quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Disney revela primeiras novidades sobre novo filme de "Mulan"


O remake de "Mulan", conhecido filme de animação da Disney, segue a bom ritmo. Esta segunda-feira, a multinacional sediada no Estado norte-americano da Califórnia revelou as primeiras novidades sobre a nova longa-metragem.

Dividido geograficamente entre a China e a Nova Zelândia, o remake do clássico da Disney terá a atriz chinesa Liu Yifei, de 30 anos, no principal papel. Jet Li, de 55 anos, também fará parte da história de ficção e vai vestir o papel de imperador daquele país asiático depois de vários rumores que colocaram em causa o seu estado de saúde.

À frente da produção do novo remake de "Mulan" - mais uma adaptação de um clássico da Disney com atores reais - estão profissionais como Barrie M. Osborne ("O Senhor dos Anéis: O Regresso do Rei"), Bill Kong ("Tigre Agachado, Dragão Escondido") e Tim Coddington ("Asiáticos Podres de Ricos").

O elenco será ainda composto por nomes como Gong Li, que interpretará uma poderosa bruxa, Donnie Yen, o Comandante Tung e ao mesmo tempo mentor de Mulan ou Yoson An, que, além de vestir o papel do recruta Chen Honghui, será um aliado da personagem principal do filme e protagonista de um possível romance com ela.

O filme original, estreado em 1998 e cuja história faz parte do leque de contos mais populares da China, contou com a voz de nomes conhecidos do cinema, entre os quais Ming-Na Wen, Miguel Ferrer e Eddie Murphy.

A estreia de "Mulan" deverá acontecer apenas no dia 27 de março de 2020.

Descobertas imagens inéditas de Marylin Monroe nua em 1961


As imagens da atriz Marylin Monroe nua foram descobertas mais de cinquenta anos depois de terem sido recolhidas durante as gravações do filme de 1961 'The Misfits'.

As imagens da atriz Marylin Monroe nua foram descobertas mais de cinquenta anos depois de terem sido recolhidas durante as gravações do filme de 1961 ‘The Misfits’, protagonizado pela ícone cinematográfica norte-americana juntamente com Clark Gable.

Na sequência, eliminada da versão final e que se pensava ter sido destruída, Monroe deixa cair o lençol para vestir uma blusa, mas na versão final, a atriz, depois de uma cena amorosa com Clark Gable (na imagem, à direita de Marylin, com John Huston à esquerda), segura o lençol para vestir a blusa.

Mais de meio século depois da rodagem da cena, o escritor Charles Casillo revela, no livro ‘Marilyn Monroe: The Private Life of a Public Icon’, que a fita com as imagens, que foram consideradas demasiado atrevidas, nunca foi destruída. No livro, explica-se que Frank Taylor, um dos produtores do filme, conservou as imagens de Monroe nua, passando-as para as mãos do seu filho Curtice Taylor. “Muitas vezes, as fitas que não se usam são destruídas, mas Frank Taylor acreditava que eram tão importantes e inovadoras que as conservou”, explica o seu filho no livro de Casillo, que será apresentado na terça-feira, segundo a agência de informação espanhola Efe.

Até agora, acreditava-se que a única cena de Monroe nua tinha sido apresentada no seu último filme ‘Something’s Got to Give’, que não chegou a completar-se devido à morte da atriz. As imagens da nudez de Monroe, com som, duram 45 segundos e mostram uma cena mais natural do que aquela que foi apresentada na versão final do filme, considerou Curtice Taylor. “Porque se haveria de tapar com um lençol uma mulher que está sentada em cima da cama, sem ninguém no quarto, enquanto tenta vestir uma blusa ao mesmo tempo? Não faz sentido”, vincou o filho do produtor do filme de 1961, lembrando que cada vez que Monroe deixava cair o lençol ao vestir a blusa, era alertada pela produção para não o fazer.


A fotografia do reencontro dos atores do filme ‘Regresso ao Futuro’


Michael J. Fox, Thomas Wilson, Christopher Loyd e Lea Thompson reencontraram-se este mês na Fan Expo de Boston dedicada ao filme 'Regresso ao Futuro'.

Um reencontro muito especial para os fãs de uma das mais bem sucedidas trilogias do cinema, o ‘Regresso ao Futuro’. Na convenção dedicada ao filme, a Fan Expo de Boston, Michael J. Fox e companhia tiraram uma fotografia que vai fazer muita gente ficar nostálgica. A fotografia foi partilhada no Instagram da atriz Lea Thompson e nela podemos ver, da esquerda para a direita, Michael J. Fox (Marty), Thomas Wilson (Biff), Christopher Lloyd (Doc) e a atriz que dava vida a Lorraine Baines.

“Amigos do passado no futuro! Muito divertido. Adoro estes homens”, pode ler-se na publicação.

Entre 1985 e 1990, os quatro atores protagonizaram uma das mais acarinhas sagas do cinema, em que o jovem Marty Mcfly e o cientista “Doc” Brown viajavam no tempo no seu DeLorean. Apesar de rumores que apontavam ao contrário, a saga não deverá ter continuação.

Coprodução portuguesa “O Caderno Negro” selecionada para Festival de Cinema de Toronto


A longa-metragem "O Caderno Negro", uma coprodução luso-francesa, vai ser apresentada em estreia mundial na secção de cinema internacional contemporâneo do Festival de Toronto (Canadá).

A longa-metragem “O Caderno Negro”, uma coprodução luso-francesa realizada por Valeria Sarmiento e produzida por Paulo Branco, vai ser apresentada em estreia mundial na secção de cinema internacional contemporâneo do Festival de Toronto (Canadá), foi anunciado esta terça-feira.

O filme da realizadora chilena é inspirado na obra “Livro Negro de Padre Dinis”, de Camilo Castelo Branco, com argumento de Carlos Saboga, e foi um dos 48 selecionados deste ano para a secção “World Contemporary Cinema”, no Festival Internacional de Cinema de Toronto (TIFF, na sigla inglesa), que decorre entre 6 e 16 de setembro.

Em comunicado, o festival afirma que o programa deste ano apresenta filmes “luminosos” de 30 países – com uma forte presença da América Latina e da Europa de Leste – contando histórias de identidade, descrevendo dinâmicas familiares e fazendo declarações políticas ousadas. “Cada filme do ‘Contemporary World Cinema’ oferece um instantâneo do mundo e mostra a importância de uma produção global atraente”, disse Kerri Craddock, diretora de Programação do TIFF, acrescentando que “juntos, os filmes expõem a verdade, abrem fronteiras e cativam o público com as suas histórias profundas e fortalecedoras.”

“O Caderno Negro” também irá participar na edição deste ano do Festival San Sebastián, em Espanha, que terá lugar entre 21 e 29 de setembro, onde concorre ao grande prémio. O filme conta a história de um casal que, em pleno século XVIII, viaja de Roma a Paris, de Lisboa a Londres, e de Parma a Veneza, fazendo do espectador testemunha de “tenebrosas intrigas no Vaticano, a angústia de uma paixão fatal, um funesto duelo, a galanteria na corte de Versalhes, as convulsões da Revolução francesa e a ascensão do general Bonaparte”, segundo a sinopse do filme. A coprodução é assinada pela Leopardo Filmes e pela Alfama Films, em associação com a francesa CB Partners e APM Produções.

Em Toronto vai também estar o filme “Diamantino”, de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt, que terá a sua estreia norte-americana, ao encerrar o programa da secção “Midnight Madness”.

