segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Jessica Alba

Californiana de nascimento, cidadã do mundo por origem. Tem sangue latino, indiano, dinamarquês e britânico nas veias, uma verdadeira mistura do melhor que o mundo tem para oferecer.
Já tem dez anos de carreira, divididos entre o cinema e a televisão, mas não parecem haver dúvidas que ali está um nome que vamos ouvir durante muito tempo...

É assim Jessica Alba, a jovem que nasceu a 28 de Abril de 1981 em Paloma, uma pequena localidade da Califórnia.
Desde os cinco anos apaixonou-se pela representação e aos 12 começou a ter aulas de representação. Não durou muito para ser escolhida pela primeira vez para entrar num filme. Estavamos em 1993 e o filme era Camp Nowhere. Curiosamente a jovem actriz era apenas uma figurante, mas quando a actriz principal desistiu, teve a oportunidade que tanto ambicionava. E tudo isso apenas porque a sua cor de cabelo era igual à da anterior protagonista.


Depressa foi escolhida para participar em vários anuncios e estreou-se na televisão em 1994 na serie da Nickleodeon The Secret World of Alex Mack. Voltou ao cinema no ano seguinte ao entrar no filme de sucesso Fliper. O filme foi um sucesso e originou uma serie televisiva que a manteve ocupada durante todo o ano de 1995. O sucesso da serie fez com que a sua participação se extendesse até 1997. Em 1998 ainda na televisão fez, ao lado de Randy Quaid, P.U.N.K.S. e apareceu em Brooklyn Souht, chegando mesmo a aparecer em episódios de The Love Boat e Beverly Hills 90210.


Em 1999 surgiu ao lado de Drew Barrymore em Never Been Kissed e no mesmo ano fez ainda Idle Hands. No ano seguinte estreou-se na serie de James Cameron, Dark Angel que a tornou extremamente popular nos Estados Unidos. A sua popularidade fez com que surgisse no 1º lugar da lista das 100 raparigas mais sexys para a Maxim, isto com apenas 20 anos de idade.
Enquanto a sua popularidade aumentava, sendo eleita por várias revistas e sites como a jovem mais bela do universo hispânico, Jessica Alba rejeitava as suas origens latinas, definindo-se como "norte-americana".
Quando a serie Dark Angel foi cancelada pela Fox, após duas temporadas, a jovem Jessica preparou para voltar em grande ao cinema no filme Honey. O sucesso comercial e a publicidade à volta do mesmo pelo canal MTV reforçou ainda mais o seu papel de destaque junto da comunidade jovem.


A sua carreira já tem muito que se lhe diga mas para Jessica Alba o céu parece não ter limites.
Para 2004 tem já vários projectos em mão. Será uma das estrelas de The Fantastic Four bem como de Sin City, o filme de Robert Rodriguez. Além disso vamos poder vê-la em Into The Blue.
De facto, com uma ficha técnica admirável, Jessica Alba é já vista como uma das mais promissoras actrizes norte-americanas. Fala-se dela para Spiderman 3, mas a verdade é que devem haver poucos produtores em Hollywood que não queiram contar com os seus serviços.

sábado, 23 de setembro de 2017

Januray Jones

É uma das actrizes secundárias mais promissoras da nova vaga. Tem como imagem de marca a sua beleza mas já nos surpreendeu pelo talento que, aos poucos, vai conseguindo mostrar. Só falta mesmo darem-lhe uma oportunidade...

Nascida a 5 de Janeiro de 1978 no sul dos Estados Unidos, a jovem January Jones tem vindo progressivamente a mostrar-se ao mundo.
Ainda não a vimos num grande papel é certo, mas os pequenos momentos que lhe concedem em filmes - habitualmente comédias românticas - são já suficentes para mostrar que é uma jovem com verdadeiro talento.


Começou a sua carreira em 1999, aparencendo no filme All the Rage. No ano seguinte passou para a televisão onde trabalhou na serie Sorority. Em 2001 estaria em destaque ao entrar em dois filmes, The Glass House e ainda Bandits. Por essa altura no entanto era já capa de revistas, não pelas suas prestações, mas pela relação com o actor Aschton Kutcher. Relação muito falada mas que acabaria depressa quando o jovem actor de Dude Where´s My Car, a decidiu trocar por Demi Moore. Chegou mesmo a ser considerada uma das jovens mais sexys do EUA, sendo convidada para posar para a Playboy e a Maxim. Só aceitou o segundo convite.
Foi nessa altura que a sua carreira começou a dar o salto.


O ano seguinte viria a confirmar a tendência de 2001 e Januray Jones surgiria em destaque no filme Full Frontal. No ano seguinte deu finalmente o salto. Entraria em Love Actually, juntamente com uma vasta serie de belas actrizes, e também em American Wedding e Anger Management, duas das comédias mais rentáveis do ano.
Este ano começou bem para Januray Jones. Recuperou da crise amorosa em que se instalara e para gáudio das revistas, tem uma relação aparentemente saudável com o músico Josh Groban. Ao mesmo tempo já teve um desempenho interessante em Dirty Dancing 2 enquanto se prepara para estrear na televisão a serie Love´s Enduring Promise.
Januray Jones é uma daquelas actrizes que tem talento, mas que peca por ser menos aproveitada do que de certo devia. Provavelmente se algum realizador lhe der uma oportunidade como elemento principal, as nossas suspeitas de que ali há talento se confirmem.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Amanda Bynes

O trono de rainha de teen-queens tem sido alvo de grande luta no último ano e meio. Amanda Bynes é uma das mais fortes candidatas. A pequena actriz de What a Girl Wants, é hoje uma das mais promissoras actrizes de Hollywood. 
Tem a vantagem de se apresentar como uma rapariga normal, sem vicios e com uma enorme vontade de trabalhar. É a miss maturidade que vem do outro lado do Atlântico...

Californiana de gema, Amanda Bynes veio ao mundo a 3 de Abril de 1986 em Thousand Oak, uma localidade não muito longe de Hollywood, onde hoje brilha a grande altura.
Ao contrário de muitas das meninas-prodigios que abundam na "meca do cinema", Amanda começou na televisão e não no teatro, quando com 7 anos rodou um anúncio para a marca Nestlé. Mas, de facto, representar estava na sua natureza. Cedo entrou em várias peças de teatro locais, sendo por várias vezes elogiada pela crítica, especialmente aquando da sua representação do clássico To Kill a Mockingbird. Com apenas 9 anos foi convidada a entrar no elenco de All That, uma serie de TV de bastante sucesso. Ainda hoje a jovem Amanda diz que as pessoas têm dificuldade em assumir que ela cresceu, mas quem olha para a Amanda de hoje nunca teria essa dúvida!


O grande salto deu-se quando a jovem Amanda tinha apenas 13 anos. Foi aí que lhe deram a oportunidade de ter o seu próprio show de TV, o "The Amanda Show". A sua personagem tinha tido tanto sucesso na serie de TV que o estúdio achou que um show só dela seria bom para as audiências. Foi de facto bom para o estúdio, mas essencialmente para Bynes. 
No entanto, ao contrário de algumas potenciais "rivais" na corrida ao trono de modelo da juventude feminina norte-americana, Amanda era o mesmo fora e dentro do ecrãn. Aluna de 20´s, terminou o liceu com facilidade e sempre assumiu que preferia seguir o modelo que os pais lhe tinham ensinado, a deixar-se corremper pela vida de luxo de Hollywood.


Em 2002 deu o salto para o cinema no filme Big Fat Liar, onde entra ao lado de Frankie Muniz, outra estrela ascendente na cidade. O filme foi um sucesso e rapidamente choveram convites para novas comédias ligeiras. Foi aí que surgiu a hipótese de Amanda ser a estrela de What a Girl Wants, o filme que a catapultou definitivamente para o estrelato. Nesse filme, em que ela protagoniza, tendo como "pai" o actor Colin Firth, a jovem representa a all-american jovem que descobre que o pai é um politico inglês que está a concorrer a umas eleições. Surge o dilema de encontrá-lo, destruindo assim a sua candidatura, ou esperar a altura certa. O filme foi um grande sucesso e Amanda Bynes foi nomeada para vários prémios.


Hoje a sua carreira avança a passos largos. Não só entra na serie What I Like About You, como se prepara para entrar em dois projectos aliciantes. Em Robots, um filme animado, dá a voz a uma das personagens principais, enquanto que em Lovewrecked, é de nova a estrela de uma comédia romântica com o habitual happy-end.
A sua vida pessoal, tal como a sua carreira, tem sido muito bem gerida. Longe de entrar em escândalos, que já destruiram algumas carreiras promissoras de jovens da sua idade, Amanda mantem um low-profile admirável. Até há bem pouco tempo abriu uma excepção ao divulgar publicamente um namoro relampago com o colega de serie, Nick Zano, mas passado poucas semanas já tudo tinha terminado.
O seu low-profile tem-lhe custado, segundo muitos, pontos na corrida contra nomes como Lindsay Lohan ou Hillary Duff, mas a jovem não parece querer voltar atrás na sua decisão: ser uma actriz madura e nada mais!

terça-feira, 19 de setembro de 2017

Alison Lohman

Apesar de parecer ainda uma jovem, Alison Lohman leva na bagagem alguns anos de experiência e muitas provas dadas do seu talento. A sua beleza quase angelical e a sua capacidade de se desmultiplicar em personagens de diferentes idades, fazem dela uma das mais requisitadas actrizes do momento. E qual sereia, aqueles que ela capta com aquele olhar de anjo perdem-se para todo o sempre...

Quem diria que Alison Lohman nasceu em Setembro de 1979 e tem portanto 25 anos de idade? Pelo menos não aqueles que a viram como a filha de 14 anos de Nicholas Cage em Matchstick Men. Nem os restantes. Alison Lohman não aparenta, nem de longe nem de perto, a sua verdadeira idade. Para aqueles que ainda a vêm como a adolescente com cara de anjo, informa-se que Lohman tem já uma carreira bem lançada, tendo entrado, para além no filme de Ridley Scott, no fenómeno de Tim Burton que foi Big Fish. Mas vamos por partes.


