quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Pelosiro - Entretenimento - Lista de Sites

Entretenimento
Humor
Pelosiros - Link
Utilidades
Piratas na Costa - Link
Papagaio Azul - Link
Culinária
As Receitas da Tia Alice - Link
Cinema
Cineclube Hollywood - Link
Anos 80
Viver 80 - Link
Locais
Alvor Online - Link
Viver Évora - Link
Ser Alentejano - Link
Portal Nacional de Portugal - Link
Mistérios
O Sabor da Lua - Link
Infantil
Diomar - Jogos Online Grátis - Link
Música
Discoteka 72 - Link
Emprego
Centro de Empregos - Link
Saúde
Queratocone - Link

William Holden


Afirmou-se sempre como um duro, e os seus papeis eram coroados sempre com uma dose de cinismo que fazia de William Holden um actor único. Estreou-se no cinema nos anos 30 mas foi a década de 50 que o confirmou como um actor de excepção. 

Em 1950 trabalha em Born Yeasterday como secundário, mas, essencialmente, protagoniza uma das obras-primas de Billy Wilder, o inesquecivel Sunset Boulevard. A partir desse filme o seu nome passa a ser respeitado e três anos depois, de novo com Wilder, conquista o óscar à segunda tentativa. 

O filme era Stalag 17, um cruel retrato sobre um campo de prisioneiros da 2º Guerra, e o papel de Holden é perfeito. Continuando com Wilder, o realizador que melhor o compreende, faz com Bogart a corte a Audrey Hepburn em Sabrina. Continuará a viver papeis mais românticos em Love is a Many Splendored Thing e Picnic. 

Em 1957 é o irreverente Shears em The Bridge over the River Kwai e no final da década trabalha com Wayne e Ford em The Horse Soldiers. Praticamente desaparece de circulação durante uma década, voltando em 1969 em estilo no filme Wild Bunch. 

Anda pelos filmes catastrofe em Towering Inferno e é nomeado mais uma vez ao óscar pelo seu papel como impiedoso executivo em Network. A sua irritação por ter perdido para o seu colega, o já falecido Peter Finch, marcam bem a sua imagem de irreverente. 

Fará ainda mais um filme com Wilder, Fedora, antes de se despedir com pouco brio em algumas produções menores. A morte encontrou-o em 1981 como resultado de uma queda. Inglória partida para um homem tão duro!

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Anthony Hopkins



O titulo de Sir assenta-lhe que nem uma luva. Depois de anos em que esteve afastado das telas, os últimos quinze anos mostraram nele um dos maiores actores de todos os tempos, e, provavelmente, uma das maiores lendas vivas da representação. Apesar de ter conquistado a fama graças a um mitico papel, na verdade, é toda uma carreira que está, e ficará para sempre, na memória da história do cinema...


Um dos mais icónicos actores britânicos da actualidade, Sir Anthony Hopkins é a prova de que velhos são os trapos. Apesar de ter entrado tarde para a ribalta, ninguém duvida que Hopkins é dos actores mais completos a surgirem nos últimos 15 anos da história do cinema.

Nascido Philip Anthony Hopkins a 31 de Dezembro de 1937 no Pais de Gales, a vida de Anthony Hopkins dividiu-se entre os palcos e os estudios de cinema mas a verdade é que a representação sempre foi tão importante para ele como o ar que respira.
Apesar de ter tido uma infancia dura e de detestar ir à escola, especialmente nos dificeis invernos galeses, foi no teatro que encontrou a sua verdadeira inspiração. Protegido do mitico Laurence Olivier deu os primeiros passos como actor profissional na década de 60 nos palcos londrinos. Em 1967 experimentava o cinema no filme The Wihte Bus, depois de ter também aparecido numa serie de televisão. No ano seguinte mostrou pela primeira vez ao mundo todas as suas potencialidades como actor ao encarnar Ricardo Coração de Leão no já mitico filme Lion in Winter. Ao lado de outros actores que dividiram a carreira entre os palcos e o cinema como eram Peter O´Toole, Khaterine Hepburn e Timothy Dalton, o jovem Hopkins soube encarnar o principe Ricardo com grande entusiasmo o que lhe valeu eventualmente o aplauso da critica. O primeiro!


No entanto, apesar de todos esperarem que ele se confirmasse como uma das grandes esperanças do cinema britânica, Hopkins preferiu dividir-se nos vinte anos seguintes pelos palcos e pelas series de televisão. Entre 1968 e 1988 fez apenas 11 filmes, mas em troca brilhou nos palcos londrinos e ainda conseguiu vencer dois Emmys, pelos seus desempenhos em The Bunker, onde encarnou Adolf Hitler, e The Linderberg Kidnapping Case.
Entre a pouca mais que uma dezena de filmes em que entrou destacam-se Juggenaut, filme de 1974, Magic, de 1978, e ainda The Elephant Man, estreia de David Lynch na realização, filme hoje já de culto especialmente pelo desempenho notável de John Hurt. Por essa altura superou a sua dependência do alcool, salvando-se assim de encontrar o mesmo destino que o seu amigo e compatriota Richard Burton, com o qual era várias vezes comparado.


No final dos anos 80, e depois de se ter consagrado como um dos maiores actores de teatro de sempre em Inglaterra, Anthony Hopkins decidiu finalmente dar o salto para o cinema de Hollywood. Era uma medida algo arriscada e por isso Hopkins tentou escolher os papeis certos. E assim acabou por acontecer.
A Chorus of Disaproval foi uma aposta ganha para um come-back tal como Desperate Hours, outro filme em que o seu desempenhou surge imaculado. Mas foi em 1991 ao encarnar aquele que acabou por ser eleito como o maior vilão da história do cinema, Hannibal Lecter, que Hopkins finalmente encontrou o seu espaço na constelação de estrelas de Hollywood.
A sua performance de assassino sem piedade em The Silence of the Lambs foi esmagadora. Roubou todas as cenas do filme, mesmo as que partilhava com Jodie Foster, e criou um estilo muito próprio. Algumas das sequências do filme passaram mesmo para a história. Apesar de aclamado, poucos pensavam que poderia vencer o óscar da Academia. Mas tal como o realizador do filme, Jonathan Demme, e também Jodie Foster, também coube a Hopkins triunfar na categoria de melhor actor. Um ano dourado para Hopkins que (re)começava assim em grande a sua carreira cinematográfica.