A organização do TIFF destaca que várias das “impressionantes” 27 estreias mundiais do programa são de veteranos do TIFF, como é o caso de “Belmonte”, do uruguaio Federico Veiroj, “The Other Story”, do israelita Avi Nesher, “Stupid Young Heart”, da realizadora finlandesa nomeada para Óscar Selma Vilhunen, “Quién te Cantará”, do espanhol Carlos Vermut, e “Look at Me”, do realizador Nejib Belkadhi, da Tunísia. O programa também destaca seleções de filmes que já cativaram audiências em todo o mundo este ano, como “I Do Not Care If We Go Down In History As Barbarians”, do realizador romeno Radu Jude, “Birds of Passage”, pela dupla de realizadores colombianos Cristina Gallego e Ciro Guerra, e ainda “Border”, do iraniano Ali Abbasi.

Robert Redford anuncia o fim da carreira. O último filme do ator de “Os Homens do Presidente” estreia em setembro


O ator Robert Redford anunciou o fim da carreira. A poucos dias dos 82 anos, o ator de "Os Homens do Presidente" decidiu deixar de representar mas coloca a hipótese de continuar a realizar.

O ator Robert Redford anunciou o fim da carreira. Numa entrevista à revista Entertainment Weekly, o ator de 81 anos confirmou que se vai retirar do cinema. O norte-americano já tinha anunciado a intenção de se reformar há dois anos: na altura, disse que deixaria de trabalhar depois de terminar os dois filmes que ainda tinha em produção, “Our Souls at Night”, que saiu em 2017, e “The Old Man & The Gun”, que estreia a 28 de setembro.

Nunca vou dizer nunca, mas concluí que é isto para mim em termos de representação e vou avançar para a reforma depois disto [o último filme] porque ando a fazer isto desde que tenho 21 anos. E pensei: ‘Bem, já chega'”, disse o ator, que completa 82 anos daqui a poucos dias.

Em 2016, quando disse pela primeira vez que iria deixar de trabalhar quando terminasse os dois últimos filmes, Robert Redford confessou que estava “a ficar cansado de representar” e fazer “take atrás de take atrás de take“. Ainda assim, o ator norte-americano não coloca de parte a hipótese de continuar a realizar: “Vamos ver”, disse à Entertainment Weekly.

A carreira do ator norte-americano começou nos anos 50 no teatro: estreou-se na Broadway, em Nova Iorque, e saltou para a televisão e para o grande ecrã já nos anos 60. O primeiro filme em que entrou, “Tall Story”, foi também a estreia de Jane Fonda no cinema – Redford e Fonda, duas figuras icónicas da representação nas últimas décadas do século XX, voltariam a encontrar-se noutros quatro filmes. Venceu o primeiro Globo de Ouro em 1965, quando encarnou o papel de uma estrela de cinema bissexual em “Inside Daisy Clover”.

Depois do sucesso inicial, o ator começou a rejeitar o estereótipo de protagonista masculino em histórias românticas e recusou papéis nos sucessos “Quem Tem Medo de Virginia Woolf?” e “A Primeira Noite”. Encontrou o espaço que queria em 1969, com “Butch Cassidy and the Sundance Kid”, que marcou também a primeira vez que contracenou com Paul Newman. O filme foi um enorme sucesso e tornou-o uma verdadeira estrela de cinema, pretendida pelos principais realizadores e argumentistas.

Marcou os anos 70 com os papéis em “The Way We Were”, onde formou par romântico com Barbra Streisand, “A Golpada”, que lhe valeu uma nomeação para o Óscar de Melhor Ator e onde voltou a contracenar com Paul Newman e “Os Homens do Presidente”, onde representou Bob Woodward, um dos jornalistas que revelou o escândalo Watergate.

Estreou-se na realização nos anos 80, com “Ordinary People”: o filme venceu os Óscares de Melhor Filme, Melhor Realizador para Robert Redford, Melhor Atriz Secundária e Melhor Argumento Adaptado. Cinco anos depois, protagonizou “África Minha” ao lado de MerylStreep– um dos maiores êxitos de bilheteira da década – e carimbou uma série de seis filmes com o realizador Sydney Pollack.

Já nos anos 90, realizou “As Duas Vidas e o Rio”, que trouxe atenção a um ainda jovem Brad Pitt, e entrou em “Proposta Indecente” e “Up Close & Personal” ao lado de Demi Moore e Michelle Pfeiffer, respetivamente. Reencontrou Jane Fonda no penúltimo filme onde trabalhou, “Our Souls At Night”, e aparece nos cinemas pela última vez em setembro, com “The Old Man & The Gun”, onde contracena com Casey Affleck e Elisabeth Moss.

Casou com Lola Van Wagenen, que desistiu da universidade para ficar com o ator, em 1958. Tiveram quatro filhos entre 1959 e 1970: o primeiro, Scott Anthony, morreu com apenas dois meses com síndrome de morte súbita infantil; a mais nova, Amy, seguiu as pisadas do pai e entrou em séries como “O Sexo e a Cidade” e “Os Sopranos”. O casal divorciou-se em 1985. Em 2009, já com 73 anos e sete netos, Robert Redford voltou a casar com a companheira de longa data, Sibylle Szaggars. Em 2016, o ator norte-americano recebeu a Medalha da Liberdade das mãos do então presidente dos Estados Unidos Barack Obama.


Sonho ou realidade? Acabou a dúvida: Michael Caine explica o final de "Inception"


O realizador Christopher Nolan teve de ajudar Michael Caine a perceber o que era realidade e sonho no seu filme. O ator acabou com o mistério que tem dividido os fãs desde 2010

Lembra-se de "Inception - A Origem"? E do mistério sobre o final? Michael Caine acabou com as dúvidas.

O filme realizado por Christopher Nolan era sobre uma equipa de ladrões que exploravam e manipulavam as diferentes camadas de sonhos existentes dentro das mentes das pessoas para servir os propósitos de quem os contratava.

A história estabelecia que o líder dessa equipa, Dominick Cobb (Leonardo DiCaprio) usava um pião como o totem pessoal para o ajudar a determinar se estava a sonhar ou não: se continuasse a rodar infinitamente, estava no sonho de outra pessoa; se caísse, estava no mundo real.

No final do filme, Cobb (Leonardo DiCaprio) via o passado criminoso ser apagado e reencontrava-se com os filhos e o pai (Michael Caine) nos EUA, onde estava proibido de entrar. Por via das dúvidas, colocava um pião a girar, mas acabava por não esperar para ver o que acontecia: a câmara movia-se então em direção ao pião a girar, mas o plano cortava abruptamente para o vazio.

Desde a estreia do filme no verão de 2010 que a ambiguidade deste desfecho tem sido discutida pelos fãs e o próprio Nolan tem contribuído para o mistério com respostas vagas. A sua teoria é que Cobb não queria saber se estava a sonhar ou não e chegou ao dizer aos licenciados da Universidade de Princeton que via o conceito de realidade no filme, como na vida, como algo completamente subjetivo.

Só que o realizador também vê o ator Michael Caine como o seu "amuleto" de sorte (fizeram sete filmes consecutivos que foram sucessos de bilheteira e de crítica) e teve de lhe contar o "segredo".

"Fiquei um bocado confuso quando recebi o argumento de 'Inception' e disse-lhe 'não percebo onde é o sonho'", explicou ao público antes de um visionamento do filme no festival de cinema de verão do canal Film 4 a 10 de agosto.

"Disse 'quando é que é sonho e quando é que é realidade?' Ele disse, 'Bem, quando estás presente na cena é realidade'. Portanto, fiquem com isto: se eu apareço, é realidade. Se não apareço, é um sonho", esclareceu.

Um regresso, uma estreia: "Os Simpsons" e "Family Guy" a caminho do cinema


A 20th Century Fox continua a avançar para novos projetos, apesar de várias fontes em Hollywood avançarem que o estúdio verá a sua atividade "drasticamente reduzida" quando terminar o acordo de fusão com a Disney, o que deverá acontecer em meados de 2019.

Enquando isso não acontece, os próximos planos passam por trazer para o cinema duas séries de animação de grande sucesso no canal FOX.