Lohman nasceu em Palm Springs na Califórnia. Começou a representar aos 9 anos de idade, e venceu o primeiro prémio de representação quando tinha apenas 11 anos. No entanto a jovem também sabia cantar e dançar, o que lhe abriu diversas portas no mundo do espectáculo. Recebeu vários prémios ainda quando andava no secundário, ganhando mesmo uma bolsa de excelência que recusou, por preferir uma aventura no mundo do cinema, em Hollywood. A sua experiência como cantora ajudou-a a pertencer a coros que acompanharam nomes como Frank Sinatra ou Bob Hope nos últimos albums.


Estreou-se no cinema em 1998, com 17 anos no filme Kraa! The Sea Monster. Foi rapidamente descoberta pelos caça-talentos e o ano seguinte foi em cheio para a jovem californiana que entrou em 3 diferentes peliculas. Em The Thrirteen Floor, The Auteur Theory e Planet Patrol. Apesar de nenhum destes filmes ser um titulo facilmente reconhecível aos espectadores, foi essa experiência de base que lhe deu um estatuto importante.
O ano seguinte foi igualmente de muito trabalho, tendo entrado na sua primeira serie de TV, Tucker. Além do mais entrou em The Million Dollar Kid, o seu filme mais importante do ano. O ano seguinte foi em tudo igual a 2000, com a participação na serie Pasadena a valer-lhe um casting para o filme de Kevin Costner Dragonfly. No filme Lohman fez de uma jovem com cancro e teve de rapar o seu longo cabelo loiro. No final as cenas acabaram por não entrar no filme mas obrigaram-na a usar uma peruca no seu projecto seguinte, o primeiro grande sucesso que teve: White Oleander.


Nesse poderoso drama, Alison Lohman pode trabalhar pela primeira vez com nomes consagrados como Michelle Pfeifer e René Zellweger. O seu papel foi largamente elogiado pela critica e acabou por ser decisivo na escola de Ridley Scott, que procurava uma rapariga que pudesse passar por 14 anos, embora nãos os tendo. Alison tinha 22 mas de facto não parecia e o realizador não teve pejo em dar-lhe o papel de Angela, a filha do vigarista representado por Nicholas Cage. O filme foi um sucesso e no final todos os que o viram sairam da sala com a bela Alison na cabeça. 


A sua carreira tinha finalmente começado. Ainda os espectadores a lembravam pelo filme de Scott e já ela surgia de novo, agora no poético papel de Sandra, a paixão de Ewan McGregor no filme Big Fish. Apesar de isso não ser muito comum na filmografia de Burton, a verdade é que a luz que irradiava do olhar de Lohman tornou-se um dos pontos altos do filme. A jovem actriz recebeu o merecido aplauso da crítica e prepara-se agora para continuar a sua evolução ao lado de um outro talento em potência, Gabriel Garcia Bernal e Sam Shepard em The King.

domingo, 17 de setembro de 2017

Hilary Duff

Acusada de viver eternamente no universo dos filmes para jovens adolescentes, Hilary Duff levou a extremos a imagem de teen-queen. A maior parte dos cinéfilos concorda que a sua carreira ficará eternamente presa às personagens que a actriz cultiva constantemente, mas alguns avisam que quando Hilary Duff der o salto, se tornará numa actriz muito interessante...

É jovem, muito jovem, mas soube gerir até agora a sua carreira de tal forma que já é uma das actrizes mais ricas de Hollywood. A vida tem corrido de facto muito bem para Hilary Duff.
Com 17 anos, nasceu a 28 de Setembro de 1987 no estado do Texas. Começou a carreira com 6 anos no mundo do teatro infantil, mostrando desde cedo capacidade não só para representar, mas igualmente para dançar e cantar, o que a tornou numa jovem bastante versátil. Surgiu pela primeira vez junto do grande público em 1997 na serie True Women, mas só em series como Casper Meets Wendy e The Soul Colector, no ano seguinte, é que conseguiu alguma notoriedade.


O grande salto foi dado quando venceu o casting para apresentar um programa no canal Disney. O programa era The Lizzie Maguire Show e foi um sucesso imenso, tornando-se num dos programas mais vistos nos canais por cabo em todos os estados norte-americanos. Rapidamente Hilary Duff colou-se à personagem Lizzie Maguire, indo agora na terceire serie de episódios. Para reforçar ainda esta associação protagonizou as aventuras da jovem adolescente no cinema, num filme, The Lizzie Maguire Movie, que estreou no último Verão, tendo curiosamente sido um dos grandes exitos da estação quente, contra todas as expectativas.


No entanto, apesar do sucesso da sua personagem,Hilary Duff entrou também em várias outras comédias para adolescentes - há quem diga mesmo para pré-adolescentes - como Agent Cody Banks, Cadet Kelly e Cheaper By the Dozen. 
Já neste ano protagoniza mais um dos sucessos de Verão, em The Cinderella Story e prepara-se para apresentar também Raise Your Voice, The Perfect Men e Outward Blonde.


No entanto nem só da representação vive a jovem Hilary que em 2002 lançou o seu primeiro album, Methamorphosis que saltou de imediato para o top de vendas com o êxito So Yeasterday a dominar nas tabelas de singles. A versatilidade de Hilary Duff tem compensado, já que criou uma verdadeira gama de produtos à sua volta, consumidos furiosamente pelos mais jovens adolescentes da América. Um modelo para as jovens americanas, que vêm nela a amiga e sincera Lizzie Maguire, e uma das mulheres mais desejadas para os jovens americanos, que destacam mais depressa as evoluidas curvas do seu corpo - há quem fale em operações plásticas para o aumento dos seios da jovem actriz/cantora - em detrimento do seu talento.


Mas a polémica estala quando se fala no que é de facto Hilary Duff. Os mais criticos rotulam-na apenas como um produto de marketing, criado à volta da marca Disney, tal e qual como aconteceu com Britney Spears. Os criticos dizem que será incapaz de dar o salto para personagens maturas, e ficará eternamente colada em papeis de menina adolescente.
Os seus apoiantes indefectiveis dizem apenas que com 17 anos ela tem tempo. Para já deve preocupar-se em fazer o que gosta e quando surgir a oportunidade de saltar para um outro nível, ela não desiludirá.
A verdade só virá com o tempo.

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Alexis Bledel

Alexis Bledel é uma adolescente atípica num país em que a beleza fisica se sobrepõem a qualquer outro critério. Não deixa de ser bela, mas é na representação onde encontramos a verdadeira aposta da sua carreira. Alexis é um nome a memorizar até porque o Hollywood tem a certeza que ainda ouviremos falar muito dela.
Que melhor actriz para começar a nossa rúbrica do que uma mistura explosiva de beleza e talento como Alexis Bledel...

Nascida no Texas, esta jovem actriz de apenas 22 anos (16/9/82) tem vindo a conseguir encontrar o seu espaço na Meca do Cinema. 
De ascendência hispânica (pai argentino e mãe mexicana) a jovem Alexis teve o espanhol sempre como primeira lingua. Só aprendeu inglês quando chegou á escola. Isso contribuiu para fazer da pequena Alexis uma rapariga muito timida. Foi a pensar nisso que os pais insistiram para que entrasse com apenas 8 anos numa peça de teatro local. A sua performance foi muito bem conseguida e não tardou em ser recrutada para o mundo da Moda, tendo desfilado em Nova Iorque e Toquio.
Foi apenas com 19 anos que chegou a oportunidade de passar das passereles para a representação, a sua verdadeira paixão.


Em 2000 foi convidada para fazer o piloto da serie Gilmore Girls. Ficou com o papel de protagonista e rapidamente criou grande empatia com o público tendo sido uma das razões para o sucesso da série.
Depois de ter sido a estrela de Gilmore Girls (a maior parte da nova vaga de actrizes tem as series de TV como uma escola importante), a jovem Alexis entrou no filme Tuck Everlasting em 2002. A actriz já vinha rotulada de menina-bonita e no filme de Jay Russell, brilhou ao lado de um elenco de luxo que contava também com William Hurt e Sissy Spacek. O filme não só a consagrou definitivamente com actriz com potencial, como aumentou ainda a sua fama junto do público, que continuava a segui-la na serie Gilmore Girls. 
A sua fama esteve de tal forma em alta que nesse ano a revista People designou-a uma das 25 actrizes mais sensuais com menos de 25 anos em Hollywood.


No entanto quando todos esperavam que a jovem Alexis aproveitasse a onda da fama, ela surpreendeu meio mundo. Durante dois anos dedicou-se de corpo e alma á serie de TV, granjeando um estatutode destaque dentro da Warner Bros que já considera como hipótese viável criar uma sitcom só para ela, como aconteceu com outras teen-actresses.
Só em 2004 é que voltaria ao cinema no filme DysEnchanted, uma comédia em que sete heroinas se reunem uma vez por semana para fazerem terapia. Alexis representava Goldilocks nesta interessante comédia e foi aplaudida no festival de Sundance. 


De facto foi só este ano que Bledel entrou definitvamente no cinema. Depois do sucesso de DysEnchanted, a actriz entrou em mais dois filmes que se encontram em pós produção - Bride and Brejudice, realizado pela autora de Bend it Like Beckham, e também The Orphan King. 
Para além disso o próximo ano também promete novidades. Além de estar no fabuloso elenco de Sin City, a aventura de Robert Rodriguez, Frank Miller e outros nomes de culto, em Sisterhood of the Travelling Pants a actriz tem lugar de destaque assegurado.


Reservada, Alexis Bledel tem uma caracteristica pouco comum nesta nova vaga de raparigas sensuais: a vida privada é mesmo privada.
O seu nome não surge nas revistas ao lado de novos companheiros desde que começou uma relação com o seu colega de Gilmore Girls, o actor Milo Ventimiglia. Já teve ofertas de revistas como a Maxim ou a QG para posar, mas recusou sempre. Diz ela que ser actriz é a sua vocação e que não vê necessidade desse tipo de exposição. Um modelo de vida ou uma mensagem ás suas potenciais rivais que disputam o trono de teen-star nos EUA, uma guerra mais tensa que a disputa de rainha no baile de finalistas.