Imediatamente após o sucesso de The Silence of the Lambs, Hopkins decidiu apostar na personagem mais oposta possivel de Hannibal Lecter. E isso levou-o a encarnar Van Helsing, o caçador de vampiros no filme The Bram Stoker´s Dracula de Francis Ford Copolla. No mesmo ano daria outra interpretação imaculada no drama de época Howard´s End, ao lado de Emma Thompson que acabaria por vencer o óscar. Para finalizar 1992 Hopkins teria ainda uma participação em Chaplin, filme sobre o notável actor e homem que foi Charles Chaplin. 
Com a carreira em grande forma, o ano de 1993 provou continuar esta tendência. Shadowlands e The Remains of the Day mostraram um Hopkins austero, grave mas extremamente cativante. Muitos já pediam mesmo novo óscar para a estrela britânica que recebeu a sua segunda nomeação por Remains of the Day. Por essa altura em Londres era agraciado com o titulo de Sir.
E depois de um ano de 1994 mais calmo, Hopkins volta aos seus papeis explosivos em Nixon onde dá a vida ao polémico presidente norte-americano. Um Nixon nunca visto diriam muitos e mais uma nomeação para o óscar de melhor actor, nomeação que acabou por não ser bem sucedida. Mesmo assim já todos tinham percebido. Anthony Hopkins era dos melhores actores do momento.


Por esta altura Hopkins concentrou-se em papeis históricos. Depois de viver Nixon foi a vez do actor dar corpo a Pablo Picasso no notável Surving Picasso onde volta a mostrar traços de génio. Estavamos em 1996. E no ano seguinte nova nomeação ao óscar, desta feita por melhor actor secundário em Amsitad. Ao interpretar corajosamente o antigo presidente dos EUA, John Quincy Adams neste esquecido épico de Steven Spielberg, o já veterano actor britânico (fazia 60 anos)instalava-se definitvamente no Olimpo dos grandes actores. Seria um ano chave na sua carreira. A partir daí muitos clamam que Hopkins progressivamente se afastou do cinema. E de facto nem os filmes são muitos nem as criticas bénovolas. Mas mesmo assim Hopkins provaria que estava bem vivo.


Meet Joe Black e The Mask of Zorro mostraram bem toda a sua versatilidade. Se ao lado de Brad Pitt soube recuperar a imagem de homem austero mas de principios de uma forma surpreendente, já no filme de aventuras inspirado no legendário heroi mexicano, Hopkins deu uma imagem de um Zorro nunca visto, por contraposto com o destemido António Banderas. Um papel de verdadeira classe mas que, por ser num filme demasiado comercial, foi obviamente desvalorizado.
Depois de recusar voltar a encarnar a personagem que o tornou celebre nos Estados Unidos, por não querer ficar marcado apenas por um papel, Hopkins reconsiderou e voltou a viver o "seu vilão" em Hannibal. Talvez os dois sucessivos fracassos que foram Titus e Instinct tivessem despertado nele uma nostalgia compreensivel. Só que Hannibal esteve muito longe de Silence of the Lambs (Foster recusou voltar) mas Hopkins não aprendeu a liçao voltando em Red Dragon, o terceiro filme à volta da personagem maquiavélica de Lecter. E tal como o anterior, também este filme se pautou por um considerável fracasso.


Só que já no ano passado, ao lado de Nicole Kidman no sucesso de Philiph Roth, The Human Stain, o veterano Hopkins provou que estava vivo e bem vivo. E para os próximos anos esperam-se mais filmes do actor. Em Alexander, Hopkins será Ptolomeu, e há quem coloque a hipótese de uma segunda nomeação como secundário. No próximo ano contracenará ao lado de Gwyneth Paltrow em Proof, um filme cuja estreia acabou adiada já que era apontado como um dos bons filmes a ver este ano. 


Anthony Hopkins pode não ter construido uma longa carreira no cinema, mas a sua versatilidade entre teatro, televisão e a sétima arte deram-lhe uma garra que poucos actores se podem vangloriar em ter. É sem duvida hoje, ao lado de Peter O´Toole, o maior actor ingles em actividade e isso já diz muito do que mostrou nos últimos quinze anos em que se dedicou a valer ao cinema. Desde Hannibal Lecter, a personagem à qual ficará ligado para sempre, passando por Richard Nixon ou Ricardo Coração de Leão, a nobreza das suas personagens é sempre igual à qualidade e fé que deposita nelas. E é isso que o torna tão grande!

sábado, 25 de novembro de 2017

Montgomery Clift


Um dos mais belos actores de sempre, foi também um dos mais trágicos. Tinha a sensibilidade dos clássicos mas era capaz de transmitir com o olhar a mesma frustração e raiva que a geração dos jovens rebeldes que surgiu poucos anos depois da sua auspiciosa estreia em Red River. Nesse mesmo ano de 1948 consegue a sua primeira nomeação pelo seu desempenho em The Search. 

No ano seguinte encontramo-lo em The Heiress mas é em 1951 que Montgomery Clift é definitivamente consagrado. Foi o ano do inesquecivel A Place in the Sun de George Stevens, um trabalho fabuloso que lhe valeu a sua segunda nomeação em três anos. Os três anos seguintes ficariam marcados pelo trabalho desenvolvido com dois "monstros" da realização, Vittoria de Sica (Stazione Termini) e Alfred Hitchcock (I Confess). Em 1953 é de novo nomeado aos óscares pelo papel de soldado amargurado em From Here to Eternity. Era a consagração final do seu talento. No entanto os anos 50 foram dificieis. 

O problema com o alcoolismo e as sucessivas doenças marcaram-no imenso, exteriormente mas também na sua cabeça. Talvez por isso a sua amargura em Suddenly Last Summer pareça tão real, naquele que é um dos seus mais espantosos desempenhos. Em 1961 entra ainda no gigantesco elenco de Judgment of Nuremberga e juntamente com Marilyn Monroe e Clark Gable é um dos inadaptados de John Houston em The Misfits. 

A sua beleza etérea começava a ser destruida, primeiro pela doença e depois por um acidente de automóvel que o desfigurou parcialmente. A sua homossexualidade marcava-o junto dos seus pares, e a sua dependência de alcool e drogas tornou-se cada vez maior. Foi encontrado morto no seu quarto a 23 de Julho de 1966.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

O LEFFEST'17 regressa a Lisboa


Em 2017, os Cinemas NOS reforçam o seu papel como parceiro de exibição do LEFFEST, pelo que irá disponibilizar uma sala de cinema, no Amoreiras Shopping Center: os Cinemas NOS Amoreiras.

Na sua 11ª edição, que se irá realizar de 17 a 26 de Novembro de 2017, o LEFFEST prepara-se para reunir, de novo, o que de melhor se faz no mundo da Sétima Arte. Mas não só. 

O Festival aposta, como sempre apostou, na interligação de propostas culturais diversas - do cinema à literatura, passando pela música e pelas artes plásticas - e afirma-se enquanto lugar propício à reflexão e discussão dos temas que marcam a actualidade. 

Mais do que uma mostra de filmes, o LEFFEST quer dar ao espectador a possibilidade de confrontar ideias, ter voz activa, participando das experiências de vida e reflexões de cineastas, pensadores e artistas. Experiências e reflexão que o LEFFEST propõe no grande écran - através de uma programação diversificada que abrange as melhores produções cinematográficas, consagradas e emergentes - e ao vivo, nas várias manifestações artísticas, masterclasses, debates e simpósios programados a cada edição. 

