domingo, 7 de maio de 2017

Biografia de Romy Schneider

Falar de Romy Schneider, passados pouco mais de vinte anos sobre o seu desaparecimento, em Maio de 1982, é recordar paralelamente os anos de ouro da minha juventude, quando os filmes, as actrizes e os actores nos marcavam de uma forma profunda e povoaram o nosso imaginário.

Romy Schneider como Sissi A televisão ainda não tinha chegado a todas as casas portuguesas, daí o culto pelo cinema começar bem cedo nos adolescentes e «quase» adultos. Havia os óptimos Cine Clubes por todo o lado, revistas de cinema de todo o género e nas praias de veraneio os bilhetes eram tão baratos que dava para ir ao cinema todos os dias. Víamos praticamente tudo, e nos nossos 18 anos sonhávamos com Grace Kelly, Catherine Deneuve, Ornela Mutti, Claudia Cardinale, Shirley MacLaine ou a doce de olhos dourados Marie Laforêt. As que tinham mais «seguidoras» eram Audrey Hepburn e Romy Schneider. Havia ainda outras actrizes que faziam «grandes estragos» entre a rapaziada como Brigitte Bardot, Virna Lisi, Jane Fonda, Sofia Loren e Gina Lolobrigida, mas essas tinham a ver com as medidas do busto. Foram, quanto a mim, os anos gloriosos do cinema europeu.

A primeira vez que Romy Schneider chegou aos nossos ecrãs, foi no papel de jovem imperatriz Isabel de Áustria, mais conhecida por Sissi da Baviera (1837-1898). História romantizada de uma princesa de 17 anos (a idade de Romy) que casou com o imperador da Áustria, Francisco José e que poderia ter sido um conto de fadas mas que redundou num casamento fracassado. O imperador amava Sissi, mas, desde os primeiros tempos de casados, que o protocolo da corte austríaca pesou demasiado sobre uma personalidade rebelde e ávida de liberdade como a de Isabel da Baviera. Nem os filhos conseguiram apaziguar o carácter sensível e livre de Sissi, a quem até era vedado educar os filhos, numa corte onde a sogra tudo decidia, com regras de etiqueta dos tempos de Carlos V ( séc. XVI). Sissi jovem e irreverente bem tentou lutar contra a corrente, mas o simples facto de não pôr luvas às refeições eram uma crítica velada e Sissi a pouco e pouco Sissi transformou-se numa mulher caprichosa e desadaptada a viver numa prisão dourada. Isabel de Áustria era uma mulher dos finais do séc. XIX e tinha uma visão arejada do papel mulher fosse ela imperatriz ou não. O marido e imperador adorava a mulher, mas não enfrentava a mãe e o fosso entre os dois foi-se cavando. Francisco José para a compensar satisfazia-lhe todos os caprichos. Mesmo assim Sissi sentia-se infeliz. Dada a maus presságios, parecia antever as tragédias que se abateram sobre a sua família e sobre ela própria. Depois de ter perdido uma filha com apenas dois anos, por esta ter ficado aos cuidados da sogra e do batalhão de criadas, quando teve de viajar, a sua vida passou a ser uma constante fuga. Dos outros? Dela própria? Viajava, viajava sempre, como Joana a Louca em busca da paz, que não encontrou. O marido mandou construir uma sumptuosa carruagem decorada com grande luxo, onde não faltava um pequeno ginásio e que era atrelada aos comboios para assim a jovem imperatriz viajar incógnita pela Europa. Sissi sentia a falta dos filhos e compensava essa ausência na leitura de poesia. Era uma mulher culta que estudou o grego antigo e dominava várias línguas. Era grande amiga do primo Luís II da Baviera (rei entre 1864-1886) que ficou na História como o mecenas do compositor Richard Wagner, e mandou construir os mais fantásticos castelos da Europa. Diziam-no semi-louco e acabou afogado num lago. Sissi sofreu com esta segunda perda. Em 1860 nasceu finalmente o filho varão, mas a imperatriz ficou extremamente debilitada, sobreveio-lhe uma tuberculose e foi aconselhada a passar seis meses na Ilha da Madeira, para descansar. Foi uma passagem histórica pela ilha portuguesa tendo ficado hospedada na Quinta da Vigia. Sissi impunha-se uma dieta draconiana, praticamente composta apenas de frutos, caldos de aves e leite. Fazia exercício físico várias horas por dia, daí estar sempre adoentada e necessitar de acompanhamento constante do seu médico. Era uma exímia cavaleira. Teve um refúgio de luxo em Corfu, para onde partia e onde alguns amigos a visitavam, sob a vigilância da polícia secreta do imperador, que mandava logo afastar qualquer amigo mais íntimo da imperatriz.
Curioso que já nos últimos anos da vida de Sissi foi ela mesma quem encontrou para o marido uma companheira, que o fizesse esquecer as suas ausências. Sissi foi além de imperatriz da Áustria, coroada, em 1857, rainha da Hungria, e foi neste país que provavelmente terá vivido os mais felizes tempos da sua vida atribulada. Teve aqui a sua última filha, Maria Valéria, que foi educada como uma húngara. O imperador que nunca deixou de amar a imperatriz pensou, quando esta filha nasceu que finalmente a sua mulher ia voltar para casa, mas Sissi era como uma ave errante e a liberdade era para ela como o ar que respirava.
Sissi quando percebeu que a sua imensa beleza estava a passar nunca mais se deixou fotografar nem pintar. Dela ficaram para sempre imagens de uma beleza indiscutível. A fatalidade bateu-lhe diversas vezes à porta e a sua morte foi um dramático acidente, porque foi assassinada por um anarquista que era contra as monarquias mas que não premeditara matá-la a ela especificamente. Em Setembro de 1898 foi apunhalada, quando em Genebra se preparava para apanhar um barco para Montreux. A notícia deixou toda a Europa consternada, porém nem todos os austríacos nutriam por Sissi grande simpatia, porque, diziam, que o seu dever era ter estado sempre ao lado do marido. Em 1998 na passagem do centenário da sua morte os austríacos já tudo lhe tinham perdoado. Hoje é adorada por toda a Áustria e até os historiadores reconhecem que Sissi teve uma acção importante como apaziguadora de tensões entre povos que faziam parte do imenso império Austro-Húngaro.