Na verdade Alexis Bledel é quase um inicio atípico para a nossa rúbrica. Apesar de extremamente bonita, a jovem prima mais pelo seu talento do que pela exuberância fisica. Bledel tem todas as hipóteses de ser aquele tipo de actriz que acaba mesmo por singrar pelo seu talento, em vez de pela sua beleza. E como todos sabemos isso tem as suas vantagens, porque a carreira de actriz é para uma vida inteira. Algo de que muitas jovens actrizes ainda não parecem ter-se apercebido.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Eva Green

Fez apenas um filme até ao momento mas já é uma celebridade em França e uma das maiores promessas do cinema europeu.
Destacou-se no seu filme de estreia por ter passado mais tempo nua que vestida, mas mostrou ter pujança de actriz. Afinal é preciso ter caracter para mostrar tudo. E foi o que ela fez. Sem preconceitos...

Nasceu em Paris a 5 de Julho de 1980 e é filha de Marlene Jobert, uma das actrizes mais respeitadas em França. 
Começou a sua carreira no mundo do teatro onde venceu o prémio Moliere de 2002 para a melhor estreante. Foi a primeira vez que o mundo ouviu falar de Eva Green. Primeira, mas definitivamente não a última.


Ainda em 2002 fez o casting para o filme que marcava o regresso de Bernardo Bertolucci. O filme era The Dreamers e ficou com o papel de imediato. O realizador apreciou a sua forma, mas também o seu ar de mulher emancipada. Tinha apenas 22 anos.
Quando o filme estreou, era o seu nome que andava na boca do mundo. Não é que logo no primeiro filme, a jovem actriz tinha tido o despudor de surgir diante das camaras, durante a maior parte do filme, completamente despida, sem qualquer pudor em esconder zonas mais intimas? 
A principio foi o escândalo claro. Mesmo em França onde a nudez no cinema é habitual, o nivel de nudez - e a temática - deste filme, foi criticado com severidade. Mas no final, tendo o corpo sido esquecido e a actriz relembrada, todos estiveram de acordo: havia actriz.


Eva Green deu assim os primeiros passos no cinema. Como as suas compatriotas Luduvine Saigner, Virgine Ledoyan, Sophie Marceu, Emmanuelle Beart ou Isabelle Adjani, sabe aliar o talento à sua enorme beleza, o que é sempre um trunfo. Trunfo que lhe permitiu saltar para o cinema norte-americano. O seu próximo projecto é Kingdom of Heaven, o filme que Ridley Scott quis fazer sobre as cruzadas. Não se espera ver de novo Eva Green tão despida, nem aí nem em Arsene Lupin, o seu próximo filme em francês. Aliás, é natural que esta polémica desapareça com o tempo.
Mas que foi uma estreia diferente, lá isso foi.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Evan Rachel Wood

Apelidada como a mais talentosa e bela actriz jovem de Hollywood, o seu desempenho em Thirteen trouxe o nome de Evan Rachel Wood para a ribalta. A jovem que se tornou conhecida na serie Once Again, continua a surpreender pela qualidade das suas prestações. Não admiraria que aqui estivesse uma verdadeira estrela em potência...

Menina bonita do sul dos Estados Unidos, Evan Rachel Wood nasceu a 7 de Setembro de 1987 em Raleigh na Carolina do Norte.
Apesar da sua tenra idade - 17 anos apenas - é actriz profissional desde os seus 7 anos, altura em que entrou no mundo da televisão. 
Mas curiosamente poderia ter-se estreado no mundo do cinema, se não tivesse perdido para a sua rival Kirsten Dunst, o papel de jovem no filme Interview with the Vampire. Mas por vezes os grandes nomes começam com uma derrota para aprenderem com ela e foi exactamente isso que aconteceu com a jovem actriz.


Depois de ter perdido o seu primeiro papel, Evan Rachel Wood preferiu rumar à televisão, e logo no seu primeiro ano como profissional surgiu em duas séries, Search for Grace e In the Best of Families.
No ano seguinte, acentuando esta sua tendência para preferir a tv, apesar de já ter convites para rumar a Hollywood, surgiu em Father for Charlie e Death in Small Doses. No ano seguinte, ainda não tinha chegado aos 10 anos e já acumulava participações em mais series, incluindo The Barbara Mandrell Story.


O salto para o cinema surgiu em 1998, quando tinha 11 anos de idade. O filme foi Digging to China, e apesar de não ter sido um sucesso acabou por ser um interessante ponto de partida. 
Até 1999 ainda entrou em mais dois filmes - Pratical Magic e Profiler - e numa serie de televisão chamada Down Will Come Baby. 
Foi ao chegar a 1999 que a jovem teve a oportunidade de dar o salto para o estrelato, ainda na TV, ao entrar na aclamada serie Once and Again.
A serie de grande qualidade, deu-lhe uma maior projecção do que se tivesse adoptado por uma carreira de pequenos filmes em Hollywood, e consagrou-a como uma das maiores sensações entre a representação juvenil. 


Só a partir de 2001, e já com nome feito na praça, é que Evan Rachel Wood adoptou definitivamente o cinema como a sua área de eleição.
O seu primeiro filme com algum destaque foi Litlle Secrets, seguindo-se de imediato Simone, um filme muito interessante onde teve a oportunidade de trabalhar ao lado de Al Pacino. Já em 2003 Evan Rachel Wood explodiu definitivamente ao protagonizar o filme Thirteen. Ao lado de Holly Hunter, que acabou por ser nomeada ao óscar, a jovem actriz faz um desempenho notável e mostra que para a sua tenra idade - tinha 16 anos - têm um talento notável.
Nesse mesmo ano entrou igualmente em The Missing, ao lado de Cate Blanchett e Tommy Lee Jones. 


Evan Rachel Wood é de facto um nome que iremos ouvir nos próximos tempos. Para o próximo ano tem já preparado três projectos distintos. Entrará ao lado de Edward Norton em Down in the Valley, será uma das estrelas de Pretty Persuasion e também de The Upside of Anger.
Tida como um valor já confirmado, Evan Rachel Wood tem ainda muito que caminhar até chegar ao estrelato. Mas nos anos de carreira que já leva, deu sempre provas do seu valor. Ninguém espera que isso deixe de acontecer nos próximos tempos.

sábado, 9 de setembro de 2017

Gene Tierney

Actriz notável mas essencialmente uma das mais belas mulheres que alguma vez entrou num filme. O seu nome acabou por ficar esquecido por muitos, mas aqueles que ainda se recordam do seu primeiro plano no filme Laura sabem que Gene Tierney nasceu para ser uma estrela.


Nascida a 19 de Novembro de 1920 em Brooklyn, desde pequena que Gene Tierney estava fadada para brilhar mais alto que todas as mulheres. E durante algum tempo de facto, assim o foi.

Educada junto da elite da costa Leste, desde cedo que ser actriz estava nos planos da jovem rapariga. Representava para os pais e amigos e tinha já aquele jeito que acabaria por celebrizá-la em Hollywood: o olhar de pequena menina mimada.
Depois de ter ido estudar para a Europa, como era comum à época, Gene passou a frequentar a Broadway começando mesmo a entrar em algumas peças. Ganhou destaque imediato pela sua beleza fisica, e rapidamente deu o salto para o cinema.


Foi Darryl Zanuck, produtor da Fox com olho para descobrir beldades, quem a levou para Hollywood. O seu primeiro papel de destaque surge logo em 1940 no filme Hudson´s Bay. No ano seguinte ia surgir ao lado do já consagrado Henry Fonda em The Return of Jesse James. Nesse ano fez ainda mais 5 filmes, o mais celebre tendo sido Belle Star. As suas interpretações eram elogiados por toda a critica que exigia à Fox que apostasse nela para um filme de destaque.


Foi preciso esperar por 1943 para isso acontecer. O realizador Ernst Lubitsch estava á procura de uma actriz talentosa e bonita para completar o elenco do seu O Céu Pode Esperar - Heavan Can Wait. Tierney foi a escolhida e a sua interpretação tornou-se um dos aspectos mais importantes do filme. Mais uma vez teve a critica a seus pés. 
O ano de 1944 foi o da sua consagração como actriz e estrela. Foi o ano de Laura, filme de Otto Premminger em que ela é uma mulher cobiçada por três homens, um detective, o seu mentor e um artista. A cena em que ela surge pela primeira vez, depois de já a termos visto através de um quadro enorme, é de tal forma forte, que ainda hoje é a imagem de marca do filme. 
No mesmo ano surgiu a consagração ao conseguir a sua nomeação para o óscar de Melhor Actriz pelo seu papel de mulher fatal e maquiavélica em Leave Her To Heaven. Não ganhou mas o nome de Gene Tierney tinha ganho o seu lugar na elite de estrelas.


The Ghost and Mrs Muir, o filme em que contracena com Rex Harrison é mais um a juntar ao leque de grandes titulos com a actriz, à altura tida como a mulher mais sensual de Hollywood. Não espantou portanto que se tivesse envolvido com um senador pouco conhecido mas com um futuro marcante: J.F. Kennedy.
Durante a década de 50, Gene Tierney continuou a brilhar em filmes como The Left Hand of God, Night and the City ou Plymouth Adventure, voltandoa ser nomeada aos óscares, sem no entanto nunca ter ganho.


Só que havia um lado obscuro para lá de todo este glamour.
O casamento falhado com Oleg Cassini e o nascimento em 1943 de uma filha deficiente mental, levou Tierney a tomar doses excessivas de compridos. Entregou-se então à devassidão, tendo múltiplos amantes, sendo mesmo conhecido na altura como a mulher mais fácil de Hollywood. Rapidamente caiu em depressão e foi hospitalizada.

Quando tentou um come-back em 1962, falhou por completo. A sua grande arma, a beleza, começava a desaparecer e os sinais de depressão ainda estavam na cabeça de todos. O último filme que acabou por fazer foi em 1964 em The Pleasures Secrets. Nunca mais voltou a um filme, tendo no anos 80 aparecido em algumas series de TV como actriz convidada.