Numa delas, trata-se de um regresso que demorou muito tempo a anunciar: apesar de ter sido um grande sucesso comercial e de crítica, foram precisos 11 anos para ser dada luz verde oficial à sequela de "Os Simpsons: O Filme", o que acontece a poucas semanas de estrear a 30ªtemporada da série sobre a família mais disfuncionar de Springfield.

Em desenvolvimento também está a adaptação de "Family Guy", a clássica série de Seth MacFarlane que já vai em 17 temporadas, com uma curiosidade: o filme vai combinar a animação tradicional com ação em imagem real.

Antes já outra série de animação tinha recebido ordem para avançar: com "Bob's Burgers" a entrar na nona temporada, as aventuras da família Belcher chegam ao cinema a 17 de julho de 2020.

Segundo avançou o Wall Street Journal e mais tarde outras fontes em Hollywood, o estúdio quer revitalizar a sua abordagem na animação, procurando um novo parceiro após terminar o acordo de distribuição que existia com a DreamWorks Animation.

Claro que a Disney já tem animações suficientes, mas como refere o jornal, por agora os responsáveis da Fox "são obrigados a continuar a fingir que o estúdio" não irá ver a sua produção "drasticamente reduzida" após a fusão.

Realizador espicaça fãs: novo "RoboCop" no cinema pode ser o velho "RoboCop"?


Neill Blomkamp vai fazer "RoboCop Returns" e o regresso também pode passar pelo ator do primeiro filme.

São duas palavras publicadas nas redes sociais, mas foram as suficientes para espicaçar os fãs.

Hollywood vai fazer mais um filme "RoboCop" com o realizador Neill Blomkamp, que se vai chamar "RoboCop Returns" ["RoboCop regressa", em tradução livre].

Várias fontes avançaram que a esperança em Hollywood é que o projeto dê um nova vida à saga que começou em 1987 com o clássico "thriller" de ação e ficção científica de Paul Verhoeven "RoboCop - O Polícia do Futuro" (1987) onde Peter Weller interpretava o polícia de Detroit em 2028 às portas da morte transformado num super-polícia metade humano, metade robô.

O ator ainda regressou para o muito menos recordado "RoboCop 2" (1990) e agora, com 71 anos, a sua carreira tem passado mais pela televisão, em séries como "Sons of Anarchy" e "Dexter".

Ora o músico Dimitri Vegas escreveu no Twitter que esteve a rever o filme original na noite anterior e que "continua a ser um dos melhores", acrescentando que mal podia esperar para ver que novidades poderá trazer Neill Blomkamp. Mas também deixava uma pergunta: quem deveria interpretar o RoboCop?

E o realizador respondeu: Peter Weller.

Não se trata de um anúncio oficial, mas não deixa de ser sugestivo porque o plano para o novo projeto é continuar a história diretamente a partir do primeiro filme, que foi escrito por Ed Neumeier e Michael Miner, recuperando um argumento em que eles também trabalharam há 30 anos para uma sequela que acabou por não avançar.

O que tinha a história que chamou agora a atenção do estúdio MGM e de Neill Blomkamp? "Previu" que a estrela de um "reality show" iria concorrer à presidência dos EUA e ganhava.

Quando confirmou que ia ser o realizador, Neill Blomkamp (que chamou a atenção de Hollywood com o seu primeiro filme, "Distrito 9") também destacou a impacto que teve em si o clássico de 1987.

"Aquilo que me afetou em criança evoluiu com a passagem do tempo. Em primeiro lugar, o que foi mais forte foi o consumismo, materalismo e a economia de [Ronald] Reagan [presidente dos EUA], aquele tema da América dos anos 80 em esteróides. Mas conforme fui ficando mais velho, a parte que realmente teve impacto comigo foi a identidade e a procura de identidade", explicou.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Arranha-Céus

sábado, 21 de julho de 2018

Arranha-Céus


Género: Ação
Data de estreia: 12/07/2018
Título Original: Skyscraper
Realizador: Rawson Thurber
Actores: Adrian Holmes, Dwayne Johnson, Kevin Rankin, Neve Campbell, Pablo Schreiber, Roland Møller
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: EUA
Ano: 2018
Duração (minutos): 109
Sinopse:
O ícone global Dwayne Johnson lidera o elenco de “ARRANHA-CÉUS”, da Legendary, no papel de Will Ford, um antigo líder de uma equipa de resgate do FBI e veterano de guerra, que agora avalia a segurança de arranha-céus. Em trabalho na China, o mais alto e seguro edifício do mundo está em chamas e ele foi injustamente culpado por isso. Procurado e em fuga, Will tem que encontrar os culpados, limpar o seu nome e descobrir uma forma de salvar a sua família que se encontra presa dentro do edifício, acima da linha de fogo.

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Mamma Mia! Here We Go Again

terça-feira, 17 de julho de 2018

Mamma Mia! Here We Go Again


Género: Comédia, Musical
Data de estreia: 19/07/2018
Título Original: Mamma Mia! Here We Go Again
Realizador: Ol Parker
Actores: Lily James, Meryl Streep, Amanda Seyfried
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: Reino Unido e EUA
Ano: 2018
Duração (minutos): 108
Sinopse:
Dez anos depois de “Mamma Mia!”, um sucesso mundial, somos convidados a regressar à mágica ilha grega de Kalokairi, para um novo musical baseado nas músicas dos ABBA. Com o regresso do elenco original e novos elementos, como Lily James (“Cinderela” e “Baby Driver – Alta Velocidade”), Andy Garcia e Cher (vencedora de um Óscar® de Melhor Atriz). De regresso aos seus papéis de “Mamma Mia!” estão Meryl Streep (vencedora de três Óscares®) como Donna, Julie Walters como Rosie, e Christine Baranski como Tanya. Amanda Seyfried e Dominic Cooper voltam aos papéis de Sophie e Sky, enquanto Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård e Colin Firth (vencedor de um Óscar®) regressam como as três possibilidades de pais de Sophie: Sam, Bill e Harry. À medida que o filme avança e recua no tempo para mostrar como os relacionamentos do passado têm influência no presente, Lily James interpreta o papel da jovem Donna. Nos papéis das jovens Rosie e Tanya surgem Alexa Davies (“X+Y”) e Jessica Keenan Wynn (“Beautiful”, peça da Broadway). O jovem Sam vai ser interpretado por Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”), Josh Dylan (“Aliados”) será o jovem Bill e Hugh Skinner (“Kill Your Friends”) o jovem Harry.

domingo, 3 de junho de 2018

História do Cinema em Portugal - Os Anos Trinta



1. O êxito de A Severa serviu de detonador para uma nova «explosão» de cinema português. Os estúdios da Tobis vão crescendo rapidamente. As revistas cinematográficas batem-se pelo renascimento da produção nacional. Nessa altura são a «Invicta-Cine», o «Cinéfilo», a «Imagem» e o «Kino». É neste semanário, fundado por Lopes Ribeiro, em que colaboram regularmente Artur Portela, Norberto Lopes, José Gomes Ferreira, Olavo d’Eça Leal e André Massil, que vamos encontrar uma estatística dos filmes exibidos em Portugal, em 1930, que aponta para uma nítida «colonização» do nosso mercado pela produção americana: 574 filmes contra 143 franceses, 105 alemães, 19 ingleses, 6 russos, 3 dinamarqueses, 2 brasileiros, 2 mexicanos, 1 sueco, 1 austríaco e 1 japonês. Apesar desta importação maciça, o filme português iria ter, então, muito menos dificuldade em chegar ao público do que cinquenta anos mais tarde, atraindo ainda um número muito razoável de espectadores. Isto foi, talvez enganador e distraiu toda a gente da necessidade de se criarem estruturas e medidas proteccionistas que garantissem mercado e estabilidade para a produção nacional. 