Romy Schneider foi uma maravilhosa Sissi no cinema, em cinco filmes de enorme sucesso e teve alguma dificuldade em se separar dessa imagem, mas como tinha verdadeiro talento acabou por se impor como actriz universal. Quando foi convidada, em 1958, para fazer o filme Christine com Alain Delon, a mãe, já uma reputada actriz acompanhou-a a Paris, vigiando-a de perto. Como Romy não sabia francês, nem inglês os primeiros tempos das filmagens não foram nada fáceis e sabe-se que o amor entre Romy e Delon só surgiu já as filmagens iam adiantadas e quando puderam finalmente ficar sós numa viagem que fizeram a Bruxelas para participarem no Baile do Cinema. Aí sim, descobriram uma fortíssima atracção e Romy, num acto de independência decidiu passar a viver em Paris, enquanto a mãe se viu forçada a regressar a Colónia, com o padrasto, percebendo que tinha «perdido» a filha. Romy Schneider tinha 20 anos e Alain Delon 23 e durante anos os fotógrafos não os deixaram em paz. Nesse período de euforia amorosa, os «namorados eternos» chegaram, em Março de 1959, a declarar «oficialmente» que estavam noivos. Jamais se casariam. Foram o par mais harmonioso e bonito do cinema europeu, como o foram, nos anos 90 Tom Cruise e Nicole Kidman.
Sob a direcção de Visconti, uma obra de John Ford com Romy e Delon foi adaptada ao teatro, em Paris, na primavera de 1961: Domage qu’elle soit une putain. Mais um desafio para Romy, que teve de dominar o francês e foi um razoável sucesso. Esteve oito meses em cartaz. A partir de então Romy passou a ser encarada como uma verdadeira actriz e não faltaram convites para filmar. A ex-Sissi fez questão de mostrar ao mundo que era muito mais que uma mulher deslumbrante, de uma beleza delicada, com uns olhos entre o verde e o azul num rosto perfeito, uma voz doce e um corpo de Afrodite. Podemos ver a sua beleza plena em fotos de vários fotógrafos, especialmente na série produzida pela fotógrafa britânica Eva Sereny em que posou nua, sem quaisquer inibições. Em 1963 já tinha na sua carreira dez filmes, pois iniciara a carreira aos 15 anos, num filme ao lado da mãe. Embora austríaca filmou também na Alemanha, em início de carreira.
Paris sorria-lhe. A grande dama da moda, Cocco Chanel adorava ver Romy vestida com os seus tailleurs e colares de pérolas e ficaram amigas. Usava-se o risco negro nos olhos, rímel, os lábios com baton vermelho e Romy aparecia sempre deslumbrante pois caprichava nas toilettes. Era elegantíssima, dentro e fora da tela. O realizador Visconti tornou-a num símbolo erótico, num episódio do filme Bocaccio 70. No ano seguinte Romy filmou O Processo, de Kafka com Orson Welles. A actriz contava que lhe chegavam às mãos centenas de guiões e que sempre os lia atentamente para apenas filmar bons argumentos com bons realizadores. Em 1963 foi a vez de Otto Preminger que consolidou a sua carreira de grande actriz internacional no filme O Cardeal. Foi dirigida por os mais prestigiados realizadores, como Claude Sautet, Claude Chabrol, Joseph Losey, Costa-Gavras. Andrzej Zulawski e tantos outros. E os actores, com quem contracenou, eram, sem dúvida «a nata» do cinema mundial: Jack Lemmon, Antony Quinn, Jean Claude Brialy, Jean-Louis Trintignant, Peter O’Toole, Michel Piccoli, Antony Perkins, Harvey Keitel, Hugo Tognazi, Marcello Mastroianni, Yves Montant, Richard Burton, Silvana Mangano, Jane Birkin, Isabel Huppert, Jeanne Maureau...