Apesar das sucessivas depressões e internamentos, Gene Tierney viria apenas a morrer em 1991, com 71 anos de idade, resultado de um enfizêma.

Apesar de hoje não ser uma das actrizes que mais depressa vem à cabeça dos cinéfilos, talvez por não ter tido a mesma propaganda que outras suas rivais à época Gene Tierney foi uma das maiores actrizes de sempre do cinema norte-americano. E se isso não bastasse, podemos dizer que foi igualmente uma das mais belas.

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

James Stewart

James Stewart é hoje reconhecido como um dos maiores actores de todos os tempos. No entanto, durante os seus mais de 30 anos de carreira ele nunca foi visto como uma estrela. Foi sempre uma pessoa humilde e resoluta, muito semelhante às personagens que representou. Não havia homem mais digno para abrir a rúbrica Hall of Fame.

Nascido na pequena cidade de Indiana a 20 de Maio de 1908, James Stewart viria a ser uma das maiores lendas do cinema americano.
Mas na sua juventude estava longe de o saber. Gostava de brincar como mágico, e cedo pensou que a sua vocação era a arquitectura. Foi então estudar para Princeton, uma das mais reputadas faculdadades norte-americanas. Lá conheceu Joshua Logan, mais tarde realizador de vários filmes de sucesso entre os quais estão Picnic e Bus Stop, que o convenceu a juntar-se à University Players. Lá descobriu muitos dos grandes talentos da sua geração e começou uma amizade que duraria até à morte com Henry Fonda.
Margaret Sullavan, mulher de Fonda, deu-lhe o primeiro empurrão para entrar no cinema onde Stewart começou por fazer papeis em musicais e vaudeville. No entanto o seu jeito algo desengonçado de rapaz honesto de provincia vinha mesmo a calhar num período em que, fruto do New Deal, era importante recuperar a auto-estima do americano comum, que encontrava no cinema o escape de uma vida de tristeza.
Foi assim que começou, de um momento para o outro, a relação mais espantosa que o cinema já conheceu entre um realizador e um actor. Frank Capra, à altura presidente da Academia e conceituado realizador viu em Stewart o seu molde de homem: honesto, capaz de suportar com todos os problemas, ajudar os amigos e mesmo assim sair vencedor no final.


Em 1938 Stewart consegue o seu primeiro papel de destaque em You Can´t Take It With You. No filme Stewart era o filho honesto de um milionário sem escrúpulos, e acaba por apaixonar-se por uma rapariga pobre de uma família um pouco "alternativa". A notável interpretação, se bem que ainda secundária, recebeu elogios de todos os lados. Capra gostou do que viu e lançou-o às feras no ano seguinte no seu Mr Smith Goes To Washington. Neste belo filme, um dos melhores de sempre, Stewart é mágica na forma como dá vida a Jefferson Smith, um jovem idealista que se torna congressista apenas por ser vist pelo manda-chuva do seu distrito como alguém fácil de domar. No entanto, com a ajuda da sua secretária, o jovem congressista consegue perceber a podridão que se tinha instalado em Washington. O filme arrebatador num duelo um contra todos que ficou para a história, consagrou definitivamente Stewart, que nesse ano ganhou vários prémios pela sua interpretação. Na cerimónia dos óscares era o grande favorito mas a vitória acabou por sorrir a Robert Donat. Injustamente clamaram todos.


De uma forma ou outra a sua carreira estava lançada. As suas personagens, que eram quase o reflexo da sua forma de estar, cativavam o público. Foi assim em The Shop Around the Corner de Ernst Lubitsch e em Philadelphia Story, ao lado de uma dupla de luxo: Cary Grant e Khatarine Hepburn. A Academia, como recompensa pelo óscar perdido em Mr. Smith, declarou-o vencedor, num ano em que Stewart afirmou que deveria ter sido o seu amigo de sempre, Henry Fonda, a triunfar.


Quando a 2º Guerra Mundial chegou aos EUA, Stewart foi o primeiro actor a alistar-se. Era tão amado que o exército recusou a inscrição por ter medo que algo lhe acontecesse. James foi teimoso e conseguiu fazer parte das hostes Aliados. Durante a 2º Guerra foi um exemplo de comando e liderou várias missões com grande sucesso. Acabou a guerra no posto de tenente-coronel, e conquistou a estima de todos os soldados.
Quando voltou a Hollywood, em 1945, tudo tinha mudado. As personagens que agora cativavam o público eram duras e cínicas, inspiradas no modelo imposto por Humphrey Bogart. Parecia já não haver espaço para os homens honestos e cheios de principios que Stewart normalmente encarnava.
Mesmo assim, foi dele quem Frank Capra se lembrou (como conta deliciosamente na sua biografia O Nome Sobre O Título), para o papel principal em It´s a Wonderful Life. Stewart aceitou de imediato e viveu aqui a sua maior personagem, naquela que ficará para a história como a maior personagem de sempre: George Bailey.
Neste filme, puramente capriano, Stewart foi sublime na pele de um homem que abdica de tudo em prole dos outros, e que, quando perde a vontade de viver, tem a possibilidade de ver como seria o mundo se nunca tivesse nascido. Num filme que é um hino à poesia cinematográfica, James Stewart conseguiu a melhor interpretação da sua carreira. Só que o público parecia não ir em contos de fadas e It´s a Wonderful Life foi o maior falhanço do ano. Seria mais tarde ressuscitado pela televisão e hoje é um dos titulos mais aclamados de sempre.


Foi o canto do cisne para Frank Capra, mas não para Stewart. O actor, agora com 40 anos, percebeu que se o público tinha mudado, então também ele deveria mudar.
Começou então a promover alterações nas personagens que escolhia. Do tipico americano honesto passou a desempenhar papeis de homens duros, cinicos, mas com um bom coração que no final os levava pelo caminho certo
Seguindo esta nova abordagem, começou a sua associação com outro mestre do cinema, Alfred Hitchock. Em 1948 brilhou no filme Rope. Voltaria a trabalhar com o mestre do suspense mais três vezes. Mas lá chegaremos.
Em 1948 casa com Gloria Hatrick McLean e decide passar a negociar os contractos com uma percentagem dos lucros dos filmes em que entra. Isso provou ser uma boa medida porque até meados dos anos 60 todos os filmes em que entrou provaram ser um sucesso.


No início da década de 50 o novo Stewart provou ser tão cativante como o antigo. Em Harvey consegue mais uma nomeação ao óscar, e no mesmo ano protagoniza Winchester 73. Seria o seu primeiro western ao lado de Antonhy Mann. Em 1953 seria a estrela do notável Naked Spur e três anos depois protagonizaria The Man From Laramie. Stewart continuou a fazer westerns mas desta feita ao lado de John Ford que viu nele o complemente perfeito para John Wayne. Em 1962 Ford conseguiu um dos seus melhores filmes com esta dupla de actores em The Man Who Shot Liberty Valance. Ganharia mais uma nomeação ao óscar, a sua 7º e última.
Pelo meio tinham ficado três obras-primas ao lado de Hitchcock, em Rear Window, The Man Who Knew To Much e acima de tudo Vertigo, uma das maiores obras primas do cinema. Aí Stewart iria representar ao nível da perfeição e seria elevado a estrela pelo grupo francês do Cahiers do Cinema, à época num processo de revalorização de estrelas do cinema americano deixadas de lado pelo star-system. Stewart, que nunca mais voltou a vencer um óscar, apesa de por três vezes ter sido o melhor do ano, viu assim o seu talento ser reconhecido do outro lado do oceano.


Mas para o Stewart homem isso não era relevante. A importância que dava a prémios era tal que, depois de em 1940 ter recebido o óscar, o enviou para o pai em Indiana que a expôs na sua barbearia. E aí continuaria até à morte do pai do actor. 
Jimmy Stewart começou a deixar o cinema nos anos 60, logo após Liberty Valance. Voltaria em ocasionais papeis mas nunca orquestrou um "come back" como muitos actores fizeram. Viveu a sua vida tranquilamente com a sua esposa e os seus dois filhos (a mulher tinha dois filhos de um casamento anterior e foi a morte de um, no Vietname, que mais marcou a vida de Stewart depois de ter deixado o cinema), e manteve-se como um exemplo de humildade, coragem e integridade.
Quando Gloria Stewart faleceu em 1994, a sua vida começou a deixar de fazer sentido. Jimmy estava a ficar doente e, sem a companheira de sempre perdia a vontade de lutar. Finalmente, no Natal de 1997, o cancro derrotou-o e tirou ao mundo um dos seus maiores vultos.


James Stewart como actor foi um exemplo a seguir. Os seus papeis marcaram a letras de ouro a história do cinema. Mas o James Stewart homem ficará bem mais presente na mente dos homens. A humildade e a sua forma de encarar a vida eram e serão sempre, o exemplo a seguir.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Emmy Rossum

Talento e beleza não lhe faltam, mas o mais curioso é saber que com apenas 17 anos, Emmy Rossum é já uma das actrizes mais pretendidas pelos estúdios de Hollywood. E não é para admirar porque detrás daquela face ternurenta, está uma actriz já feita...

Nasceu em 1986 em Nova Iorque e desde pequena esteve ligada ao mundo da representação. Aos 12 anos deu o salto para a televisão onde fez várias séries, entre as quais Only Love, A Will of Their One, Grace and Glorie e Genius. 
O talento já lá estava, em forma de pequena beldade, e por isso não surpreendeu ninguém que Emmy Rossum saltasse para o cinema tão rapidamente. Foi em 2000 no filme Songcatcher. Saiu-se bem, e sem o saber, deu inicio a uma carreira que promete ser fulgurante.


O seu primeiro grande papel no entanto surgiu quando voltou a trabalhar na televisão, em 2001. Fez de Audrey Hepburn enquanto jovem, numa adaptação da vida da actriz, e as semelhanças entre ambas saltaram de imediato à vista. Os estúdios de Hollywood puseram logo os olhos em cima da jovem que se parecia tanto com uma das mais iconicas actrizes de Hollywood, que nesse mesmo ano fez mais dois filmes: American Rhaposody e Happy Now.