Nos primeiros anos trinta vivia-se uma certa euforia. Enquanto Leitão de Barros pensa num novo filme, gente nova, que traz dos verdes anos um grande entusiasmo cinema, passa decididamente a meter a mão na massa. (Nessa altura ainda sem duplo sentido, muito embora não tarde Leitão de Barros a dizer, na revista «Movimento», que, em Portugal, as gentes de cinema se dividem em duas categorias: «os que amam e os que mamam...»). É, pois, com entusiasmo que se fazem e se aguardam os dois primeiros filmes sonoros totalmente realizados em Portugal: A Canção de Lisboa, de Cottinelli Telmo, superficial mas graciosa «comédia musical à portuguesa» que traz para o cinema esse espantoso actor que foi António Silva (ao lado da Beatriz Costa, do Vasco Santana e de Teresa Gomes, três grandes e populares figuras do teatro ligeiro); e Gado Bravo, que António Lopes Ribeiro realiza com a colaboração do alemão Max Nossek, alternando alguma coisa boa com muita coisa má, numa historieta inventada por um estrangeiro que arranca com algumas das mais belas imagens do Ribatejo jamais filmadas (a fotografia foi de Heinrich Gartner) e acaba por meter de tudo um bocadinho numa salgalhada de folhetim sentimental, em que os campinos são apenas a nota folclórica... Os dois filmes ― ambos estreados em 1934 ― foram muito bem acolhidos. Um esperançado optimismo reinava no mundo afecto ao cinema. Cottinelli Telmo não voltaria a filmar. Deixou, no entanto, um modelo de comédia (com algumas raízes no Parque Mayer) que, ao longo dos anos, viria a ser retomado com variantes menos felizes, de humor igualmente tranquilizante, assentes no talento e na popularidade de excelentes actores de teatro. De A Canção de Lisboa (em que aparece Manuel de Oliveira num papel secundário) ficou, sobretudo, uma cena de antologia: a eleição de miss costureira na associação recreativa de bairro. Cottinelli Telmo, que foi um dos bons arquitectos do seu tempo, e dirigiu a revista infantil «Abêcêzinho», faleceu em 18 de Setembro de 1948. Outros nomes vão aparecer. Jorge Brum do Canto, que ensaiara os primeiros passos cinematográficos com duas curtas-metragens «vanguardistas» (A Dança dos Paroxismos e Paisagem), surge em 1935 ao lado de Leitão de Barros numa segunda transposição para o cinema do romance de Júlio Dinis: As Pupilas do Sr. Reitor. Assina a planificação e trabalha nesse filme como assistente de realização. Essa segunda versão das Pupilas é ainda uma ilustração da obra literária, com algumas variantes e fugazes momentos de investigação plástica. Mais uma vez (e não seria a última) a obra literária é pegada pela rama, sem grande inspiração. Outro nome é Chianca de Garcia, recém-conquistado pelo cinema (que chegou a afirmar não ser uma arte), que em 1936 dá o seu grande passo, saltando do incipiente Ver e Amar para O Trevo de 4 Folhas e daí para Aldeia da Roupa Branca (1938), ambos com Beatriz Costa. Musicados e cantados, como era corrente na época, procuram sobretudo o entretenimento do espectador. No entanto, Aldeia da Roupa Branca, com algumas influências, aqui e ali, do cinema americano, apresenta-se com razoável desembaraço narrativo e uma certa frescura sacudida pelo dramatismo da corrida das carroças. O filme podia ser tomado como uma promessa, mas Chianca de Garcia ficou por aqui. Afirmar-se-ia muito mais como brilhante cronista do que cineasta. Artur Duarte ― homem já calejado no cinema, como actor de papéis secundários, em filmes alemães e filmes portugueses ― vem também tentar a sua chance como realizador, trazendo de novo para a tela Os Fidalgos da Casa Mourisca, com muito menos engenho e rigor do que George Pallu nos tempos do cinema mudo. Entretanto, Leitão de Barros faz mais dois filmes: um Bocage, com vistosa mise-en-scène, que inaugura o seu «cinema pseudo-histórico» de grande espectáculo (à escala portuguesa), e uma transigente comédia musical: Maria Papoila, dentro do tolerante «gosto popular». É do mesmo ano o primeiro filme «político» português, feito mais por oportunismo do que convicção por António Lopes Ribeiro, segundo um «pitoresco» argumento de Jorge Afonso e Baltazar Femandes. Chamou-se ele: Revolução de Maio. Se não me engano e a convicção não era tão pouca como isso ― nessa altura Lopes Ribeiro tinha-se alistado na Legião Portuguesa ― então o realizador, ao servir o fascismo, animando uma intentona de folhetim que não tinha nada que ver com a resistência ao regime, serviu-se mal do cinema e mal serviu o que pretendia servir. Mas talvez tenha servido a Lopes Ribeiro para, mais tarde, fazer, com enorme largueza de meios, um fastidioso Feitiço do Império. O que, ambos somados, não deu para um autêntico cinema político de exaltação salazarista e imperialista. O regime não produzia, por aqui, fruto que se espremesse... António Lopes Ribeiro nasceu em 1908. Exerceu o jornalismo e a crítica cinematográfica desde os princípios dos anos vinte. Fundou e dirigiu três revistas de cinema: «Imagem» (1928), «Kino» (1930) e «Animatógrafo» (1933). Realizou oito filmes de longa-metragem e cabazada de documentários de propaganda, dentro do espírito do SNI (isto é: como documentarista «oficial» do regime) e mais uma dezena deles, menos comprometidos, sobre monumentos, artes e indústrias. Durante cerca de três décadas, Lopes Ribeiro estará presente em cada dobrar de esquina do cinema português. Dinâmico, arguto e empreendedor, espelha-se nas suas múltiplas actividades e intervenções, raramente desinteressadas, nem sempre coerentes, muitas vezes contraditórias. (Tão depressa é capaz de deitar foguetes à jovem República espanhola ― ver «Kino», n.º 52 ― como dar vivas ao Estado Novo português; exaltar os filmes de Charlot, como desencadear um ataque feroz a Charles Chaplin.) Crítico cinematográfico, cronista, cineasta, produtor de filmes, encenador de teatro, com bedelho metido em (ou por trás de) quase tudo quanto ao cinema em Portugal diz respeito, com uma personalidade complexa e pronta capacidade de acção, António Lopes Ribeiro foi paladino de boas e de más causas. No meio dos seus acertos, desacertos, opções e reviravoltas, nem tudo é de rejeitar de entre tantas coisas em que se meteu. É no conjunto de tudo isso que deverá ser julgado. Retomando um dizer (já aqui citado) de Leitão de Barros, direi que Lopes Ribeiro amou sinceramente o cinema e mamou da teta dele alegremente. Depois de Revolução de Maio e de Feitiço do Império, António Lopes Ribeiro saltou para a comédia satírica (O Pai Tirano, feito, no parecer de Félix Ribeiro, «com malícia, com carinho e bom humor», numa tentativa de tomar um jeito, menos subtil, à René Clair) e daí passou para as adaptações de obras literárias, trazendo de novo ao écran Camilo, Eça de Queiróz e André Brun. Com algum acerto mas sem grande imaginação recriadora, essas obras balançaram entre, o cine-teatro conscientemente assumido e a ilustração (aliás cuidada) de uma narrativa pré-existente. Nos casos de Amor de Perdição (1943) e de O Primo Basílio (1959), os personagens de Camilo e de Eça tomaram configuração física mas perderam densidade humana, social e psicológica. E passou-se por alto pela possibilidade de, pelo menos, esboçar a pintura de uma época e de uma sociedade (o que, de resto, não estava nos propósitos primeiros do realizador). No entanto, os filmes de Lopes Ribeiro ― nestas abordagens da Literatura e do Teatro ― foram degraus que se procurou franquear, característicos da lenta caminhada duma incipiente cinematografia, mesmo quando aplicado algum cuidado, alguma ambição e boa vontade... Não quero, porém, adiantar-me mais sobre o tempo. Estávamos no fim dos anos trinta. Voltemos lá e retomemos o fio cronológico dos acontecimentos. 