O Festival garante a melhor selecção de filmes em competição, a projecção de autores fundamentais na história do cinema e de jovens cineastas emergentes. 

Com uma programação exigente e criteriosamente escolhida por quem vive e respira cinema, o Lisbon & Sintra Film Festival 2017 volta a colocar Lisboa, Sintra e o país em pleno circuito dos grandes festivais do mundo.​ 

Informação retirada daqui

Mães à Solta 2


Género: Comédia
Data de estreia: 09/11/2017
Título Original: A Bad Moms Christmas
Realizador: Jon Lucas, Scott Moore
Actores: Kristen Bell, Mila Kunis, Justin Hartley
Distribuidora: Big Picture Films
País: EUA, China
Ano: 2017
Duração (minutos): 104
Sinopse: Mães à Solta 2 continua com as nossas três amigas que apesar de sobrecarregadas de trabalho não perdem a sua loucura e boa disposição. Nas vésperas da organização do maior evento do ano: o Natal, o feriado mais perfeito de todos para as suas famílias, elas recebem a visita das suas mães! Estas visitas tornam as suas vidas num caos, mas as três amigas unem-se para tentar voltar a ter um natal divertido!

Informação retirada daqui

Mães à Solta 2 (Trailer Legendado)

O Gangue Do Parque 2 (Trailer Dobrado)



Um Crime no Expresso do Oriente (Trailer Legendado)

Um Crime no Expresso do Oriente


Género: Drama, Mistério, Thriller
Data de estreia: 09/11/2017
Título Original: Murder on the Orient Express
Realizador: Kenneth Branagh
Actores: Daisy Ridley, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer
Distribuidora: Big Picture Films
País: EUA, Malta
Ano: 2017
Duração (minutos): 114
Sinopse: O que começa como uma luxuosa viagem de comboio pela Europa rapidamente se torna num dos mais elegantes e emocionantes mistérios alguma vez contado. Baseado no best-seller de Agatha Christie, "Um Crime no Expresso do Oriente" conta a história de treze estranhos presos num comboio e onde todos são suspeitos. Um homem a correr contra o tempo para resolver o enigma antes que o assassino ataque novamente. Kenneth Branagh realiza e lidera um elenco repleto de estrelas como Penelope Cruz, Willem Dafoe, Judi Dench, Johnny Depp, Michelle Pfeiffer, Daisy Ridley e Josh Gad.

Informação retirada daqui

O Gangue do Parque 2


Género: Animação, Aventura, Comédia
Data de estreia: 01/11/2017
Título Original: The Nut Job 2
Realizador: Cal Brunker
Actores: Will Arnett, Katherine Heigl, Maya Rudolph
Distribuidora: Outsider Filmes
País: EUA, Canadá, Coreia do Sul, China
Ano: 2017
Duração (minutos): 80
Sinopse: Após os eventos do primeiro filme, Surly e seus amigos devem parar o prefeito de Oakton City de destruir sua casa para abrir caminho para um parque de diversões disfuncional.

Informação retirada daqui

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Morgan Freeman


O mundo demorou a reparar em Morgan Freeman. Antes tarde do que nunca. Nos últimos vinte e cinco anos o actor afirmou-se como um dos maiores nomes da sua geração, um verdadeiro gigante da arte de representar. Só este ano a confirmação foi "oficializada" com o óscar, mas de Freeman já se ouve falar há algum tempo. Nos anos 60 começa a trabalhar no cinema e na televisão mas é a década de 80 que o confirma definitivamente. 

Em 1987 no filme Street Smart consegue uma surpreendente e merecida nomeação aos óscares e afirma-se como o actor negro de maior projecção. Imediatamente a seguir entra em Glory - filme que consagra o seu amigo Washington - e em Driving Miss Daisy, onde perde o óscar de principal para Day-Lewis. Os anos 90 ficam marcados por desempenhos memoráveis. Em 1992 está ao lado de Clint Eastwood no multi-premiado The Unforgiven. Seguem-se The Shawshank Redemption e Se7en que o tornam um dos actores mais populares do mundo.

Entretanto passou os anos seguintes em produções menores e regressa em 2004 no filme Million Dollar Baby em grande estilo, conquistando o já merecido óscar. A sua voz é de tal forma espantosa que foi contratado para a narração do documentário March of the Emperor e é hoje um dos rostos e vozes mais facilmente reconheciveis em todo o Mundo.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

Barbara Stanwyck


Descoberta por Frank Capra com vinte anos, Barbara Stanwyck será sempre uma das grandes actrizes da era dourada de Hollywood. Não teve o prestigio e prémios de Joan Crawford ou Bette Davis, mas as suas performnces nunca estiveram longe das realizadas pelas suas rivais. 

Em 1937 salta definitivamente para a ribalta em Stella Dallas, pelo qual é pela primeira nomeada aos óscares. Volta a trabalhar com Capra em Meet John Doe e nos anos 40 entrega-se ao cinema de Serie B onde brilha em filmes como Double Indemnity (terceira nomeação) de Billy Wilder que também tinha escrito o argumento de Ball of Fire que lhe dá um segunda nomeação em 1941. 

O final de década é em alta com Sorry, Wrong Number, a sua última nomeação e um dos seus mais brilhantes desempenhos, e no inicio dos anos 50 encontramo-la em Clash By Night e Jeopardy. Hollywood ignora o seu talento e os anos 50 são passados em produções de segunda como Catlle Queen Montana. 

Em Forty Guns é reabilitada por Samuel Fuller - num majestoso primeiro plano - mas esse será o seu último grande papel. Troca o cinema pela televisão e acaba por falacer em 1990, vitima de uma falha cardiaca.

domingo, 19 de novembro de 2017

Piper Perabo



Tornou-se num lugar comum em bares um pouco por todo o mundo. Ficou sempre a tentação de espreitar para detrás do balcão não fosse ela estar lá, com o seu olhar tímido  à procura de uma oportunidade para cantar. De facto é incrível como um só papel pode moldar a nossa visão de uma actriz. Aconteceu com Piper...


Não é uma carreia feita de grandes filmes, aquela que Piper Perabo pode apresentar num eventual curriculum vitae. Mas por vezes as grandes actrizes demoram algum tempo até entrar num filme digno de ser realmente visto e revisto. Talvez seja esse o seu destino. De uma coisa os cinéfilos têm a certeza. Esta jovem é mais que uma simples beldade. É um talento em bruto à espera de uma oportunidade.
Aliás a paixão de Piper em representar vem de muito cedo. A actriz nasceu a 31 de Outubro de 1977 em New Jersey e já na sua juventude decidiu estudar para seguir o sonho de ser actriz. Descendente de pai português e mãe norueguesa, foi sempre uma aluna de sucesso na escola, nunca tendo entrado no mundo das artes antes dos 18 anos.
Foi então aí que decidiu apostar numa carreira como actriz, estudando para isso em várias escolas de representação em New Jersey e New York.


