guerra pessoal. 
A Lohan é acreditado algum talento, até mesmo pela critica mais dura de Nova Iorque! Só que com uma vida privada destas, com tanto escândalo em apenas dois anos (a actriz ainda não fez 18 anos), é preciso muito talento para conseguir sair por cima. Resta à mesma e aos seus fãs acreditar que ela pode ser uma nova Elizabeth Taylor em vez de acabar como, por exemplo, Drew Barrymore.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Kirsten Dunst




É reconhecidamente uma das actrizes jovens que mais impacto teve em Hollywood na última década. É igualmente uma das jovens mais belas que povoam o imaginário cinematográfico norte-americano. Só que é também uma actriz que salta de produções onde se mostra ao mais alto nivel para filmes onde simplesmente tudo parece falhar...

Do seu estrondoso desempenho em Interview With the Vampire até a Spiderman 2 foram quase 10 anos de carreira para Kirsten Dunst. E o mais curioso é que o seu desempenho inicial consegue, ainda hoje, superar muitos dos desempenhos em filmes mais recentes. Porquê? Ninguém parece saber.

O que se sabe é que a jovem actriz nasceu a de 30 de Abril de 1982 em Point Pleasent no estado de New Jersey. Desde cedo a sua carinha laroca foi um trunfo para entrar no show-bussines. Dos três aos 7 anos fez mais de 70 anúncios comerciais que a tornaram conhecida - embora o grande público não se lembra da maioria dels - dos lares da América.
Com 7 anos estreou-se num filme do Woody Allen, New York Stories mas nem sequer viu o seu nome aparecer no grande ecrãn. Não pareceu ser problema e a familia de Kirsten Dunst viu nela uma actriz em potência e mudou-se para Los Angeles, a "meca do cinema".
O seu trabalho seguinte acabou por ser a voz de um filme animado, Majo no takkyubin, e Kirsten Dunst só voltou a dar a cara num filme em The Bonfire of Vanittes.

Depois de ter feito alguns trabalhos para a televisão, Kirsten Dunst teve em 1994, com 12 anos, o seu primeiro grande ano.
Primeiro fez Greedy e High Strunk, duas comédias ligeiras. Depois entrou em dois dos mais aclamados filmes do ano.
Em Little Women, o clássico de Mary Allcot, foi a mais jovem da familia, mas encantou tudo e todos na re-adaptação de um clássico de longa data. Em Interview with the Vampire, foi a ternurenta mas também maquievélica pequena vampira que tentou matar Tom Cruise, enquanto se apaixonava por Brad Pitt. Curiosamente mais tarde a actriz brincou com o facto de nesse filme ter interpretado uma personagem que odiava não poder crescer fisicamente, quando na verdade Kirsten Dunst cresceu até se transformar numa mulher com tudo no sitio, e em grande escala.

A carreira da jovem actriz continuou o bom caminho no ano seguinte quando a jovem entrou no filme Jumanji, um dos grandes êxitos desse ano. Seguiram-se anos de menor actividade, que até deram para uma passagem na serie televisiva ER e no notável filme Wag the Dog.
Depois de uma adolescência sem problemas, e coroada com a graduação aos 20 anos, Kirsten Dunst estava de novo preparada para se dedicar ao máximo ao cinema. Depois de ter recusado o papel de Angela em American Beauty por não querer beijar e aparecer nua diante de Kevin Spacey, a jovem actriz lançou as suas cartas ao lado da estreante Sofia Copolla em The Virgin Suicides.
O seu papel como Lux Lisbon foi comovente e valeu-lhe várias nomeações e prémios, bem como o passaporte para a fama.

Depois do sucesso de The Virgins Suicides, Dunst dedicou-se de novo às comédias, tendo-se destacado principalmente em Bring it On. Faltava-lhe um não sei o quê para se projectar definitivamente, e essa hipótese surgiu em 2002. Já tinha perdido o papel principal em Almoust Famous para Kate Hudson e soube bem desforrar-se ao conseguir ser escolhida como Mary Jane no blockbuster Spiderman. O filme foi um retumbante sucesso, a cena do beijo à chuva tornou-a num icone para os jovens um pouco por todo o mundo, e a sua carreira consolidou-se definitivamente.