2. Por vezes com um só filme de longa-metragem por ano, por vezes com três ou quatro, o cinema português lá vai andando, pé aqui, pé ali, inseguro do futuro que o espera, sem rumo certo a que aproar. É aqui que surge Brum do Canto com A Canção da Terra, cujo lirismo e pureza de meios a tornaram uma película memorável. A propósito deste filme escreveria Nobre: «A austeridade de processos não exclui haver pancadaria a mais e uma canção amena. O lirismo atinge o excesso quando o martírio do Pai é, simbolicamente, coroado por uma auréola. Mas tudo isso é secundário ante a ternura e humanidade com que é visto o povo na sua luta ante a Natureza adversa, no seu amor simples, no seu heroísmo humilde ― naquela seca que nos convence, naquela expectativa ante as nuvens que passam, naquele belo e tão enternecido casamento místico e simbólico, com o anel do cajado, ante as ruínas de uma ermida. Há verdade, poesia, sinceridade, dignidade, sem esquecer a linguagem estética duma obra de arte.» (in Singularidades do cinema português). A Canção da Terra parecia continuar uma via apontada por Maria do Mar e a muitos levou a depositar grandes esperanças em Brum do Canto e num cinema que cada vez mais se aproximasse do povo português, de uma realidade bem portuguesa que, através da sua particularidade, atingisse o universal. Mas, «quando lógico parecia deverem os cineastas insistir nessa via (escreveria ainda Roberto Nobre) logo a abandonaram e foram experimentar o enjoativo filme histórico, a comédia mais ou menos americanizada e, no maior número de vezes, com o faduncho e o popular pejorativo». Em certo momento da história do nosso cinema, os filmes mais prometedores nasceram de um impulso criador, de um entusiasmo sem premeditação, de amor pelo próprio cinema e revelaram boas faculdades dos seus autores. «Mas logo também renunciaram, negligentemente, a essas suas boas faculdades.» E cito novamente Roberto Nobre: «A inquietação intelectual descobre os segredos da arte do cinema e só mais tarde o negócio vem aproveitar-se disso. Em Portugal o cinema nasceu ao contrário. Pode mesmo dizer-se que, mesmo antes de haver cinema, houve logo o negócio de se fazer cinema. Nunca houve D. Quixote, mas sempre a sensatez ambiciosa de Sancho. Nunca pretendeu ser um sonhador ingénuo. Quis logo ser prudente, prático e lucrativo.» (Entre parêntesis, direi que D. Quixote acabou por aparecer e se afirmar entre os cineastas portugueses. E estou a pensar, evidentemente, em Manuel de Oliveira). A trajectória de Brum do Canto veio dar razão àquelas palavras de Roberto Nobre. Se exceptuarmos Lobos da Serra (1942), as concessões vão-se acentuando na obra deste cineasta: João Ratão (1940), Fátima, Terra de Fé (1943), Um Homem às Direitas (1944), Ladrão Precisa-se (1946). A sua intuição e as suas reais capacidades «dispersaram-se por experiências em todos os sentidos e as mais perigosas», dirá ainda Roberto Nobre, «mas permitem-lhe atingir frequentemente bom nível cines tético quando as concessões o não perturbam». O mal é que o perturbam frequentemente... As concessões e as convicções. O que não retira ao conjunto da sua obra um evidente relevo dentro do cinema português dos anos 40/50. 


3. Note-se que, à data de A Canção da Terra (1938), as inquietações e ideias renovadoras que agitam as Artes Plásticas e as Letras não têm reflexo no cinema português. Mas é de assinalar o interesse e a atenção que ao cinema dedicam revistas e jornais como «Presença», «O Diabo», «Sol Nascente», «Seara Nova». Alguns poetas escrevem mesmo sobre cinema: José Gomes Ferreira, António Botto, José Régio, Adolfo Casais Monteiro (estes dois na «Presença» e na revista cinematográfica portuense «Movimento», fundada por Armando Vieira Pinto em 1933). Mas os intelectuais não têm força suficiente para imprimirem novos rumos ao cinema nacional, que não se consolida nem como forma de expressão artística nem como indústria, e lá vai seguindo conformado e conformista, quietinho e bem comportado... Mas não tão inocente como isso. Na aparência de querer «não ter nada com a política» (o cinema é para a gente se entreter, rir um pouco, chorar um bocadinho, não é?...) esse cinema, com raras excepções e por muito tempo, irá funcionar perfeitamente dentro da política do regime: espelhar a imagem e os modos que se pretende fazer crer que são os deste bom povo ― probrete mas alegrete, sentimental e marialva, com oito séculos de história e um império (a respeitar), conformado e feliz com a sua simplicidade, a sua ração diária de alpista, a festa brava, o fado e o sol sobre o Tejo. E se não dança o vira, vai nas marchas do Santo António, sem complexos, sem inquietações ou angústias, sem interrogações ou revoltas, sem outros problemas senão os que se resolvem com uma conciliação, uma conversão ou um casamento. A censura viria, depois, zelar por que essa imagem não fosse perturbada. 

4. No fim dos anos trinta, Manuel de Oliveira estava «arrumado». Por força de circunstâncias adversas, o cinema português foi desfalcado de obras que poderiam ter ficado como retrato fiel de um povo, de uma época e de determinados extractos sociais. Que seriam, também, obras de investigação formal. Por volta de 1933/34, Manuel de Oliveira chegou a acariciar um grande projecto que esteve a pontos de se concretizar: um documentário de longa-metragem, romanceado, sobre o Vinho do Porto ― vasto e imponente fresco da vida rude, ingrata, sem amanhã, dos trabalhadores da região duriense cujo suor e labor de escravos foi enriquecendo produtores, armazenistas, exportadores. Chamar-se-ia Gigantes do Douro. O Instituto do Vinho do Porto devia subsidiá-lo. Mas não gostou da maneira como Manuel de Oliveira abordava o assunto... e roeu a corda já depois de assinado um contrato. Outros filmes se frustraram: Luz (ensaio vanguardista puramente visual), Roda (curta-metragem de enredo de feição surrealista), A Mulher que Passa (comédia dramática que seria uma procura de novos meios de expressão cinematográfica com subtis notas de humor e de sátira sobre a burguesia desportiva e boémia do Porto) e Prostituição (filme do underground urbano, inspirado em casos e pessoas verídicos, obra de análise de sentimentos, situações e comportamentos, dentro de uma realidade clandestina: as «casas de passe», as ruelas suspeitas e a sua vida oculta, os «cabarets», os bares, tendo por detrás a paisagem humana e social de uma cidade (o Porto) e de uma época (os primeiros anos trinta). Mas estava escrito: depois do Douro, Faina Fluvial, Manuel de Oliveira teria de esperar dez anos para encontrar uma nova oportunidade de filmar! Surgiu essa oportunidade quando lhe ofereceram os meios materiais para rodar um despretencioso documentário sobre Famalicão, que ele aceitou fazer, sobretudo, pelo gosto de voltar a manejar uma câmara de filmar. Logo a seguir, António Lopes Ribeiro (que tinha criado uma empresa produtora de filmes) oferece-lhe a chance de realizar Aniki-Bóbó, seu primeiro filme de enredo. Verdade se diga, nos meios cinematográficos lisboetas só Lopes Ribeiro «jogaria» na capacidade do jovem cineasta portuense, dando-lhe a mão pela segunda vez... contra a oposição de muita gente. Tinha franqueado o limiar dos anos quarenta, década que viria a dar ao cinema português quarenta e cinco novos filmes e muito pouco cinema... Desse período trataremos a seguir. Caracterizam-no alguns filmes, a publicação da Lei n.º 2027, dita de protecção ao cinema nacional, o aumento da repressão sobre o cinema e a eclosão do movimento cineclubista rigorosamente vigiado. A segunda grande Guerra Mundial tinha posto a Europa em fogo. Muitos refugiados passaram por cá em situações dramáticas. Embora não envolvido directamente no conflito, Portugal não deixou de ser afectado por ele. Por aqui andou também a espionagem. Houve as negociatas do volfrâmio. Um clima de ansiedade e inquietação perturbou-nos muitas vezes. Houve também esperanças que se perderam... O cinema português passou ao lado de tudo isso. Alegremente. Como vai passando, nos anos 40/50, ao lado dos autênticos sentimentos, das carências e revoltas, dos preconceitos, dos hábitos, das aspirações, dos temores, das fraquezas e heroísmos de que é feita a alma da gente portuguesa; o que levará Luís Neves Real a escrever que «foi nos filmes italianos do após guerra (Dois dias fora da vida e Sonhando pelo caminho) que sentiu perpassar uma forte e inconfundível rajada, meio picaresca meio sentimental, mas digna e sempre humana, de vida portuguesa...» que faltava no cinema português. Manuel de Oliveira virá a ser, até ao princípio dos anos sessenta, um caso isolado e totalmente à parte. 