O grande salto para o cinema surgiu em 1998 quando entrou no filme Single Spaced. Seguiram-se pequenas aparições durante o ano seguinte em filmes como Whiteboys e Knuckleface Jones. 
Foi preciso chegar a 2000 para Piper Perabo ter um ano em grande estilo.
Primeiro foi uma das estrelas da comédia The Adventures of Rocky & Bullwinkle, que também contava com Rene Russo e Robert de Niro. No mesmo ano foi a rapariga mais sedutora de Coyote Ugly, uma das comédias mais divertidas do ano. Foi no papel de "Jersey" que Perabo se mostrou definitivamente aos cinéfilos, com uma interpretação extremamente sólida, o contrário do que se esperaria quase de uma novata. O seu desempenho acabou por ser reconhecido com um MTV Award e ainda uma nomeação como melhor Estreante do ano.


O ano seguinte acabou por ser bastante polémico na sua curta carreira, um ano que acabaria por marcar um ponto máximo de aparições no cinema, tendo sido praticamente sempre a descer a partir desse momento. Foi na produção canadiana Lost ad Delirious que a polémica chegou, tudo porque Piper Perabo encarnou o que na altura - e ainda hoje - era visto como uma personagem tabu: uma estudante que descobre ser lésbica e que se apaixona por uma colega. O filme, com cenas de sexo lésbico, acabou quase por não ser exibido no mercado norte-americano, e quando o foi, acabaria por ser com a classificação máxima. O mesmo destino teria o seu filme seguinte Slap Her...She´s French. 
Os últimos anos têm de facto infelizes para a jovem de ascendência portuguesa. Para além de Cheaper By The Dozen, onde era uma dos muitos filhos de Steve Martin e The I Inside, as interpretações da jovem actriz não têm sido nada relevantes.
Mesmo assim para este ano ainda poderemos vê-la em mais dois filmes: George and the Dragon e ainda A Piece of My Hearth.


Quanto ao futuro parece pouco risonho para a actriz, pelo menos nos próximos anos. Depois da polémica de Lost and Delirious tornou-se difícil a Piper Perabo voltar a estrelar um filme em Hollywood. Apesar de Cave, Edison e 10th & Wolf serem já projectos garantidos, falta ainda uma interpretação de encher o olho. Talvez quando ela chegar, e parece-nos certo que mais tarde ou mais cedo isso vai acontecer, se dissipem todas as dúvidas sobre o talento desta sedutora loirinha que também fala a língua de Camões.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Jeremy Irons


Pouco habituado a grandes produções, o nome de Jeremy Irons é imediatamente associado a personagens complexas e altamente cativantes. Um talento que é melhor explorado por realizadores fora da corrente do mainstream, como prova bem a sua carreira.

Irons começa nos palcos londrinos e daí salta para o grande ecrãn nos anos 70. É no filme The Mission de 1985 que se consagra definitivamente como um dos mais interessantes actores do momento, algo que vai confirmar por inteiro em 1988 no seu duplo desempenho em Dead Ringers de David Cronenberg. Em 1990 chega o óscar, de forma repentina mas inteiramente merecida, pelo seu desempenho em Reversal of Fortune. A carreira está consagrada e os anos seguintes são dedicados a projectos menos sucedidos como Kafka ou The House of Spirits. 

Depois de filmes mais alternativos como Stealing Beauty ou o remake de Lolita, Irons afasta-se progressivamente de Hollywood, tendo pequenos papeis secundários em filmes britânicos como The Merchant of Venice ou Being Julia. Com Kingdom of Heaven testemunhamos o seu regresso à ribalta ele que já tem vários projectos anunciados para os próximos anos, uma noticia que certamente agradará aos imensos admiradores que o seu talento foi conquistando em meias de trinta anos de carreira.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Mena Suvari



Duvidamos muito que a carreira de Mena Suvari tenha momentos tão altos como os que viveu no notável American Beauty. Para o público mais jovem ela é mais uma actriz de comédias hilariantes. Mas será aquela cena no tecto do quarto de Kevin Spacey, coberta de rosas vermelhas, que fará dela um nome eterno...


Mena Suvari nasceu a 9 de Fevereiro de 1979 em Rhode Island, terra de muitos imigrantes portugueses.
De ascendência estoniana, Mena Suvari é hoje um nome consensual entre os talentos mais cintilantes da nova geração. Com quase 10 anos de carreira a fazer filmes, esta jovem de 25 anos parece preparar-se para ter o mundo a seus pés.

Tudo começou aos 13 anos quando entrou no seu primeiro anúncio publicitário. Depois de uns anos como modelo, o salto para o cinema pareceu-lhe natural. Foi assim que em 1997 entrou em Nowhere, isto depois de ter sido actriz convidada em várias series televisivas, entre as quais o celebre E.R. No mesmo ano entraria no filme Kiss the Girls, ao lado de Ahsley Judd e do "monstro sagrado" Morgan Freeman.
1998 foi um ano igualmente bom para a jovem emergente actriz, então com 19 anos. Entrou no filme Slums of Beverly Hills e ainda em The Rage: Carrie 2.


O ano seguinte viria por alterar por completo a carreira de Mena Suvari em todos os sentidos. De um momento para o outro não só se tornaria popular e conhecida junto de todo o público jovem - resultado de ter sido uma das estrelas de American Pie - como também seria um elemento chave do filme vencedor de 5 óscares nesse ano, American Beauty.

Para o filme de Sam Mendes a jovem ficou com o lugar que parecia destinado a Kirsten Dunst (que diferença, imaginamos nós) e ao lado de Thora Birch entrou na cabeça e na casa de Kevin Spacey levando-o ao êxtase na cena mais espantoso de todo esse ano cinematográfico, e uma das que ficará para a história. 
Mais ainda, Mena Suvari teve a coragem que faltou a Kirsten - daí a sua recusa - de se despir diante de Kevin Spacey e milhões de espectadores, o que num país como os EUA não é muito normal para uma jovem. O sucesso do filme acabou por repercurtir-se mesmo nesse nível, tendo sido eleita uma das mulheres mais sexys do ano.

Como já tínhamos dito, 1999 foi igualmente o ano de American Pie, o filme que veio revolucionar a forma de fazer cinema para um público adolescente. Inspirado no modelo Porky´s, que tanto sucesso fizera na década de 80, mas de uma forma mais conservadora, o filme abordava a temática do sexo colocando do lado de lá do ecrã actores com os mesmos dilemas que os espectadores. 