Infelizmente foi também a partir daqui que a sua carreira começou a descer. Não em dinheiro feito ou papeis, mas essencialmente no valor das suas interpretações. Mona Lisa Smile foi para esquecer, como também mostrou ser o elo mais fraco de Eternal Sunshine of the Spotless Mind. Para salvar o ano, lá veio de novo Spiderman. Mas estar preso a uma personagem secundária num blockbuster não é motivo de orgulho para nenhum actor que queira ser alguém, e Kirsten sabe-o.
Por isso prepara já novos projectos, entre os quais Wimbledon e Elizabethtown. O primeiro, como o nome indica, passa-se no mundo do ténis. Vejam-na como uma nova Kournikova e estão a entrar no espirito do filme. Já Elizabethtown, pelo elenco e argumento, é um dos titulos mais esperados dos próximos anos, e talvez seja o momento ideal para voltar aos bons momentos.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Keira Knightley




Começou a representar a partir do momento em que soube como caminhar e falar. É uma actriz nata e com 18 anos já tem um portfolio impressionante. Os sucessos recentes deram-lhe uma base para o futuro, mas a jovem britânica tem de ir ainda mais além. Afinal não é todos os dias que se é a mais talentosa jovem actriz britânica do momento...

Nasceu em terras de sua majestade, mais precisamente em Teddington no condado do Midlessex a 26 de Março de 1985. É filha do actor Will Knightley e da encenadora Sharman McDonald. Não estranhou por isso que acabasse por entrar no mundo da representação ainda muito cedo.
Desde os três anos que já tinha um agente, que a levou por várias vezes a entrar em anuncios publicitários. Aos 9 anos teve o seu primeiro papel profissional em A Village Affair, um filme de Moira Amstrong. 

Durante os anos seguintes a jovem Keira iria limitar-se a pequenos papeis. A idade não ajudava, já que em Inglaterra não é dado tanto destaque a actores infantis como nos EUA. Mesmo assim ainda teve alguns trabalhos nas mãos, especialmente para a televisão. Só em 1999 é que Keira deu o salto para a fama. Só que, curiosamente, poucos sabem disso. É que a Fox fez um esforço enorme para que todos pensassem que Natalie Portman tinha interpretado tanto a Princesa Amidala, como a sua substituta no trono. Na verdade essa outra actriz era Keira Knightley, que era de tal forma parecida com Natalie Portman que as próprias mães as confundiam por vezes no set.

De qualquer forma ter trabalhado num projecto com as dimensões de Star Wars deu-lhe motivação extra e outro estatuto. Abandonou definitivamente Londres e passou para Hollywood onde o trabalho estava à mão de semear. Foi assim que entrou em The Hole, um filme que a lançou para a polémica por ter surgido nua apenas com 16 anos de idade. Keira nunca mostrou problemas com isso mas os estúdios norte-americanos torceram o nariz. Não era comum actrizes tão jovens serem tão expostas ao público. Por isso os seus trabalhos seguintes acabaram por fazer-se em produtoras menores. Entrou em Deflation e New Years Eve.


O grande público ficou definitavemente apaixonado por esta jovem britânica em 2002, quando esta surgiu no popular filme anglo-indiano Bend it Like Beckham. A jovem tinha voltado a casa e como o futebol era uma das suas paixões não foi dificil integrar o elenco do filme liderado por Gurindhir Chada. O filme foi um enorme sucesso, mostrou que a comunidade indiana existe para além de Bollywood, e confirmou definitivamente o talento de Keira.
Apesar de 2002 ter sido um ano proveitoso, nenhum dos filmes onde trabalhou foi tão importante como o trabalho em Bend it Like Beckham. Foi graças a isso que em 2003 voltou para os EUA. Mas desta vez era um regresso em estilo.

Jerry Bruckheimer estava à procura de uma cara bonita para o seu blockbuster de Verão. Já tinha o talento de Johnny Depp e a sensualidade de Orlando Bloom mas faltava o correspondente feminino. Foi aí que surgiu Keira. Ficou de imediato com o papel e obteve o sucesso esperado. O filme foi um êxito, com proporções inimagináveis para os seus produtores, e o nome da actriz passou a ser escrito a letras de ouro em Hollywood. Nesse mesmo ano voltou a Inglaterra para entrar no sucesso de Natal Love Actually, onde também mostrou todo o seu talento e beleza. Enfim, foi um ano de sucesso para a jovem de apenas 18 anos.

Para agora Keira Knightley parece ter o futuro assegurado. Neste ano será a rainha Guineverre em King Arthur, e entrará também em The Jacket e Pride and Prejudice, os seus projectos para o próximo ano. Voltará igualmente nas sequelas de Pirates of the Caribbean. Mas a verdade é que ninguém sabe dizer muito bem qual o limite que Keira tem. Para ela parece não haver limites.
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