Informação retirada de Breve História do Cinema Português (1896-1962) de Alves Costa


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Postais Antigos - Pola Negri


quinta-feira, 31 de maio de 2018

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terça-feira, 29 de maio de 2018

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domingo, 27 de maio de 2018

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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Postais Antigos - Lawrence Gray


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Deadpool 2 - Trailer

Deadpool 2


Data de estreia: 15/05/2018
Título Original: Deadpool 2
Realizador: David Leitch
Actores: Ryan Reynolds, Josh Brolin, Morena Baccarin
Distribuidora: Big Picture 2
País: EUA
Ano: 2018
Duração (minutos): 110

Sinopse:
O desbocado mercenário da Marvel está de volta! Maior, melhor e ocasionalmente mais despido do que nunca. Quando um super soldado chega numa missão assassina, Deadpool é forçado a pensar na amizade, família e o que realmente significa ser um herói - tudo isso enquanto dá cabo de 50 sombras de tudo o que mexe. Porque, às vezes, para fazer o que está correto, é preciso jogar sujo.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Postais Antigos - Laura La Plante


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Postais Antigos - Josephine Dunn


sábado, 19 de maio de 2018

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quinta-feira, 17 de maio de 2018

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terça-feira, 15 de maio de 2018

Postais Antigos - Florence Vidor


domingo, 13 de maio de 2018

Postais Antigos - Clara Bow


sexta-feira, 11 de maio de 2018

Postais Antigos - Clara Bow


quarta-feira, 9 de maio de 2018

Postais Antigos - Clara Bow


Han Solo: Uma História de Star Wars (Solo: A Star Wars Story) // Trailer

Han Solo: Uma História de Star Wars


Género: Aventura
Data de estreia: 24/05/2018
Título Original: Solo: A Star Wars Story
Realizador: Ron Howard
Actores: Alden Ehrenreich, Woody Harrelson, Emilia Clarke
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: EUA
Ano: 2018

Sinopse:
Entre a bordo da Millennium Falcon e parta para uma galáxia distante, nesta nova aventura de Star Wars, desta vez com o vigarista mais popular da galáxia. Depois de uma série de aventuras perigosas no submundo do crime, Han Solo faz amizade com o co-piloto Chewbacca e conhece o jogador com má reputação Lando Calrissian, numa jornada que irá definir o caminho de um dos heróis mais improváveis da saga Star Wars.

Um lugar silencioso (A Quiet Place) // Trailer legendado

Um Lugar Silencioso


Género: Thriller
Data de estreia: 03/05/2018
Título Original: A Quiet Place
Realizador: John Krasinski
Actores: John Krasinski, Emily Blunt, Cade Woodward
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: EUA
Ano: 2018
Duração (minutos): 90

Sinopse:
Uma família vive em absoluto silêncio, ameaçada por misteriosas criaturas que caçam através do som. Com John Krasinski e Emily Blunt como protagonistas.

Vingadores: Guerra do Infinito



Género: Ação
Data de estreia: 25/04/2018
Título Original: Avengers: Infinity War
Realizador: Anthony Russo e Joe Russo
Actores: Robert Downey Jr, Chris Hemsworth, Scarlett Johansson
Distribuidora: NOS Audiovisuais
País: EUA
Ano: 2018
Duração (minutos): 155

Sinopse:
Após 10 anos de uma viagem cinematográfica sem precedentes e que abrange todo o universo cinematográfico Marvel, "Vingadores: Guerra do Infinito" traz ao grande ecrã o maior confronto de todos os tempos. Os Vingadores e os seus aliados Super-Heróis devem estar dispostos a sacrificar tudo para tentarem derrotar o poderoso Thanos antes que o seu ataque de devastação e ruína acabe com o universo.

Vingadores: Guerra do Infinito (Avengers: Infinity War) // Trailer II legendado

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Postais Antigos - Brigitte Helm


sábado, 5 de maio de 2018

Postais Antigos - Bébé Daniels


quinta-feira, 3 de maio de 2018

Postais Antigos - António Moreno


terça-feira, 1 de maio de 2018

Daryl Hannah

Teve uma carreira de grande sucesso nos anos 80 mas acabou por ficar quinze anos desaparecida. Já foi eleita a mulher mais bonita do mundo e esteve em alguns dos maiores sucessos da década de oitenta. Mas se não fosse por Tarantino, talvez ainda estivesse no esquecimento...

Daryl Christine Hannah nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Chicago. Quando era muito jovem foi-lhe diagonesticada uma doença muito semelhante ao autismo, mas felizmente a doença não se desenvolveu. Na escola era a estrela da equipa de futebol e mais tarde teve romances como a estrela rock Jackson Browne e com John Kennedy Jnr. Mas a sua grande paixão foi sempre a representação.
Estreou-se com 18 anos no cinema no filme The Fury mas foi em 1981 que deu nas vistas em Hard Country. O seu grande papel chegaria no ano seguinte no épico futurista de Ridley Scott, Blade Runner, onde encarnou um androide de forma espantosa. Hollywood estava rendida ao seu talento e em 1984 novo sucesso de bilheteira com Splash, filme onde viveu a mais sedutora sereia da história do cinema.
Os anos 80 foram realmente a sua era dourada. Os seus desempenhos em Roxanne, Wall Street e Steel Magnolias confirmaram-na como uma das melhores actrizes da sua geração. A sua beleza e o seu talento eram uma combinação fatal.


Curiosamente, de um momento para o outro, a sua carreira pareceu estatelar-se no chão. Os grandes papeis não apareciam e Hannah dividia-se em comédias como Grumpy Old Men e pequenos papeis em filmes dramáticos como Memories of the Invisible Men.
Uma carreira que vivia agora mais da sua beleza - ela que foi uma das mais bem sucedidas playmates da década - do que dos seus talentos como actriz.
Acabaria por ser Quentin Tarantino - mestre em revitalizadores de carreiras - a recuperá-la para o cinema em Kill Bill v2, papel pelo qual iria conquistar a critica acabando mesmo por vencer o Lumiere para Melhor Actriz Secundária.
Resta saber se este filme irá trazer, na ternura dos 40, o melhor de Hannah que foi sucessivamente desaproveitado durante os últimos quinze anos.

domingo, 29 de abril de 2018

Alyson Hannigan

Para uns, ela será sempre Willow, a fiel ajudante de Buffy na serie de culto para muitos jovens. Para outros ela é a eterna Michelle, sempre atrevida e com uma boa história para contar como acontecia invariavelmente em American Pie. Resta saber se o futuro será tão positivo para a jovem actriz como se espera que venha a ser...

Apesar de já contar com trinta e um anos de idade, Hannigan tem apenas sete filmes no seu curriculo. Parece pouco mas a verdade é que hoje são poucos os mais atentos cinéfilos que não a conhecem.