A fórmula resultou e o filme foi um sucesso, como a personagem de Mena Suvari, a eterna virgem americana. Também o era em American Beauty, e depois de um ano cheio de "american´s" só faltava mesmo o American Virgin, onde Mena interpretava uma filha do rei do cinema porno á procura da sua identidade. Mas virgindade era algo que certamente não lhe passava pela cabeça quando no mesmo ano deu o nó com o namorado de mais de 18 anos, o realizador Robert Brinkmann.


Apesar do seu nome ser agora conhecido do grande público, tanto American Virgin (que viu o titulo mudado para aproveitar a onda de Mena Suvari) como o seu filme seguinte, Looser, com o colega de American Pie, Jason Biggs, falhou em ter reconhecimento da crítica e sucesso junto do público. Seguiram-se Sugar & Spice e The Musketeer , outros filme sem grande repercussão nas bilheteiras. 
Foi então que voltou American Pie, mas a sua aparição no filme foi curta. Afinal não pertencia à história central do filme. 

Mena Suvari tentou relançar a carreira e por pouco não conseguiu o papel de Mary Jane Watson no filme Spiderman. Curiosamente perdeu-o para Kirsten Dunst, a mesma que lhe tinha dado a oportunidade de entrar em American Beauty.


A verdade é que as coisas não têm andado bem para a actriz. Muitos apontam erros nas escolhas de papeis, outros em falta de sorte. Depois de Sonny, o primeiro filme de Nicholas Cage, veio Spun e Trauma, mas nenhum dos filmes foi o sucesso que pretendeu. Mena, a loira que é originalmente ruiva, passou então para a televisão e surgiu na consagrada serie Six Feet Under. Agora no cinema Mena Suvari tem vários projectos, incluindo um que pretende recuperar a fórmula de The Graduate.

O facto é que falta de talento ninguém pode apontar a Mena Suvari. Esperamos nós - e ela certamente - que esta fase seja apenas um momento menos bom de uma carreira que se prevê bem longa.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Andy Garcia




É um dos mais carismáticos e talentosos actores de cinema da actualidade. Sempre fiel às suas origens cubanas, vive o cinema como vive a vida, com fortes preceitos morais. Muitos apontam-no como um dos elementos da geração de 85 - que conta com nomes como Sean Penn, Johnny Depp, Denzel Washington e Tom Hanks - que não conseguiu vingar. Mas ele parece prometer que o melhor ainda está para vir...

Apesar de poucos o saberem, Andy Garcia é na verdade cubano de nascimento, o verdadeiro representante da Cuba que os americanos querem ver em vez da Cuba que existe de facto.

Nasceu Andrés Arturo García Menéndez em Havana a 12 de Abril de 1956, ainda Fidel Castro e Che Guevarra combatiam na Sierra Maestra. A sua familia era das mais importantes do regime de Baptista e portanto quando Fidel Castro entra em Havana o pequeno Andres e a familia fugiram para Miami onde viveriam nos anos seguintes. Mal saberia o pequeno Andy que os acontecimentos que viveu seriam a matéria prima de um dos Godfathers, o segundo, uma saga que ajudou a consolidar a sua posição como actor de talento e rising star em Hollywood.
A familia fez fortuna nos EUA e o jovem teve uma adolescencia feliz. Era bom aluno, extremamente popular e uma das estrelas da equipa local de basketBALL. Quando entrou na universidade foi atacado pela hepatite e o seu fisico deixou de poder suportas as vicissitudes do desporto. E foi aí qu descobriu a representanção.


Depois de alguns anos a representar na Florida, o jovem deu em 1980 o salto para Hollywood. Tinha 24 anos e imensa vontade de brilhar. O seu primeiro papel foi numa serie televivisa, Hill Street Blues, e até 1986 faria cinco pequenos papeis. Foi nesse ano que surgiu em destaque no filme 8 Million Ways to Die, chamando a atenção do realizador Brian de Palma que o escolheu de imediato para o seu filme seguinte, The Untouchables. O filme, que contava com um elenco de sonho (Kevin Costner, Robert de Niro e Sean Connery) foi um bom palco de apresentação ao mundo para Andy Garcia. O seu desempenho foi extremamente louvado pela critica da época que já via nele uma next big thing.
Mas a verdade é que nos quatro anos seguintes a sua carreira voltaria a pautar-se por presenças em filmes medianos como Stand and Deliver. Em 1989 entraria no filme de Ridley Scott, Black Rain, para em 1990 contracenar com Richard Gere em Internal Affairs.


Depois de The Untouchables ter sido um primeiro marco na sua carreira, em 1990 viria o segundo ponto alto da carreira de Garcia. Copolla queria um actor jovem e aguerrido para viver a conflituosa personagem de Vincent Mancini, filho da personagem interpretada por James Caan no primeiro filme. Tal como tinha acontecido com o papel de Michael Corleone em 72, também este papel foi alvo de uma corrida desenfreada por parte das jovens estrelas de então. Val Kilmer, Alec Baldwin, Vincent Spano, Charlie Sheen e o próprio de Niro que já tinha entrada na serie como Vitto Corleone em jovem, lutaram pelo papel. Só que as fortes semelhanças entre Andy Garcia e a estrela Al Pacino, mas também a sua garra e estilo de jovem rebelde desiquilibraram a balança para o seu lado. De facto a sua interpretação foi um dos pontos mais altos do filme e valeu-lhe mesmo a nomeação, única até hoje, para um óscar, como melhor actor secundário. O seu nome estava finalmente consolidado e estava na altura de Andy Garcia, já com 34 anos, arrancar para maiores voos.


Os anos 90 foram marcados por papeis interessantes mas que nunca conseguiram cativar a critica. As suas participações em Jennifer Eight, When a Man Loves a Woman, Things to Do When Dever When You´re Dead e Night Falls in Manhathan foram bastante boas, especialmente no filme em que contracena com Meg Ryan. Só que a critia achava sempre que faltava algo e o público não parecia estar muito interessado neste estilo de cinema. E dessa forma passaram sete anos sem que a carreira de Andy Garcia descolasse. Parecia que o actor cubano estava condenado a cair para pequenas produções ou a viver como um eterno secundário.


Desperatte Measures acabou por ser mesmo o seu último grande desempenho nos anos 90. Durante tres anos o actor viveu de pequenas participações e de aparições no teatro e series televisivas. Em 2001 o realizador Steven Soderbergh iria recuperá-lo colocando-o frente a frente a George Clooney e a sua equipa de ladrões profissionais em Ocean´s Elevan. O filme foi um sucesso e de repente aí estava outra vez Andy Garcia em forma. A verdade é que mais uma vez ninguém pegou nele e durante três anos Andy Garcia fez poucos e bons filmes. Este ano estará de regresso de novo como Terry Benedict em Ocean´s Twelve e há esperança que a sua carreira descole finalmente.