Depois de só ter feito um filme em 2002 - Passionada - Emmy Rossum teve em grande destaque no ano de 2003. Foi a filha de Sean Penn no notável Mystic River e a protagonista de Nola, um excelente filme de Alan Hurska, uma especie de conta-de-fadas moderno.
Em 2004 pudemos voltar a ver a jovem actriz ao lado de Jake Ghyllenhall em The Day After Tomorrow.


Para o futuro esperamos vê-la na adaptação de Joel Schumacher do mitico Phantom at the Opera, onde vai estar ao lado do talentoso Gerard Butler, e fala-se nela também para entrar no próximo filme de Jurassik Park. Mas a verdade é que apesar da sua folha de serviços não ser cravejada a ouro, os seus 17 anos - faz 18 em setembro - dão-lhe uma margem de progresso inimaginável. E nós cá ficaremos à espera para ver.

domingo, 3 de setembro de 2017

Adriana Esteves

Adriana Esteves (1969) é uma atriz brasileira da Tv Globo com grande currículo em novelas na televisão. É casada com o ator Vladimir Brichta. Adriana Esteves Agostinho Brichta nasceu no Rio de Janeiro. Começou a sua carreira na TV com a novela “Top Model”(1989), depois de tentar a profissão de modelo.
A partir de então, participou de uma sucessão de novelas, sempre com atuações elogiadas pela crítica: “Pedra sobre Pedra” (1992), “Renascer” (1993), A “Indomada” (1997) “Torre de Babel" (1998), nesta última, ganhou destaque interpretando a vilã Sandra. Na novela “O Cravo e a Rosa” (2000), fez par com ao ator Eduardo Moscovis e teve atuação elogiada em mais um papel humorístico. Depois, trabalhou na novela “kubanacan” (2003), grande sucesso no horário das 19 horas.
Em “Coração de Estudante” (2002), contracenou com o ator Vladimir Brichta, com quem é casada e teve um filho, Vicente, nascido em 2006. Adriana Esteves atuou no cinema, com destaque para os filmes "O Trapalhão e a Luz Azul” (1999) com o humorista Renato Aragão e “Trair e Coçar é Só Começar” (2006). Em seriados na televisão, teve a sua melhor atuação em “Dalva e Herivelto - Uma Canção de Amor”, quando interpretou a cantora Dalva de Oliveira. Por esta atuação, foi indicada ao Prêmio Emmy Internacional, em 2010. Em 2012, Adriana Esteves ganhou o papel principal, interpretando a vilã Carminha na novela “Avenida Brasil”.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Angelina Jolie

Assumidamente a grande sex-symbol deste início de século, Angelina Jolie é também uma das actrizes mais promissoras da sua geração. A filha do também grande actor Jon Voight, foi já galardoada com um óscar e tem uma carreira de sucesso pela frente. Resta saber se Angelina Jolie vai saber equilibrar os filmes da "sex-symbol" com os filmes da actriz...

Nascida de uma estrela, a jovem Angelina Jolie Voight soube, também ela e a seu tempo, tornar-se numa.
Viu a primeira luz da vida a 4 de Junho de 1975, e tudo indicava que o seu futuro seria guiado pelas estrelas mais brilhantes. Na verdade, com apenas 29 anos, Angelina já fez de tudo um pouco. Teve alguns dissabores na vida mas, para compensar, alcançou o estrelato bem mais cedo do que muitos prognosticavam quando deu os primeiros passos no mundo do cinema.
Apesar de ter sonhado em ser directora de uma casa mortuária quando jovem - Angelina é também conhecida pelas suas extravagâncias - o facto de pertencer a uma familia completamente ligada ao cinema acabou por ser decisiva na escolha do seu futuro. Não só o pai, Jon Voight era um actor consagrado, como também a sua mãe Marcheline Bertrand, e os seus padrinhos - Maximillian Schell e Jacqueline Bisset - eram nomes de vulto da 7º Arte. 


O primeiro papel de Angelina surgiu logo quando esta tinha 7 anos de idade, em 1982 no filme Looking to Get Out, ao lado dos pais. No entanto o divórcio dos pais, levou-a a afastar-se de Hollywood, não estranhando que aos 14 anos iniciasse uma carreira de sucesso no mundo da Moda, sendo uma das princesas das passerelles do final dos anos 80. Entretanto Angelina mostrava o seu caracter multi-facetado. Não só terminou brilhantemente o liceu com apenas 16 anos, como era uma habitual auxiliar do irmão, o realizador James Heaven. Curiosamente, "Angie" - como é tratada pelos amigos - tatuou um H na coxa direita, em homenagem ao irmão e também ao namorado da época, o actor Timothy Hutton. A sua relação profunda como James, chegando ele a ser o seu habitual parceiro em cerimónias, levou mesmo a que se colocasse a hipótese de ambos terem uma relação incestuosa, o que foi categoricamente negado por ambos.


Depois de ter tirado um curso na escola Lee Strasberg - a mais conceituada escola de representação cinematográfica - a jovem modelo virou definitivamente actriz. Em 1993 entrou no filme Cyborg2. Foi no entanto 2 anos depois que finalmente deu-se a conhecer ao mundo em Hackers. O filme foi um relativo sucesso e um bom ponto de partida para o desenvolvimento da sua carreira. No mesmo ano fez ainda Whitout Evidence, e em 1996 seria uma das muitas caras bonitas de Love Is All There Is. A primeira vez que uma interpretação sua criou polémica foi nesse mesmo ano, quando se despiu pela primeira vez num filme: Mojave Moon. Criticada por alguns sectores mais conservadores de Hollywood, habituados a ver nela a filha de Jon Voight, a jovem mostrou que gosta de escandalizar e repetiu a dose em Foxfire. Depois de ter casado nesse mesmo ano com Johnny Lee Miller, Jolie teve de ouvir de novo a crítica, mas desta vez teve resposta à altura.
Acusada por muitos de querer impor-se primeiro pelos seus dotes fisicos e só depois pela interpretação, Angelina deu vida a um excelente papel no tele-filme George Wallace. Estavamos esclarecidos: ali havia actriz.


Em 1998 voltou a ser alvo de polémica ao reprsentar a modelo lésbica Gia Carangi, que tinha morrido pouco antes vitima de SIDA. Não só o seu papel foi exuberante, como também serviu de aviso à indústria. Era preciso começar a alertar as pessoas para o perigo da doença. No entanto, mais uma vez, foram as suas cenas de nus que despertaram a polémica. Ainda em 1998, Jolie entraria no filme Playing By the Heart. O ano seguinte seria atribulado. Divorciaria-se de Miller e entraria em três filmes, que, de uma forma ou outra, acabaram por moldar a sua vida nos anos seguintes. Em The Bone Collector trabalhou ao lado de Denzel Washington e deu pela primeira vez vida ao seu estilo de personagem favorita: uma agente policial com um gosto pelo extravagente. Nesse mesmo ano faria Pushing Tin, onde era apenas um nome do elenco, atrás da dupla Jonh Cusack e Billy Bob Thornton. O filme acabou por ser o ponto de partida para a relação entre ela e Thornton, que ficaria consumada no casamento do ano seguinte. Finalmente, esse foi também o ano de Girl Interrupted. Apesar de no inicio ter passado ligeiramente despercebido, foi aplaudido pela critica e não surpreendeu muita gente que em Março de 2000 ela fosse ao palco do Shrine Auditorium para receber o seu óscar de melhor actriz secundária. Emocionada pelo sucesso súbito, lembrou que era o primeiro óscar em que tocava pois o pai nunca lhe deixara mexer no seu (ganho em 1978 por Coming Home).
Este acabaria por ser o ponto de mudança na carreira de Angelina Jolie.

Em Gone in 60 Seconds, foi uma Angelina Jolie loira a deixar louco Nicholas Cage bem como a audiência, que desconhecia essa sua faceta mais sexy. Repetiu ao dose ao lado de Antonio Banderas em Original Sin e entraria para a história como a actriz que daria vida à mais legendária personagem feminina de video-jogos: Lara Croft.
Depois da polémica à volta de um eventual implante de silicone que ela sempre negou, exigido pelos estúdios para poder representar a personagem, Angelina Jolie encantou os fãs da serie no primeiro filme, voltando dois anos depois a recuperar o papel, em The Cradle of Life. Além de dar vida a Lara, também era ela que fazia todas as cenas de duplos, ganhando assim - tal como Tom Cruise em MI: 2 - um cada vez maior respeito dentro da comunidade cinematográfica.
Entretanto foi também nomeada embaixadora da Boa Vontade pela ONU, tendo mesmo adoptado um pequeno vietnamita que baptizou de Maddox. A sua vida pessoal deu uma volta de 180º quando se decidiu separar de Billy Bob Thornton pondo assim fim a uma das mais carismáticas relações de Hollywood.

Para além do notável desempenho em Taking Lives, Angelina Jolie estará ainda presente em mais dois titulos a ver. Em Sky Captain and The World of Tomorrow ela dará vida a uma comandante de um esquadrão feminino, enquanto que em Alexander ela será Olimpia, a mãe do imperador macedónio. Por fim também contamos vê-la em Mr and Mrs Smith, um thriller a lembrar Prizzis Honour, e a dar a voz a Lola no filme animado da Dreamworks, Shark Tale.

Angelina Jolie não precisa de facto, de introduções. Eleita vezes sem conta como a mais sexy ou a mais bela mulher do Mundo, ela é hoje um simbolo da beleza feminina. Não deixou no entanto de lado a sua vertente mais extravagante que está bem visivel nas inumeras tatuagens que povoam o seu corpo, ou nas suas atitudes de menina-rebelde.
Aos 29 anos de idade esta actriz ainda tem muito para dar ao cinema. Esperemos todos que ela continue a seguir em frente, sem olhar a medos, para que nos acompanhe ao longo da nossa vida com um estilo ao qual só ela consegue dar vida.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Amy Smart

Com quase uma década de actividade no cinema, Amy Smart ainda não conseguiu impor o seu talento à frente da sua beleza. Apesar de ainda estar muito agarrada à imagem de "loira californiana",a verdade é que a jovem actriz é muito mais do que isso. Porta-voz de uma associação ambiental, ela consegue ser dos poucos nomes em ascensão de Hollywood com uma verdadeira consciência social...