Romy Schneider e Alain DelonO seu filme de maior sucesso (que não o melhor) foi, em 1968, A Piscina. Nessa altura os eternos namorados, Romy Schneider e Alain Delon já tinham acabado a sua tórrida relação de cinco anos (entre 1958-1963) mas Romy não deixou de mostrar o seu profissionalismo, embora os media especulassem que o filme os podia fazer de novo cair nos braços um do outro. Mas tal não aconteceu. Delon diria mais tarde que, foi a partir deste filme que ficaram amigos para sempre! Talvez, mas Romy Schneider sofreu imenso quando Alain Delon a trocou de forma deselegante, por uma tal Nathalie Barthelemy. Romy filmava em Hollywood, e Delon em Madrid rodava A Túlipa Negra e deixava-se fotografar com Nathalie com quem viria a casar. Romy, um pouco por despeito, casou em 1964, com o realizador Harry Mayen. Do casamento de Romy nasceu David, esse filho adorado que a viria a marcar, até ao fim, a sua vida. Quando se divorciaram, em 1972, o marido exigiu-lhe metade da fortuna para que ela pudesse ficar com o filho e a actriz tudo deu por aquele filho que era a sua razão de viver. Cinco anos mais tarde esse desclassificado marido enforcou-se. 
A vida apesar de tudo sorria à bela Romy, que fez entre 1953 a 1982 sessenta e três filmes. De um segundo casamento com o seu secretário, Daniel Biasini, teve a filha Sara, em 1977. Mas Biasini não terá sido o companheiro ideal para uma Romy bastante fragilizada no domínio dos amores. Sucesso só no cinema, pois foi distinguida com dois Césares (os Óscares franceses) em 1976 e 1979, como melhor actriz nos filmes Une histoire simple e L’Important c’est d’aimer. Na vida privada Romy sofria depressões e sabe-se que se refugiava no álcool e comprimidos e que parava para fazer curas de desintoxicação. O cinema e os filhos davam-lhe sentido à vida.
Por fim a tragédia. Como na vida da imperatriz Sissi, que viu o seu filho Rodolfo suicidar-se com a amante do momento (hoje sabe-se que foram assassinados), também Romy passou pelo transe de ver o filho David morrer de forma trágica, espetado nas lanças do gradeamento que protegia a casa da actriz. Estava-se em 1981 e David tinha apenas 14 anos. Romy Schneider não mais se recompôs dessa dor insuportável. Tinha a filha Sara, ainda muito pequena e resolveu comprar uma propriedade e ir viver para o campo. Já separada de Biasini e com um novo companheiro passou a viver em Boissy-Sans-Avon e numa manhã triste de Maio de 1982 encontraram Romy morta. Tinha 43 anos. O mundo ficou consternado com a sua morte. A França que sempre considerou Romy Scnheider como «sua», em 1995 fez a emissão de uma moeda de ouro de cem francos com o seu rosto.
Para culminar, em Dezembro de 1999 a Fígaro Magazine fez um grande inquérito sobre as dez mais belas mulheres do século XX e Romy Schneider ficou em primeiro lugar, logo seguida de Ava Gardner. Embora as gerações mais novas a não conheçam, um dia, quem sabe, um qualquer canal de televisão reporá os seus melhores filmes e provavelmente será moda imitar Romy Schneider, como se copiam Elvis Presley, James Dean, Marylin, Diana de Gales... Os ídolos têm mortes trágicas! 