Com 48 anos, Andy Garcia assumiu-se como uma das maiores referencias na representação latina nos EUA. Extremamente conservador e preso a velhos costumes - recusa surgir sem camisa à frente da camara - está casado desde 1982 com a namorada de infancia de quem tem quatro filhos. O futuro é incerto mas muitos acreditam que Garcia ainda tem muito para dar ao cinema, e que o fará mais tarde ou mais cedo.

sábado, 11 de novembro de 2017

John Wayne


The Duke, como ficou conhecido, é hoje um autêntico icone da América. Durante quarenta anos foi um dos homens mais duros e valentes do Mundo, admirado por tudo e por todos, desde Roosevelt a Stalin. A sua fibra, o seu caracter quase impoluto, a determinação e a forma como defendia os seus valores fizeram dele um homem altamente respeitado. 

Para além disso, foi o "rei" do genero western durante quase quatro décadas, atravessando gerações, mas mantendo sempre o mesmo estilo. Começou como jogador de futebol americano mas John Ford convenceu-o a entrar nos seus filmes. Acabou por ser o sucessor de Tom Mix. Em 1939 no filme Stagecoach, com 32 anos, assume-se como uma verdadeira estrela. Já tinha 92 filmes no curriculo. Tornou-se imediatamente o actor oficial de Ford, o lider da sua troupe. 

Com ele faria alguns dos seus maiores papeis em filmes como Forte Apache ou Three Godfathers. Ainda nos anos 40 começou também a trabalhar com Howard Hawks, outro dos realizadores que melhor o soube utilizar. Foi para ele que em 1948 fez Red River. Os anos 50 ficaram marcados pela trilogia da cavalaria de Ford (She Whore a Yellow Ribow, The Horse Soldiers e Rio Grande) e pelo gigantesco papel como Ethan Edwards na obra-prima de Ford The Searchers. 

Pelo meio ficam ainda filmes como The Quiet Man, The Wings of the Eagle ou Hondo. Antes tinha chegado a primeira nomeação ao óscar no filme The Sands of Iwo Jima, ele que sempre se dividiu entre o Velho Oeste e os cenários de guerra. Em 1959 mais um papel inesquecivel, desta feita para Hawks, em Rio Bravo. 

E três anos depois, agora de novo com Ford, vem The Man Who Shoot Liberty Valance. O óscar só chegará em 1969, quando ninguém esperava, por um papel, que no meio de todos estes, parece bem menor, em True Grit. Pelo meio tinha ficado a experiência fracassada como realizador em The Alamo. Em 1977 John Wayne dá o seu último show no filme The Shootist, encerrando a sua carreira com chave de ouro. Morrerá dois anos mais tarde, vitima de um cancro no estomago.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

Jodie Foster


É um dos casos mais gritantes de talento precoce. Foster aos três anos já entrava em filmes e foi como uma jovem "lolita" que se foi afirmando na indústria. Foi em 1974 que Martin Scorsese a escolheu para ser a "Musa" de Robert de Niro em Taxi Driver. A partir daí a sua carreira entrou numa espiral ascendente, tornando-a na jovem actriz mais bem sucedida de Hollywood. Até aos 20 anos entrou ainda em filmes de sucesso como Bugsy Malone ou Foxes. 

De repente Foster deixa o cinema. Talento precoce, a jovem era também uma sobredotada na escola e decidiu primeiro acabar o seu doutoramento e só depois voltar ao mundo da sétima arte. E quando regressou, foi em grande. Estavamos em 1988 e o seu papel explosivo em The Accused, onde encarna uma mulher violada que procura justiça, deixou meio mundo do boca aberta. 

E o óscar foi-lhe entregue. Depois de uma segunda pausa, Foster voltou num thriller ambicioso. Inesperadamente voltou a conquistar o óscar, o segundo da sua carreira, ainda não tinha 30 anos. O filme era The Silence of the Lambs e confirmou-a como uma poderosissima actriz dramática. Algo que foi rapidamente confirmado nos seus papeis seguintes em Nell, Summersby ou Contact. 

Foi então que surgiu a polémica à volta da sua homossexualidade e uma terceira pausa na carreira. Foster está a regressar aos poucos agora, mas sem o sucesso dos seus anteriores come-backs. Mas mesmo assim é uma das grandes actrizes da história de Hollywood.

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Sarah Michelle Gellar



Foi mais a sua carreira de sucesso na televisão do que propriamente o seu sucesso no cinema que fizeram desta jovem actriz uma das mais aclamadas da sua geração.
Associada rapidamente a um universo "horror", a verdade é que o público em geral considera-a um modelo a seguir. Mas quando muitos olham para a jovem Sarah preferem ver a sua beleza natural do que propriamente o seu talento...

Nova iorquina de gema (é fã tanto dos Knicks como dos Yankees), a carreira de Sarah Michelle Gellar começou a desenhar-se quando ainda era uma pequena rapariga. Descoberta por um agente, que ficou pasmado com a sua beleza, enquanto comia num restaurante de NY, Sarah acabou por ter desde já garantido um lugar na história. O museu de cera Madame Tussaud´s ecoou para a eternidade o seu papel na serie televisiva Buffy com uma estátua na sua secção de horror.

Nascida a 14 de Abril de 1977, foi na televisão que Gellar deu os primeiros passos. De inicio em spots comerciais, onde chegou mesmo a ser processada pela McDonalds por fazer parte de um anuncio da Burger King, e mais tarde em pequenos papeis de series, foi de facto no pequeno ecrãn que a jovem loirinha começou a ganhar estofo de actriz.
Foi em 1983, tinha ainda apenas 6 anos de idade, que Sarah surgiu pela primeira vez numa serie televisiva: An Invasion of Privacy. Seguiu-se uma outra no ano seguinte, Over the Brooklyn Bridge e só em 1988 e 1989 é que voltaria à televisão em pequenos papeis de duas series.
Com 14 anos entraria numa mini-serie chamada A Woman Named Jackie, onde encarnou uma Jacqueline Bouvier Kennedy quando jovem, e no ano seguinte entraria e Swan Crossing, uma das series mais populares da época.


A sua carreira acabaria por dar o salto no ano seguinte quando passou a fazer parte do elenco da já consagrada série All My Children. Fez três temporadas da serie, o que a levou a ter de recusar alguns papeis no cinema, entre os quais o de Julieta no filme de Bazz Luhrmann Romeo+Juliet.
No ano de 1997 a sua carreira arrancou de vez para nunca mais parar quando a jovem Sarah Michelle Gellar encarnou pela primeira vez a personagem de Buffy Summers, na popular serie televisiva Buffy, the Vampire Slayer. A serie era baseada num filme, datado originalmente de 1992, tambem da autoria de Joss Whedon, o realizador da serie. 