Esta jovem de signo Carneiro - nasceu a 26 de Março de 1976 - não começou a sua carreira no teatro. Fez-se no cinema!
Inicialmente, Smart era apenas figurante, pois nenhum realizador perdia a oportunidade de aproveitar o seu ar de loira inocente e ao mesmo tempo intrigante. Foi dessa forma que o nome da actriz surge numa serie de pequenos titulos a partir de 1997.
Campfire Tales foi o seu primeiro, mas o primeiro filme de destaque em que o seu nome surge no elenco, é o filme de culto Starship Troopers. Estavamos em 1997 e no mesmo ano ainda entrou em High Voltage. Mas, como sempre, era a sua beleza física e não o talento que lhe garantia os papeis. Seria uma constante até hoje, apesar de muitos criticos serem unânimes ao apontar-lhe um enorme potencial.


Quer 1998, quer 1999 iam ser anos de muito trabalho para Amy Smart, mas um trabalho baseado em pequenas comédias de adolescentes. How To Make The Cruelest Month ou Varsaty Blues são titulos exemplificativos dessa fase.
Em 1999 volta à televisão (tinha tido uma curta presença em 1996) na serie Brookfield, entrando no ano seguinte na mini-serie de sucesso "The 70´s".
Foi a partir deste ano que a sua carreira deu o salto. Porque veio Road Trip, e a celebre cena de nudez que a transformou numa sex-symbol para milhões de teenagers nos Estados Unidos. 


A verdade é que inicialmente o seu papel não era mais do que um contra-ponto feminino á comica actuação de Sean William-Scott e Tom Green. Mas a celebre cena com Breckin Meyer, tornou-se num dos icones do filme e subitamente todos reparavam nela. 
Foi dessa forma que de repente, já havia cada vez mais realizadores a quererem contar com ela para os seus filmes. No ano seguinte entraria noutra comédia delirante, Rat Race e seria a figurante-bonita de Pa Scotland, uma adaptação de MacBeth aos dias de hoje.


O problema, e Amy sabe-o, é que foi o corpo e não o talento que lhe tinham dado essa oportunidade. De facto, desde Road Trip todos os papeis que acabou por representar, resumiam o esteriótipo de jovem desejável. Aconteceria nos anos seguintes e este ano provou não ser exepção. Para além de estar ao lado de Aschton Kutcher em The Butterfly Effect, e de protagonizar Win a Date With Ted Hamilton, foi uma das sex-toys de Ben Stiller e Owen Wilson em Starsky and Hutch. 


Blind in Horizon e Caught in the Act são os seus próximos projectos, uma tentativa mais série de Amy Smart encarar a sua forma de estar no cinema norte-americano. Mas, como disse-mos no lead, o seu papel de estrela não se resume ao passeio da fama. Desde 1998 que ela é a porta voz de uma associação que luta contra a poluição dos oceanos. Já conseguiu convencer alguns colegas a apoiarem o movimento que tem ganho particular apoio junto da ala ecologista de Hollywood. 


Quanto à sua vida pessoal, apesar de surgir como sempre disponivel no ecrãn, a verdade é que desde os 18 anos que mantem uma relação com o também actor, Brandon Williams. 
Com 28 anos, Amy Smart está a caminho de uma encruzilhada. Ou se decide em dar um diferente rumo à sua carreira, enveredando por papeis mais sérios do que meninas de liceu, ou então corre o risco de cair no grupo de actrizes que ficarão apenas na história pelos seus papeis enquanto jovens e bonitas. Esperemos que não seja o caso porque Amy Smart não merece!

sábado, 1 de julho de 2017

Anne Hathaway

Anne Hathaway não é a sex-symbol da juventude americana. É recatada demais para isso. Não é também a rapariga modelo para as adolescentes dos EUA. É demasiado humilde e recatada para o efeito. Mas mostra ter muito talento e uma margem de progrssão enorme que a fazem um dos nomes a ter em conta para o futuro...

Mais um produto da televisão que acabou por fazer furor no mundo das comédias de adolescentes. 
Anne Hathaway, nascida a 12 de Novembro de 1982 no bairro de Brooklyn, em Nova Iorque. 
Foi caracterizada pelo seu realizador em Princess Diaries como uma "rapariga multi-talentosa, uma combinação de Julia Roberts, Audrey Hepburn e Judy Garland".
Que melhor cartão de visitas podia ela apresentar?


A sua carreira começou na escola, onde foi a primeira adolescente admitida no programa de encenação Barrow Group. Foi um inicio auspicioso. Estavamos em 1997, tinha ela ainda 15 anos. Dois anos depois surgiu o convite para entrar na serie Get Real que foi a sua primeira porta no mundo do espectáculo profissional.
No entanto o verdadeiro salto acaba por acontecer dois anos depois. Em 2001 é contratada para o papel principal na comédia Princess Diaries. A sua interpretação como rapariga que descobre que é princesa e tem de modelar a sua vida mediante a sua nova condição foi uma das mais aplaudidas no ano e valeu-lhe várias nomeações como a actriz revelação do ano.


A partir do sucesso de Princess Diaries ela construiu uma carreira que ainda está numa fase inicial. Em 2001 fez ainda The Other Side of Heaven e no ano seguinte estrelou Nicholas Nickleby.
Depois de um ano de 2003 parado, regressou este ano em estilo.
Ella Enchanted foi um regresso em estilo na comédia para adolescentes, a área onde aí está mais à vontade. Para o final do ano está o regresso das aventuras da jovem Mia Termopolhis em Princess Diaries 2: The Royal Engagement.
Havoc e Brockback Mountains estão na linha da frente para o próximo ano, projectos em que a sua presença será notada.


A vida pessoal adequa-se à das suas personagens. Não é muito polémica como algumas rivais - Lindsay Lohan e Hillay Duff, por exemplo - mas também não gosta de dar a imagem de "santa". Já teve alguns problemas e soube encará-los de frente o que acaba por ser um ponto mais a seu favor. Pode não ser a rainha das adolescentes americanas, mas tem tudo a favor para ser a princesinha da América.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Charlize Theron

Charlize Theron já anda neste meio há bastante tempo. No entanto a grande consagração veio em Fevereiro passado quando lhe foi atribuida a estatueta de melhor actriz, pelo seu notável desempenho em Monster.
Com um passado de modelo e um futuro de actriz já consagrada, vamos dar uma volta pela vida da mais galardoada das Brasas de Verão...


Apesar de muitos verem nela o protótipo da beldade californiana, Charlize Theron não podia ter nascido mais longe. Foi em Agosto de 1975 que nasceu na quinta de Benoni, onde era a única criança.
Sempre quis ser bailarina, e como tal teve de abandonar a natal África do Sul pelos palcos europeus. Infelizmente, ou não dirão muitos cinéfilos, uma lesão no joelho acabou com a sua carreira no mundo da dança. Mas mesmo assim, o cinema não foi a sua segunda opção.
A sua beleza quando adolescente já era indiscutivel e Charlize ficou na Europa a trabalhar como modelo fotográfico. Foi assim que começou a viajar para os Estados Unidos, e aos 18 anos, persuadida pela mãe, foi tentar a sua sorte a Los Angeles. 


Esperou 8 meses por um trabalho que finalmente surgiu em 1995, mas a bela actriz nem sequer teve direito a falar. O seu segundo filme surgiu no ano seguinte. Em Two Days in the Valley e That Thing You Do, Theron limitava-se a passear a sua beleza pelo ecrãn. Só que, felizmente, foi nessa altura que os produtores começaram a reparar no seu potencial, não só fisico como artistico. Surgiu assim a oportunidade de ouro pela qual a sul-africana tanto esperava. Em 1997 foi escolhida para entrar ao lado de Keannu Reeves e de Al Pacino no filme Devil´s Advocate. O filme foi aplaudido pela critica e a sua prestação não foi esquecida. Tinha dado o primeiro passo rumo ao sucesso.


A verdade é que a partir daí a sua vida profissional começou a melhorar e muito.
Em 1998 entrou em dois filmes que a ajudaram a manter o nome junto das estrelas cintilantes. O primeiro foi Celebrities, o primeiro filme que fez com Woody Allen, que ficou tão impressionado com a actriz, que disse de imediato que queria voltar a trabalhar com ela, o que viria a acontecer 3 anos depois. Nesse ano fez ainda The Mighty Joe Young, que a consagrou também no genero de aventura.
Em 1999 foi a ternurenta mulher de Johnny Depp, em The Astronauts Wife, e a rapariga que fez Tobey Maguire despertar para a vida em The Cider House Rules. Em 2000 fez vários filmes, sendo que o mais belo foi The Legend of Bagger Vance, onde adopta a pose de menina do sul, inspirada por certo em personagens como Scarlett O´Hara ou Jezebel. O final do ano acabou por ser marcado pela sua presença numa edição da revista Playboy.


Em 2001 pela primeira vez a actriz rejeitou um papel na sua carreira. Foi o de estrela feminina em Pearl Harbour, papel que viria a ser atribuido a Kate Beckinsale, servindo de rampa de lançamento para a sua carreira. A razão?
Charlize tinha-se apaixonado pelo guião de Sweet November, e estava desejosa de voltar a trabalhar com o amigo Keannu Reeves. O filme foi um sucesso, tido como um dos mais belos dos últimos anos e a critica foi unânime: ali não está só um corpo, está uma actriz também. 
Nesse mesmo ano voltaria a trabalhar com Woody Allen, como uma sex-bomb dos anos 50 em The Curse of the Jade Scorpio, e depois de um ano de 2002 algo acidentado, eis que chegou a sua confirmação no ano que findou.