Biografia retirada daqui

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Ademar de Almeida Gonzaga

Ator, jornalista, crítico, diretor, produtor e cineasta brasileiro nascido no Rio de Janeiro, RJ, pioneiro do cinema brasileiro, fundador do primeiro cineclube do Brasil (1912) e criador do mais completo estúdio de sua época, a Cinédia, estúdio até hoje em funcionamento, embora atendendo mais a produções de televisão. Foi crítico das revistas Palcos & Telas e Paratodos e fundador da revista Cinearte (1926-1942). Pesquisador, historiador, produtor, roteirista, ator e diretor de cinema, esteve três vezes em Hollywood para aprender a técnica e adquirir equipamentos para suas produções. Foi parceiro de Paulo Emílio Salles Gomes num básico livro-tese sobre Humberto Mauro, o ciclo de Cataguazes e a importância da Cinearte. Escreveu, produziu e dirigiu quase quarenta filmes, sendo que e alguns tornaram-se clássicos como Ganga bruta (1933), de Humberto Mauro, Bonequinha de seda (1936), de Oduvaldo Viana, O samba da vida (1937) e O cortiço (1945), ambos de Luís de Barros, e Pureza (1940), de Chianca de Garcia. Entre os filmes que dirigiu fizeram sucesso Barro humano (1929), Alô, alô, carnaval (1936), Romance proibido (1944) e Salário mínimo (1970). Morreu no Rio de Janeiro e dez amos depois sua filha, Alice, organizou o livro-álbum 50 anos de Cinédia, e também produziu em parceria com Carlos Aquino, Gonzaga Por Ele Mesmo (1988), que mostra sua importância dentro do pioneirismo do cinema brasileiro, os filmes produzidos (1930-1960), os bastidores da revista Cinearte etc.

Informação retirada daqui

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Adelino Fontoura

Adelino Fontoura (A. da F. Chaves), ator, jornalista e poeta, nasceu na povoação, hoje cidade, de Axixá, à margem esquerda do rio Mearim, no Maranhão, em 30 de março de 1859, e faleceu em Lisboa, Portugal, em 2 de maio de 1884. É o patrono da Cadeira n. 1, por escolha de Luís Murat. 

Foram seus pais Antônio Fontoura Chaves e d. Francisca Dias Fontoura. Aos dez anos, concluído o primário, começou a trabalhar no comércio. Durante dois anos manteve contato com Artur Azevedo, quatro anos mais velho, que também trabalhava em armazém. Teriam os dois começado, então, os seus sonhos de homens de letras incipientes. Artur foi para o Rio de Janeiro e Adelino alistou-se no Exército, em Pernambuco, e lá passou a colaborar no periódico satírico Os Xênios. Em 1876 esteve no Maranhão, participando de representações teatrais, como o ator Fontoura. Após uma experiência que lhe custou a prisão, em virtude de um papel que representou no teatro, deliberou mudar-se para o Rio de Janeiro e ali procurou o amigo Artur de Azevedo. Queria ser jornalista e entrar para o teatro. Nada conseguindo em teatro, foi admitido na Folha Nova, de Manuel Carneiro. Depois Lopes Trovão deu-lhe um lugar no recém-fundado jornal O Combate, onde publicou muitos de seus poemas. 