O papel original tinha sido de Kristy Swanson mas na passagem para a serie foi a jovem Gellar que ficou com o papel da caçadora de vampiros adolescente. A serie pegava na formula gótica dos "caça-vampiros" e colocava-os num ambiente juvenil de liceu, onde a maior parte dos protagonistas são jovens. O truque resultou e a juventude foi conquistada pelos herois, que acabavam por ter os mesmos problemas que eles durante o dia a dia. Apesar da qualidade ser imensamente discutivel - para muitos será das piores series de televisão já feitas, enquanto que para outros será eventualmente a mais bem conseguida (gostos...) - a verdade é que o sucesso foi garantido, tal como o de Sarah Michelle, e de outros actores envolvidos no projecto. Hoje a serie parece ter os dias contados, falando-se várias vezes em tele-filmes, ou mesmo um filme que reunisse o elenco de novo, algo que parece ser bastante improvável. Entretanto a própria serie acabaria por dar origem a uma outra, Angel, que foi recentemente cancelada.


No mesmo ano em que Buffy arrancava rumo ao sucesso popular, chegava igualmente a altura de Sarah Michelle Gellar dar os primeiros passos no cinema. Curiosamente foi também num registo de "horror" e logo a dobrar que a estreia se verificou.
Primeiro foi em I Know What You Did Last Summer, um filme de Jim Gillespie, rodado numa altura em que o genero estava bastante popular mas que dificilmente escapará a ser classificado como um dos piores filmes do ano. O outro filme em que Gellar acabaria por participar seria mesmo em Scream 2 de Wes Craven, o pai dos "teen-horror flicks", filme esse que acabou igualmente por ser mais do mesmo, ou seja, um repetir da fórmula de sucesso do primeiro Scream.
Curiosamente I Know What You Did Last Summer seria o primeiro filme que faria com o amigo, hoje marido, Freddy Prinze Jnr. Os outros acabariam por ser os lamentáveis Scooby-Doos.


Depois de uma curta passagem por uma serie de tv em 1998, e do espaço dedicado a Buffy, restavam poucas alternativas para apostar numa consolidação da carreira cinematográfica da actriz, já com 21 anos. Teriamos de esperar até 1999 para voltar a ver Gellar em bom nivel no cinema, e logo com dois filmes. O primeiro, Simply Irresistible, era uma comédia romântica, a primeira da carreira da jovem actriz, depois de ter tido uma pequena presença no filme She´s All That, no ano anterior. O segundo filme acabaria por ser Cruel Intentions, a abordagem juvenil da história de Valmont, onde coube a Gellar o papel celebrizado por Glenn Close no cinema. O filme, curiosamento um dos mais interessantes desse ano, ficaria marcado pelo polémico beijo "lésbico" entre Gellar e Selma Blair, beijo sobre o qual Gellar apenas disse ter sido "fantástico".

Com a serie Buffy a caminhar para o final, passou a haver mais tempo para Sarah Michelle Gellar se dedicar ao cinema.
Infelizmente as indicações positivas que tinha dado, especialmente como vilã em Cruel Intentions, acabaram por descambar numa serie de filmes de qualidade reconhecida, até por alguns fãs, como muito abaixo do esperado. Neste contexto estão as duas aventuras ao lado do marido Freddy Prinze Jnr, em Scooby Doo, e ainda Harvard Men.
De facto a sua imagem de actriz ficou abalada com essas infelizes prestações e a verdade é que filmes como The Grudge ou Southland Tales, poderão ajudar a tirar a prova dos nove sobre de facto o que é Sarah Michelle Gellar. Será apenas mais uma rapariga bonitinha ou é de facto uma actriz de futuro?

domingo, 5 de novembro de 2017

Reese Whiterspoon



É uma das mulheres mais belas do mundo mas também uma das jovens actrizes mais talentosas de Hollywood. Sabe gerir a sua imagem como poucas, desdobrando-se entre as habituais comédias de loiras e os papeis que sempre sonhou fazer.
Ela pode já não ser nenhuma "teen queen", mas tem o sorriso de uma verdadeira miss América...

Ela é loira, bonita, sensual, bem feita e talentosa. Parecendo que não mas em Reese Whiterspoon estão todas as caracterisitcas intrinsecas a uma jovem actriz de sucesso nos EUA. Por este ponto de vista até parece natural que o sucesso fosse o seu destino óbvio. Mas a jovem actriz só lá chegou depois de muito trabalho.

A jovem actriz de 28 anos nasceu a 22 de Março de 1976 na capital do estado da Louisiana, Baton Rouge. Uma tipica menina do sul portanto. E quem olha para aquele olhar inocente parece não acreditar, mas a verdade é que Reese já é mãe de familia há algum tempo. Casou em 1999 com Ryan Phillipe, com quem contracena em Cruel Intentions, e dele tem já dois filhos, Ava, filha com 5 anos e ainda o jovem Deacon de um ano de idade.


A sua carreira no cinema não começou muito cedo. Tinha Reese 15 anos quando surgiu em The Man on the Moon e já aí a sua beleza celestial e o seu talento começavam a despontar claramente. Depois de uma curta passagem pela televisão, a jovem "sulista" voltou ao grande ecrãn para fazer A Far Off Place e ainda Jack the Bear.
As trocas entre series de televisão e telefilmes e o cinema de Hollywood foram continuando à medida que a pequena Reese ia crescendo. Para trás tinha já ficado o pequeno trauma de ter estrago a audição para Cape Fear, tendo perdido o papel para Julliete Lewis.
S.F.W e Freeway marcaram o seu regresso ao cinema, que traria em 1996 um filme polémico, Fear, onde se despia para Mark Whalberg, tendo na altura apenas 20 anos, mas pouco depois Reese fez uma curta pausa para se dedicar ao curso de Literatura Inglesa na Universidade de Stantfford, curso que completou com sucesso.


O ano de 1998 acabou por ser bastante positivo para a jovem Reese. Não só por entrado em Pleasentville, um dos melhores filmes do ano, ao lado de Joan Allen e Tobey Maguire, mas também pelos seus desempenhos muito positivos em Twilight, ao lado dos gigantes Susan Sarandon, Gene Hackman e Paul Newman, e ainda na divertida comédia Overnight Delivery.
Em 1999 foi simplesmente notável na versão juvenil de Cruel Intentions, exibindo-se de forma mais sexy do que a "original" Michelle Pfeifer, num filme em que contracena com o seu actual marido Ryan Phillipe, e no ano seguinte houve Election, num filme de Alexander Payne. No mesmo ano entrou ainda em Best Laid Plans.


No ano seguinte encontramos a já mãe Reese Whiterspoon em American Psycho, o violento filme de Mark Harron com Christian Bale em grande destaque. No ano seguinte pela primeira vez a jovem actriz entraria no universo de Elle Woods, no filme Legally Blonde, um enorme sucesso, tanto de bilheteira como de critica, que fez disparar de imediato a sua popularidade. No ano seguinte seria uma das estrelas do controverso The Importance of Being Ernest, e voltava a casa com Sweet Home Alabama, antes de em 2003 atacar Washington como Elle Wood no divertido Legally Blonde: Red, White & Blonde. O sucesso do filme foi tal que Reese Whiterspoon foi mesmo considerada a 22º actriz mais poderosa de Hollywood.