2003 foi sem dúvida alguma, um ano regido por Charlize Theron.
O inicio do ano ficou marcado pelo seu papel em The Italian Job, ao lado de Mark Walbergh. Mas na verdade, Charlize há muito que estava disposta a trocar a sua imagem - que estava tão presente em The Italian Job - por uma outra, mas selvagem, mas também mais de actriz.
Como Elizabeth Taylor em Who´s Affraid of Virginia Wolf, engordou 30 kilos e transformou-se para dar vida a Aeillen Wournos, a sua mais perturbante personagem, no filme independente Monster.
A critica ficou pasmada com a soberba interpretação e desde logo o seu nome ficou colado ao óscar. E assim foi, a 29 de Fevereiro de 2004. A actriz tinha visto o seu lugar posto em causa pelo notável papel de Dianne Keaton, mas a vitória não lhe escapou. Justa foi a consagração de uma actriz que na última decada tem lutado imenso por se afirmar junto dos grandes nomes da representação.


Para o futuro, Charlize tem já inumeros planos. Dará a vida a uma bond-girl, Britt Eckland, em The Life and Death of Peter Sellers. Será a estrela de Aeon Flux, Class Action e The Head in the Clouds, e não admiraria a ninguém que estivesse presente num dos próximos projectos de Woody Allen.

Curiosamente, ao contrário da sua vida profissional, a sua vida pessoal tem sido conturbada. Tinha 15 anos quando o pai atacou a mãe e esta matou-o em defesa legitima. Por isso não foi acusada, mas esse facto marcou-a muito. Apesar de ter sido considerado como uma das mais timidas modelos da década, não teve problemas em Maio de 1999 em posar nua para a revista Playboy.
Namorou durante 3 anos com Stephan Jenkins, o vocalista dos Third Eyes Blind, mas desde Agosto de 2001 que anda com o actor irlandes Stuart Townsend.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Diane Kruger

Foi a sua beleza que a fez ser escolhida para dar vida à mais mitica personagem feminina da história: Helena de Troia.
Mas foi o seu talento que a tem vindo fazer singrar no mundo do cinema. Para já tem estado apenas na Europa a mostrar o que sabe, mas depois de Troy, não deverá ser dificil ver esta bela germânica a brilhar em Hollywood...

Nascida a 15 de Julho de 1976 - tem portanto já 28 anos - esta jovem alemã tem um percurso um tudo idêntico ao de Charlize Theron, a última actriz que apresentámos.
Também ela começou a sua carreira no ballet, onde lhe adivinhavam um futuro promissor. Era de tal forma talentosa que logrou estudar na Royal Ballet Scholl em Londres. Mas, tal como Theron, também uma lesão no joelho a afastou da dança e a levou para as passerelles. 


Tinha apenas 15 anos de idade quando em 1992 foi a finalista do concurso Elite Model Look. Durante a primeira parte da década de 90 foi uma das modelos mais requisitadas das passerelles. Depois não resistiu ao chamamento do cinema e em 2002 estreava-se na sétima arte no filme Mon Idol.
A sua prestação foi aplaudida pela dificil critica francesa e não tardou Diane Kruger a ser uma das actrizes mais requisitados pelos realizadores europeus. Em 2003 esteve em destaque em dois filmes. O primeiro foi a comédia Ni pour, ni contre (bien au contraire), e o segundo foi Michel Vaillant, a adaptação da celebre banda-desenhada ao grande ecrãn. Nesse filme a jovem Kruger fazia de Julie Wood, uma das mais carismáticas personagens das aventuras e saiu-se bastante bem. De facto a sua aventura no cinema estava a correr-lhe bem.


Ainda em 2003 começou a rodagem de Troy. O filme era um projecto monstruoso da Warner Bros e era liderado por Wolfgan Peterson, que não teve pejo em escolher para o papel mitico de Helena de Troia, a sua compatriota. Com uma exigência apenas em relação ao seu fisico - engordar 15 quilos - Diane trabalhou arduamente na rodagem em Malta, tendo sido bastante elogiada por Peterson, bem como pelos seus colegas. Quando o filme estreou nas salas foi uma desilusão para os fãs, um sucesso nas bilheteiras, mas a prestação de Diane Kruger esteve à altura das expectativas. Muitos disseram que seria a unica actriz realmente capaz de personificar Helena de Troia.


O filme teve o dom de apresentar Diane Kruger ao cinema norte-americano. Por isso não é de estranhar que os seus dois primeiros projectos para o próximo ano - Wicker Park e National Treasure - sejam de fabrico made in USA. Era o salto esperado e que Diane Kruger parece estar pronta para dar. Vamos ver se há mais talento por detrás de uma das caras mais bonitas do mundo.

domingo, 25 de junho de 2017

Elisha Cutberth

22 anos, 8 de carreira no cinema e um futuro radiante. Celebrizou-se na serie 24 mas já foi a estrela de filmes como The Girl Next Door.
Tal como a sua personagem em Love Actually, é uma das mulheres mais pretendidas do mundo e parece saber disso. É que actriz mais provocante parece não haver em Hollywood...

Nasceu em Alberta, um dos estados do Canadá mais americanizados, - foi em Calgary a 30 de Novembro de 1982 - mas cresceu no Quebeque tendo por isso o francês como lingua principal.
Começou a sua carreira como modelo fotográfico e aos 15 anos tornou-se numa das mais bem sucedidas apresentadoras do programa para jovens Popular Mechanic For Kids. Durante três apresentou o programa tendo sido mesmo convidada pela primeira-dama de então Hillary Clinton, a jantar na Casa Branca, devido à boa impressão que causou junto da familia presidencial.


Nesse mesmo ano deu os primeiros passos no cinema ao entrar no filme Dancing on the Moon. Seguir-se-iam prestações em Nico the Unicorn, Airspeed, Time at the Top e Who Get´s the House. Tudo titulos de pequena dimensão mas importantes para Elisha Cuthbert criar uma sólida base e ganhar experiência.
Em 1999 entrou na primeira serie de televisão da sua carreira, Are You Afraid in the Dark, e obteve óptimas criticas. 


Sem o saber, a experiência que conseguiu nesta série foi fundamental para a escolha como filha de Kiefer Sunderland em 24. A aposta foi um sucesso até porque 24 é reconhecidamente uma das melhores series dos últimos anos. O seu papel como Kimberly Bauer, apesar de não ser um dos principais, é bastante reconhecido pelo público e o seu ar de adolescente sensual criou uma imagem de marca que ficaria até hoje.


Depois de fazer a primeira temporada de 24, Elisha Cutberth regressou ao grande ecrãn em 2003 ao entrar nas comédias Old School e Love Actually, onde teve um pequeno cameo que consagrou ainda mais a sua imagem de sensual adolescente. 
Foi preciso esperar até 2004 para ter o seu primeiro papel de destaque no cinema. Em The Girl Next Door a imagem sexy de Elisha é aproveitada ao máximo quando ela encarna uma jovem actriz pornográfica que seduz um adolescente. O filme teve sucesso, tanto nas bilheteiras como na critica, e a jovem surpreendeu tudo e todos ao dizer que para se inspirar na personagem, "devorou" várias edições da revista Playboy.


Hoje, para além de continuar envolvida na serie 24, a jovem actriz está neste momento nas filmagens do remake do filme The House of Wax enquanto, para desalento de muitos dos fãs, prepara-se para dar o nó com o namorado de sempre, Trace Ayala, assistente e melhor amigo do cantor pop Justin Timberlake.
Elisha Cuthbert é do genero de actrizes que provavelmente terá uma carreira fulgurante, com altos e baixos, um pouco à medida de Kim Novak nos anos 50. Resta saber se terá a oportunidade de desempenhar papeis tão marcantes como a actriz que deu a vida a Madeleine em Vertigo.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Han Solo sem realizadores, mas estreia mantém-se para 2018


Os realizadores Phil Lord e Christopher Miller já não vão levar até ao fim o spin of da saga Guerra das Estrelas dedicado a Han Solo. A dupla, conhecida pela irreverência de títulos como O Filme Lego e Agentes Universitários (21 Jump Street), ambos de 2014, e que lhes garantiu notoriedade pública, foram dispensados pela Lucasfilm.

Num comunicado divulgado terça-feira no site oficial da produtora, Kathleen Kennedy, a presidente, diz que “Phil Lord e Christopher Miller são cineastas talentosos, que juntaram um elenco e uma equipa incríveis”. No entanto – acrescenta –, “tornou-se claro que tínhamos visões diferentes para o filme, pelo que decidimos separarmo-nos”. Kennedy acrescenta que “um novo realizador será anunciado em breve”, e que a estreia continua marcada para 25 de Maio de 2018.

O novo “episódio” da vida de Han Solo, a personagem interpretada na saga por Harrison Ford, estava a ser realizado pela dupla de realizadores desde Janeiro, mas a oportunidade de continuar a participar nesta viagem intergaláctica foi agora interrompida.

Lord e Miller reagiram à situação, também em comunicado, dizendo que normalmente não são fãs da expressão “diferenças criativas’”, mas admitindo que, “neste caso, o cliché é verdadeiro”. Apesar disso, afirmam-se “muito orgulhosos pelo excelente trabalho desenvolvido [até então] pelo elenco e por toda a equipa”.

Apresentado apenas com a designação Untitled Han Solo Star Wars Anthology Film, este projecto da Lucasfilm tem como argumentistas Lawrence Kasdan e Jon Kasdan, e um elenco que conta com nomes como Emilia Clarke, Woody Harrelson, Phoebe Waller-Bridge e Donlad Glover, entre outros.

O filme vai explorar as aventuras de Han Solo e do seu inseparável companheiro, Chewbacca, antes dos acontecimentos do primeiro filme da saga, Guerra das Estrelas: Episódio IV – Uma Nova Esperança (1977).

Informação retirada daqui

sábado, 17 de junho de 2017

Jacques Cousteau, o senhor dos oceanos, volta a mergulhar no cinema


Se os oceanos eram silenciosos, Jacques Cousteau agitou-os. Mergulhador, inventor, explorador, realizador e, entre outras ocupações, um divulgador dos oceanos que lhes deu voz através das suas expedições, dos livros que escreveu e dos filmes e séries que fez. O inconfundível Jacques Cousteau de gorro vermelho, camisola de gola alta e óculos de aros finos já está nas salas de cinema portuguesas em A Odisseia, um filme com algumas das suas aventuras.