Nascida a 24 de Março de 1974 na capital dos Estados Unidos, Washington D.C., foi em Atlanta que cresceu, resultado do precoce divórcio dos seus pais. Foi na capital da Geórgia que começou a sua carreira no mundo do espectáculo com apenas 4 anos, a fazer spots publicitários para marcas tão distintas como a Oreos ou a Coca Cola.
Foi preciso esperar até 1988 para entrar a sério na arte de representação. Primeiro como convidada em algumas séries, caso da popular Rosanne, e depois como uma das personagens em Free Spirit, uma serie sobre jovens bruxas. Antes disso tinha tido pequenos papeis em dois filmes de baixissimo orçamento, Impure Thoughts e My Stepmother is an Alien. Este último acabou por se tornar num dos grandes sucessos do ano, ajudando o nome de Hannigan a entrar pela primeira vez nos ouvidos do público, e mais importante, dos responsáveis pelos estúdios.


Em 1991 fez o seu primeiro telefilme, Switch at Birth, e só quatro anos depois - após ter terminado os estudos secundários - voltou a representar, curiosamente num outro telefilme de nome The Stranger Besides Me. No ano seguinte fez dois novos filmes. A Case for Life no cinema e um telefilme sobre abusos sexuais de nome For My Daughter Honour. Até esse momento a sua carreira era igual à de muitos jovens. Mas foi então, já estavamos em 1997, que chegou o convite para integrar o jovem elenco da serie televisiva Buffy the Vampire Slayer. O seu papel de ajudante rapidamente ganhou destaque e a sua popularidade cresceu, primeiros entre os seguidores da serie e depois junto do público mais jovem em geral. Era o primeiro passo para a fama.


Enquanto fazia Buffy, a jovem Alyson Hannigan teve ainda tempo para fazer dois filmes. Nenhum deles - tanto Dead Men on Campus como Star Wayley Wagner - teve sucesso mas isso não beliscou a sua carreira. Isto porque em 1999 fez-se de novo magia. Depois de vários castings para o papel, Alyson Hannigan conseguiu convencer os produtores de American Pie a deixarem-na viver a divertida e sexualmente precoce Michelle, hoje famosa entre os jovens pela frase "one time on band camp". O filme foi o sucesso que se conhece e Hannigan capitalizou-o ao máximo. De personagem secundaria no primeiro filme, foi ganhando destaque no segundo episódio, acabando por "casar" no terceiro. Era ela a rainha da serie, e o seu nome estava já escrito a letras douradas. Depois do sucesso de Buffy, este triplo box-office hit provou que havia ali qualquer coisa pronta a ser explorada. Por isso agora Hannigan espera, por outros papeis, pelo bilhete que a leve até bem alto.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Bridget Moynahan

Começou nas passerelles mas já encanta milhões com as suas performances seguras e sensuais. Uma actriz com um futuro incrivel, pelo menos a avaliar pelo que podemos ver até agora.

Nascida a 21 de Setembro de 1979 na pequena localidade de Binghonton no estado de Nova Iorque, a sua formação nunca foi a de actriz. Pelo contrário. Começou por ser modelo profissional e durante a década de 90 fez diversos trabalhos para alguns dos estilistas mais reputados do meio. Só quando chegou o novo milénio é que apareceu o cinema na vida da jovem Bridget.
Row Your Boat, filme de promoção para Jon Bon Jovi, foi o seu primeiro passo no cinenam com um papel secundarissimo. Nesse aliás a actriz fez cinco filmes. Houve ainda tempo para papeis em Trifting With Fade, In the Weeds e Whiped. E no final do ano estreou Coyote Ugly que catapultou-a para a ribalta.



Coyote Ugly foi um dos grandes sucessos do ano e aproveitou para lançar uma serie de jovens e belas actrizes. Bridget foi uma delas. O seu papel de Rachel ajudou-a a ser considerada uma das 100 actrizes mais sexys do mundo.
No ano seguinte houve mais dois filmes que foram um sucesso de bilheteira e que ajudaram a fazer a sua carreira levantar voo. Primeiro foi Serependity com John Cusack e Kate Beckinsale. E depois foi o seu pequeno papel em Sum of All Fears com Ben Affleck.


Com The Recruit e I, Robot, ficou provado o seu talento em representar e seduzir, tanto os colegas de cena como o grande público. O seu nome começou a ser cada vez mais falado junto dos estúdios e não é novidade para ninguém que ela é hoje um dos nomes mais pensados para uma serie de papeis. O único que está confirmado é o de Lord of War, onde vai estar lado a lado com Nicholas Cage e Ethan Hawke.

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Cameron Diaz

Quando deu os seus primeiros passos num filme deixou Jim Carrey de lingua para fora. Mas apostamos que não foi só o actor de Mask. A partir desse momento foi sempre a subir para a jovem Cameron Diaz. Resta saber como se vai resolver a incógnita que é o seu futuro...

Se houvesse alguma actriz para definir o que é o melting pot norte-americano, ela seria a escolha certa. Mistura de sangue alemão, irlandês, cubano e americano, Diaz é a prova viva de que a mistura tem os seus resultados positivos.
Nascida a 30 de Agosto de 1972 em San Diego, a sua carreira começou nas passerelles - como muitas actrizes de hoje - mas acabou por se afirmar no cinema no final dos anos 90.
Aos 16 anos saiu de casa e viveu em locais remotos que vão do Japão a Marrocos. Quando voltou, aos 21 anos, decidiu ser actriz. Os dias de modelo já tinham passado. A sua figura esbelta de loira com olhos azuis convenceu os produtores do filme The Mask que a contrataram para viver a partneire de Jim Carrey. O filme foi um sucesso retumbante e Diaz saltou de imediato para as capas de revista um pouco por todos os Estados Unidos.
Nos anos seguintes apareceria em algumas divertidas comédias como The Last Supper, Feeling Minessota e Key´s To Tulsa, antes de se defrontar com Julia Roberts no grande sucesso My Best Friends Weeding.


Sempre tentando mostrar a sua versatilidade - fez casting para filmes como Mortal Kombat e Wakening the Dead - foi nas comédias que a actriz teve maior sucesso. Em 1998 conseguiu o seu maior êxito na divertida comédia dos irmãos Farrely, Theres Something About Marry. Por esse papel tornou-se uma estrela mundial e lutou até ao fim pelo óscar, que viria a perder para Gwyneth Paltrow. A partir daí a sua carreira ficou definitivamente lançada. No ano seguinte entrou no primeiro filme escrito por Charlie Kauffman, Being John Malkovich e ainda no último sucesso de Oliver Stone, Any Given Sunday. A sua carreira estava a passar pelo ponto mais alto quando decidiu aceitar o convite de Drew Barrymore para entrar em Charlies Angels. Depois disso houve ainda tempo para ser a voz de Fiona no primeiro Shrek e de entrar na adaptação de Abre los Ojos ao lado de Penelope Cruz e Tom Cruise, no filme Vanilla Sky.


Estavamos em 2002 quando atingiu o seu ponto mais alto como actriz dramática. Foi no flop de Martin Scorsese Gang´s of New York. A partir daí tudo seria diferente. Os estúdios não gostaram da forma como deu vida à anti-heroina de Gangs e voltaram a enviar-lhe papeis de comédia, como os que lhe tinham moldado a carreira nos anos 90. Diaz passou a ser mais selectiva, deixando de fazer três a quatro filmes por ano. Tornou-se na segunda actriz mais bem paga do mundo quando fez Charlies Angels II - The Full Throttle, e voltou a Shrek mais uma vez. Para este ano há grande expectativa para ver como se safa nas mãos de Curtis Hanson em In Her Shoes e para o futuro estão já agendados mais dois Shrek´s e ainda WASP, um filme que tmbém produz.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Cate Blanchett

É uma das mais talentosas actrizes da sua geração. Venceu este ano o seu primeiro óscar que poderia ter sido já o segundo o que diz muito do seu talento como actriz. Muitos não têm pejo em afirmar que ela é a grande actriz do futuro.