Em 1880, Artur Azevedo o chamou para ser seu companheiro no jornal A Gazetinha. Pouco antes, fundara-se a Gazeta da Tarde, de Ferreira de Menezes. Adelino ali publicou numerosos trabalhos de prosa. Informa Múcio Leão que A Gazeta da Tarde "foi um dos jornais mais azarentos que tem havido o mundo." Começou esplendidamente, e tinha como seus diretores e principais redatores Ferreira de Menezes, Augusto Ribeiro, Hugo Leal, João de Almeida e Adelino Fontoura. Três anos depois, nenhum desses rapazes existia mais. 

Adelino Fontoura viveu nessa fase de sua vida uma paixão não correspondida. Sentindo-se doente, decidiu ir para a Europa. Em 1o de maio de 1883 partiu, no navio Gironde, para Paris, como representante da Gazeta da Tarde, que então havia sido comprada por José do Patrocínio. Lá esperava encontrar melhoras para a saúde, mas deparou-se com insuportável inverno. Viajou para Lisboa, para onde seguiu José do Patrocínio, na esperança de convencê-lo a embarcar de volta para o Brasil. Seu estado de saúde era crítico, por isso foi internado no Real Hospital São José, onde veio a falecer aos 25 anos de idade, justamente quando poderia produzir toda uma obra poética de mérito literário. 

Ao fundar-se a Academia, em 1897, seu amigo Luís Murat escolheu-o como patrono da cadeira por ele criada. É o único caso de um patrono na Academia que não tinha livro publicado. Em vida, ou não atribuíra muita importância a seus trabalhos para reuni-los em livro, ou confiara em não morrer tão cedo. Após a morte, várias tentativas foram feitas para reunir a obra dispersa do poeta. A Revista da Academia (n. 93 e n. 117) publicou-lhe quase todas as poesias conhecidas. 

No suplemento Autores e Livros, em 17 de outubro de 1943 (vol. 5o, n. 13), Múcio Leão apresentou em conjunto a obra do malogrado escritor. Conseguiu reunir perto de quarenta poesias, às quais juntou alguns trabalhos de prosa. Em 1955, saiu o volume Dispersos, de Adelino Fontoura, na série Inédita da Coleção Afrânio Peixoto, com informação de Múcio Leão sobre a vida e a obra esparsa do poeta.


Informação retirada daqui

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Greta Garbo


Actriz de cinema de sueca, de seu nome completo Greta Lovisa Gustafsson naturalizada norte-americana, conhecida por "a divina". Já tudo foi dito sobre esta mulher de rosto perfeito, com uma fotogenia fantástica, nascida em Estocolmo e radicada nos EUA desde 1925. Aos 15 anos órfã de pai, trabalhou loja de modas. Descoberta pela publicidade foi convidada por E. A. Petschler para figurar num pequeno filme como banhista. Entrou para a Real Academia de Arte Dramática de Estocolmo, em 1922 e no ano seguinte faz o primeiro casting para cinema. Trabalhou com Mauritz Syiller, que lhe deu o apelido de Garbo. A sua celebridade seria conquistada nos EUA onde trabalhou no cinema mudo que transpôs para o cinema sonoro sem quaisquer problemas devido à sua voz profunda e sensual. O seu ar andrógino e frio criou o mito. As suas paixões foram um mistério e passou a sua longa vida sem nunca casar. Os papéis no grande ecrã são hoje, muitos deles, filmes de culto como "Amor", 1927, "A Mulher Divina" e "A Dama Misteriosa", 1928, "O Beijo", 1929, "Romance", 1930 "Inspiração", "Mata Hari", 1932, "A Rainha Cristina", 1934, "Ana Karenina", 1935, "Camille", (para os críticos o seu melhor filme) e ainda "Margarida Gautier", 1936, "Maria Walewska" (1937) "Ninotchka", 1939 e "A Mulher de duas caras", 1940 último filme em que entrou. Deixou de aparecer em 1947. Em 1955 recebeu o Óscar da Academia pelo conjunto da sua carreira. Saiu de cena no auge da fama tendo conquistado um lugar único na 7ª Arte.

Biografia retirada daqui
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