A 11 de Junho de 1910 nascia Jacques-Yves Cousteau em Saint-André-de-Cubzac, no Sudoeste da França. Desde muito cedo que teve um interesse pela água e por objectos mecânicos. “Quando tinha quatro ou cinco anos, adorava tocar a água. Fisicamente, sensualmente”, disse uma vez em entrevista. Jacques Cousteau terá começado a mergulhar aos dez anos nas águas frias de um lago nos Estados Unidos e aos 13 anos comprou a sua primeira câmara de filmar.

Todos estes ingredientes viriam a ser essenciais nas suas futuras expedições. Mas antes ainda ingressou na Academia Naval, estudou na Escola de Aviação Naval e fez parte da Marinha francesa. Em 1937, casou com Simone Melchior com quem teve dois filhos, Jean-Michel e Philippe Cousteau.

Aliás, é com os seus filhos a observar o céu estrelado ou a mergulhar que começa o filme realizado pelo francês Jérôme Salle e com Lambert Wilson a encarnar Jacques Cousteau. Mas voltemos ainda às suas invenções. Foi durante a II Guerra Mundial que viria a reinventar o escafandro autónomo. “O primeiro Verão passado no mar com o Aqualung, o escafandro autónomo, foi um tempo memorável. Estávamos em 1943, em plena guerra, e o meu país estava ocupado”, escreveu Jacques Cousteau no livro O Mundo do Silêncio, de 1953, e que depois deu um filme.

Cousteau com a sua mulher Simone Melchior e os seus filhos Jean-Michel e Philippe Cousteau DR
Nos anos 30, mergulhar não era como hoje. Para se estar debaixo de água durante muito tempo, os mergulhadores precisavam de vestir fatos enormes e pesados para fazer frente à pressão e dependiam do ar fornecido por um tubo ligado a uma bomba de um barco à superfície. Se fosse perto da superfície, havia quem mergulhasse mesmo sem escafandro: com uma máscara, óculos, barbatanas e um tubo. Cousteau ainda experimentou vários aparelhos respiratórios autónomos com base em circuitos fechados de ar comprimido contido em garrafas, mas sem êxito.

Foi quando conheceu Émile Gagnan, engenheiro na empresa francesa Air Liquide, que tudo mudou. Gagnan disse-lhe que o principal problema era fazer com que a pressão do ar nas garrafas fosse sempre igual à pressão da água. Criou-se então um regulador do escafandro, uma peça que debita o ar à pressão do ambiente. A inspiração foi um regulador de pressão que era usado nos motores dos automóveis a gás. “Quando mergulhamos, sentimo-nos como se fôssemos anjos. Libertamo-nos do nosso peso”, disse numa entrevista já depois da invenção. No filme A Odisseia, vêem-se já os mergulhadores a nadar como peixes.

Um dos protagonistas do filme é o famoso Calypso. Tinha sido um draga-minas da Grã-Bretanha durante a II Guerra Mundial, transformado depois em ferry. Cousteau veio a descobri-lo em Malta e foi o eleito para as suas expedições. O milionário Loel Guinness comprou-o e, depois, alugou-o por um valor simbólico a Cousteau. Logo em 1952 foi para o mar Vermelho, onde se fizeram as primeiras filmagens a cores a uma profundidade de 50 metros.

Esta foi também a casa onde se fez uma expedição ao mar Mediterrâneo, Golfo Pérsico, mar Vermelho e ao oceano Índico. Daí resultou o filme O Mundo do Silêncio, de 1956, que recebeu uma Palma de Ouro de Cannes. No cinema, Jacques Cousteau ainda venceu o Óscar de melhor curta-metragem por Peixe Vermelho, de 1959; ou de melhor documentário por Mundo sem Sol, de 1964. Na televisão ficou conhecido com séries como A Odisseia de Jacques Cousteau.

O Calypso passou também por Portugal. No final dos anos 60, a embarcação esteve nos Açores e foi aí que Margarida Farrajota, agora com 67 anos, conheceu o comandante Cousteau. A actual presidente do Centro Português de Actividades Subaquáticas começou a mergulhar cedo, tal como Jacques Cousteau, logo aos 11 anos. Já conhecia o trabalho de Cousteau através do filme O Mundo do Silêncio e dos meios de comunicação social. Margarida Farrajota recorda que Cousteau dizia que as águas dos Açores “eram infinitamente transparentes.”

Se no filme o Calypso se mostra imponente pelos oceanos e chega à Croácia, África do Sul, Baamas, ou até mesmo à Antárctida, a verdade é que em 1996 as suas aventuras mudaram de rumo. Foi abalroado por uma barcaça no Porto de Singapura e acabou por se afundar. O navio foi rebocado, apenas em 2007, para o Porto de Concarneau, em França, para ser restaurado nos Estaleiros Piriou. Contudo, dois conflitos dificultaram a sua restauração e, em 2013, ainda estava a apodrecer no Porto de Concarneau.

Um dos conflitos foi entre Francine Cousteau, a segunda mulher de Jacques Cousteau, e o filho do primeiro casamento do oceanógrafo, o que provocou atrasos; e o outro conflito foi entre os estaleiros e a Equipa Cousteau (organização para a protecção dos oceanos com sede em França, presidida por Francine Cousteau), e que está relacionado com pagamentos da recuperação do navio. Actualmente, o Calypso já está a ser restaurado.

O filme também retrata a relação, algumas vezes turbulenta, com a sua primeira mulher Simone Melchior, interpretada por Audrey Tautou. Em entrevista à distribuidora de filmes Wild Bunch, a actriz francesa diz que Simone Melchior foi a “verdadeira comandante do Calypso durante quase 40 anos”. Vivia praticamente na embarcação e não era muito filmada. Além disso, sabia das traições de Jacques Cousteau com outras mulheres. “Simone queria uma vida independente. Queria ser diferente dos estereótipos do seu tempo”, realça Audrey Tautou.

Já Francine Cousteau não é mencionada em A Odisseia, em cujo final é referido que a Equipa Cousteau não teve qualquer ligação ao filme – esta organização não considera, aliás, o filme como uma biografia oficial de Jacques Cousteau. Mas Emmanuelle Castro, da distribuidora Wild Bunch, sublinha que esta é a primeira biografia ficcionada de Cousteau no cinema.

A relação com o seu filho Philippe Cousteau também é muito realçada no filme. Pierre Niney é quem veste a pele de Philippe Cousteau e diz na entrevista da Wild Bunch: “Philippe é uma personagem menos conhecida. Co-realizou muitos dos documentários com o seu pai e foi uma personagem muito importante na aventura de Cousteau.” Em A Odisseia é-nos transmitido que Philippe Cousteau – que acabou por morrer em 1979, num acidente de avião em Portugal, no rio Tejo – se preocupava com o ambiente e confrontou o pai com a sua indiferença inicial sobre o assunto.

A viragem de Jacques Cousteau para o ambiente, no filme, dá-se na expedição à Antárctida quando vê restos de baleias caçadas. Margarida Farrajota conta que a preocupação de Jacques Cousteau com o ambiente marinho começou nos anos 70, precisamente quando foi à Antárctida e abandonou a Confederação Mundial das Actividades Subaquáticas, por esta não acabar com a realização de campeonatos de caça submarina.

“A partir de então, as suas expedições e respectiva divulgação passaram a ter uma componente ambientalista e de preservação das espécies”, conta a mergulhadora portuguesa. Jacques Cousteau trouxe para primeiro plano a conservação dos oceanos e, além de conferências pelo mundo, fez campanha para que a exploração mineira continuasse a ser proibida no “Continente Branco”, quando o Tratado da Antárctida foi revisto, no início dos anos 90, e prorrogado até 2041.

São todas estas facetas de Cousteau que vemos no filme. “A Odisseia não é definitivamente uma hagiografia. O filme mostra que a indústria do petróleo financiou os seus trabalhos iniciais, que concordou com compromissos dos canais de televisão norte-americanos para que financiassem os seus filmes, que a sua relação com a sua mulher oscilava e que a sua consciência ecológica despertou mais tarde. Esta é uma surpresa para o público, que tem uma imagem diferente de Cousteau…”, revela numa entrevista, também da distribuidora do filme, Lambert Wilson. “Cousteau era um excelente divulgador dos oceanos, com um ego do tamanho do mundo”, diz, por sua vez, Margarida Farrajota. E destaca ainda a importância da adaptação do escafandro e do regulador ao meio subaquático: “Colocou o equipamento ao alcance dos futuros mergulhadores, para além de uma elite restrita.”

Jacques Cousteau morreu há 20 anos, quando tinha 87 anos. Por altura da sua morte, o biólogo marinho Luiz Saldanha (1937-1997) escrevia: “Cousteau foi o grande divulgador do mar.” Já Mário Ruivo (1927-2017), também na altura coordenador da Comissão Mundial Independente dos Oceanos, afirmava: “Foi um dos primeiros membros da nossa espécie a ver os oceanos não como uma avenida e uma superfície, mas como um espaço tridimensional.”

E hoje será ainda um ícone? O realizador Jérôme Salle conta que, quando falou com o seu próprio filho sobre Jacques Cousteau, ele não sabia nada sobre o explorador, os seus filmes, o Calypso ou a sua “equipa de gorro vermelho”. “Pareceu-me incrível. Porque para as pessoas da minha geração o comandante Cousteau era quase como Jesus, um dos homens mais famosos do mundo.” Para Margarida Farrajota, as novas gerações também não conhecem tão bem Jacques Cousteau, um homem que relembra da seguinte forma: “Quando falava, todos escutavam com magia e encanto. Conseguia galvanizar e transmitir como ninguém esse fascínio pelo mundo subaquático.”

Como Jacques Cousteau disse um dia: “A água sempre me fascinou. A água, e não apenas o mar. Entrar na água, para mim, é como sentir um beijo em todo o corpo.”

Informação retirada daqui

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