Para 2004 espera-se mais de Reese. Iremos vê-la em Vanity Fair, o novo filme de Mira Nair, e também em Walk the Line e Whitout, filmes ainda em pós-produção e que portanto só devem chegar a Portugal no próximo ano.
Quanto a outros projectos futuros, temos a produção conjunta da Type A Films, a sua própria produtora, e da Universal Sports Widow, uma divertida comédia sobre uma mulher que decide aprender tudo sobre desporto para rivalizar com o marido, um maniaco de futebol, e ainda o filme Rapunzel Unbraid, que só deve ser realizado depois de 2006.


Como é fácil de ver Reese Whiterspoon é de facto um nome a ter em conta. Aos 28 anos não será dificil adivinhar que a bela loirinha (que segundo boatos recentes virou morena) se prepara para atacar papeis mais intensos, daqueles com que sonhava na infância passada entre a Alemanha e o sul dos EUA. Não teremos aqui uma nova Scarlett O´Hara, mas as boas indicações que já tem dado permite-nos ter altas expectativas.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Alguém Como eu (Trailer português)

Alguém Como Eu


Género: Comédia, Romance
Data de estreia: 12/10/2017
Título Original: Alguém Como Eu
Realizador: Leonel Vieira
Actores: Paolla Oliveira, Ricardo Pereira, Irene Ravache
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: Portugal, Brasil
Ano: 2017
Duração (minutos): 88
Sinopse: Helena, uma jovem mulher de 30 anos, toma uma decisão que mudará o resto da sua vida: viver em Lisboa, ser solteira, independente e indisponível.Mas como todos nós, Helena não controla o destino e dá de caras com o homem da sua vida.Aquilo que parecia ser um ano longe de aventuras amorosas e, apenas, de puro enriquecimento pessoal, transforma-se num louco e imprevisível teste à inteligência emocional.

Informação retirada daqui

O Estrangeiro (Trailer Legendado)

O Estrangeiro


Género: Ação, Thriller
Data de estreia: 12/10/2017
Título Original: The Foreigner
Realizador: Martin Campbell
Actores: Katie Leung, Jackie Chan, Rufus Jones
Distribuidora: Big Picture Films
País: EUA, Reino Unido, China
Ano: 2017
Duração (minutos): 117
Sinopse: Um thriller de enorme tensão que nos traz o famoso Jackie Chan como um homem bom e humilde, dono de um restaurante na Chinatown de Londres, numa missão para encontrar os terroristas responsáveis pelo atentado que provocou a morte da sua amada e única filha.Para descobrir a verdade, Quan (Jackie Chan) entra num jogo político de gato e rato com Hennessy (Pierce Brosnan), um responsável do governo com uma história sombria.E enquanto Quan avança no identificar dos assassinos, cada um deles terá que enfrentar o seu passado.

Informação retirada daqui

O Boneco de Neve (Trailer Legendado)

O Boneco de Neve


Género: Terror, Thriller
Data de estreia: 19/10/2017
Título Original: The Snowman
Realizador: Tomas Alfredson
Actores: Michael Fassbender, Rebecca Ferguson, Chloë Sevigny
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: EUA, Reino Unido, Noruega
Ano: 2017
Duração (minutos): 112
Sinopse: Quando uma equipa de elite de combate ao crime, liderada pelo detetive Harry Hole (Fassbender), investiga o desaparecimento de uma vítima da primeira queda de neve do inverno, este teme que um elusivo assassino em série esteja de novo ativo. Com a ajuda de uma extraordinária recruta (Ferguson), o polícia tem que ligar décadas de casos não resolvidos com um impressionante novo caso, se quiser superar este inimaginável e perverso assassino antes da próxima queda de neve.

Informação retirada daqui

Denzel Washington


É o mais bem sucedido actor de raça negra de sempre. Um feito que Washington estaria longe de imaginar quando deu os seus primeiros passos no cinema. 

Hoje, com dois óscares da Academia - o único membro de uma minoria étnica a consegui-lo - é uma verdadeira instituição, um actor respeitado não só na sua comunidade como em todo o Mundo. Apesar dos primeiros passos no cinema terem chegado no inicio dos anos 80, foi no final da década que duas nomeações ao óscar de melhor actor secundário lançaram o alerta para o seu talento. 

Em Cry Freedom foi Steven Bicko, um dos herois da resistência ao Apartheid. Em Glory viveu algumas das cenas mais intensas de um filme sobre racismo, guerra e libertação pessoal. E chegou o primeiro óscar e com ele abriram-se as portas de Hollywood. 

Foi então que Washington encontra Spike Lee, realizador com quem irá trabalhar em Mo´Better Blues, mais um notável desempenho. Os anos 90 são de altissimo nivel. Malcolm X, The Pelican Brief, Philadelphia e The Hurricane são apenas os melhores exemplos do seu gigantesco talento. 

Será no entanto como o policia mais politicamente incorrecto desde os dias de Dirty Harry que Washington finalmente vence o óscar de melhor actor principal. Depois do triunfo em Training Day uma breve pausa na carreira para filmes menos ambiciosos e agora o regresso de Denzel está a ser de novo orquestrado por Spike Lee no filme The Insider.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Daniel Day-Lewis


O cinema corre nas veias de Day-Lewis mas a verdade é que ele não nasceu para ser um actor profissional. Prova-o o seu caracter e a sua vida errante, um verdadeiro alternativo a sistema de produção. Mas como esquecer os seus papeis mais miticos, verdadeiras pérolas cinematográficas? 

Foi com dois jovens realizadores britânicos em ascensão, em 1985, que Daniel Day-Lewis começou a dar nas vistas. Em My Beautifful Laundrette, filme de Frears, a personagem homossexual de Day-Lewis era verdadeiramente espantosa. 

Tal como o actor o foi no filme de James Ivory A Room With a View. Quando quatro anos depois conquista o óscar pelo filme My Left Foot, estava confirmado que ali estava um dos maiores actores britânicos dos últimos anos. 

No entanto o seu estilo de vida errante vai mante-lo parado durante largos periodos de temp. Em 1993 regressa brilhantemente com In the Name of the Father e The Age of Innocence mas só em 1997 é que o actor volta em estilo no filme The Boxeur. 

Nova ausência até que Scorsese o convida para Gangs of New York. Desempenho soberbo mas a Academia nega-lhe o segundo óscar. Day-Lewis diz que deixa definitivamente Hollywood e de lá para cá tem sido visto em pequenas produções, mas com o carisma que se lhe conhece.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Recomendamos