Nascida a 14 de Maio de 1969 em Melbourne na longinqua Austrália, Cate Blanchett é um dos grandes valores que têm chegado do outro lado do mundo directamente para o grande ecrãn. Há dez anos que brilha intensamente diante dos inumeros fãs que foi coleccionando com o passar dos anos e agora, com trinta e cinco anos, dela espera-se sempre o melhor.
Foi em 1992 que Blanchett acabou o seu curso em Artes Dramáticas. Desde pequena que tinha sonhado em ser actriz e agora tinha um diploma a comprovar que esse sonho estava a caminho de se tornar realidade. Mas antes do cinema veio o teatro e logo no seu primeiro ano brilhou de tal forma que ganhou o prémio de revelação do ano do teatro australiano. E nesse mesmo anoseria eleita a melhor actriz, o que acontecia pela primeira vez na história do teatro australiano. Foi nesse ano também que se estreou numa serie televisiva, Heartland, pelo qual a critica também se apaixonou. Até 1997 dividir-se-ia entre series australianas e norte-americanas. Mas nesse ano chegou o cinema. O seu filme de estreia, Paradise Road não foi um grande sucesso mas o seu nome ficou. Aliás nesse ano o seu desempenho em Oscar and Lucinda foi tido como um dos melhores e mais sub-valorizados.


Mas o seu melhor desempenho até hoje chegou em 1998. Cate Blanchett foi Elizabeth, numa performance absolutamente notável que quase lhe valeu o primeiro óscar. O que seria inteiramente justo porque foi sem dúvida nenhuma a grande actriz do ano. As diversas vitórias nas associações de criticos e na categoria de Globo de Ouro Drama assim o provavam.
O ano seguinte foi extremamente prolifero, com cinco diferentes performances incluindo uma de destaque no filme The Talented Mr. Ripley. O primeiro ano do novo milénio não foi tão bem sucedido em termos profissionais, mas o nascimento do seu primeiro filho deu-lhe novo animo. E em 2001 houve não só The Shipping News e Charlotte Grey mas principalmente Lord of the Rings, a trilogia que transformou Blanchett no elfo Galadriel. Assim seria nos dois anos seguintes, tendo dado a Blanchett a oportunidade de participar na maior saga da história do cinema.


Em 2003 o ano foi positivo em termos de desempenhos com Veronica Guerin e The Missing a ser êxitos da critica, havendo mesmo quem tivesse colocado a hipótese de uma segunda nomeação ao óscar. O que não aconteceu senão este ano com o seu desempenho como Katherine Hepburn em The Aviator. Aplaudida pela critica, Blanchett venceu a grande parte dos prémios da critica, e acabou mesmo por ver o seu ano coroado por uma doce vitória nos óscares, a única importante do filme de Scorsese. Isto num ano onde houve também o seu desempenho em The Life Aquatic of Steve Zissou, filme ainda por estrear em Portugal.
Para 2005 esá prevista a sua presença em Little Fish, e no ano seguinte fala-se de uma eventual continuação de Elizabeth de seu nome Golden Age. A prova de que a carreira de Blanchett, que já foi coroada a ouro, ainda está a começar. Venha o futuro!

sábado, 21 de abril de 2018

Catherine Zeta-Jones

Começou como actriz de telenovelas e quis ser cantora. Acabou por tornar-se numa estrela de cinema. Conhecida mundialmente pelo seu talento, pela sua beleza e pelo milionário casamento, ela é hoje uma das bandeiras do Pais de Gales.

Nasceu em 1969, a 25 de Setembro na cidade portuária de Swansea em Gales. Filha de operários, foi na moda e na música que primeiro se destacou. Chegou a ter um single no programa Top of the Pops e fez várias passagens de modelos antes de embarcar na sua primeira aparição no cinema. O papel não podia ser mais sujestivo. Foi o de Sherezade, pelo qual deu logo a notar os seus atributos fisicos, literalmente expostos, mas também algum talento. A seguir a este filme cujo nome fica para a história como Les Mille et Une Nuits, chegou a sua estreia na televisão. A serie era The Darling Buds of May e fez dela uma cara conhecida no Reino Unido. Em 1993 entraria em The Adventures of Young Indiana Jones, antes de fazer de entrar em Cristopher Colombus: The Discovery.
Até meados dos anos noventa os seus papeis seriam maioritariamente secundários e nenhum ligado a grandes produções. O salto aconteceu já em 1998 no aplaudido filme The Mask of Zorro.


Ao contracenar com Antonio Banderas e Antonhy Hopkins, a bela Zeta-Jones pode pela primeira vez mostrar todo o seu valor. E foi de tal forma convincente que no ano seguinte estava ao lado de outro peso pesado, Sean Connery, no thriller The Entrapment. A vida corria-lhe bem. Seguir-se-iam alguns papeis menores, incluindo uma aparição em High Fidelity e um poderoso desempenho em Traffic, ambos filmes de 2000. Por essa altura era o casamento milionário com Michael Douglas que atirava Catherine para as capas dos jornais e revistas. Depois de ter o seu primeiro filho, foi a vez de voltar ao ataque. O seu sonho era voltar a cantar e a dançar como no inicio da sua carreira. E como em Hollywood os sonhos tendem a tornar-se realidade houve magia.


O filme era Chicago, a música All That Jazz. O resultado final foi um sucesso junto do público, o aplauso da critica pelo seu talento multi-facetado, e o óscar da Academia de Hollywood. Quem diria que em tão pouco tempo a actriz galesa iria impor-se de forma tão concludente.
Na ressaca pós-óscar houve alguns desempenhos secundários interessantes, mas nenhum dele ao nivel dos anteriores. Dois deles, Intorable Cruelty e Ocean´s Twelve, foram ao lado de George Clooney. Um outro, The Terminal, foi acompanhado por Tom Hanks.
Afirmando-se definitivamente como uma das grandes, os próximos anos estão preenchidos ao máximo. Este ano há a estreia da sequela de The Mask of Zorro, o filme que a catapultou para a glória. Para 2006 está já em andamento a sua primeira produção, Coming Out. E outros projectos são aguardados. Afinal, a bela galesa é hoje uma das actrizes mais requisitadas do meio.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Denise Richards

Uma das mais sedutoras e desejadas actrizes da sua geração, a sua passagem por filmes de acção tem marcado a sua carreira de forma muito positiva. Resta saber se algum dia se aventurará em águas mais profundas.

Denise Lee Richards nasceu a 17 de Fevereiro de 1972 em Downers Grove, no estado do Illinois.
Desde pequena que se preparou para ser actriz. Estudou artes dramáticas em Nova Iorque. O seu primeiro papel chegou, mas sim na televisão na serie Life Goes On. Depois apareceu num conjunto de series de grande sucesso como Melrose Place, Married with Children e Seindfeld como convidada especial. A estreia no cinema chegou em 1993 no filme National Lampoon's Loaded Weapon 1. Depois haveria ainda um conjunto de papeis em filmes de acção de pequeno orçamento. A sua carreira daria um salto apenas em 1997 no filme Starship Troopers. Ao lado de Casper van Dien, a bela Richards ajudou a transformar este filme de ficção cientifica num verdadeiro filme de culto que chegou mesmo a ter direito a sequela. Era o seu primeiro papel de destaque.


O seu papel mais popular chegaria no ano seguinte no filme Wild Thing. Ao lado da actriz Neve Campbell, a jovem actriz brilhou num thriller erótico em que surpreendeu tudo e todos por ter cenas de sexo lésbico com Campbell. Algo que depois lhe pediriam para repetir com insistência, e que chegou a fazer de uma forma mais soft na serie televisiva Spin City.
Em 1999 seria bond-girl em The World is Not Enough. Apesar de ter sido eleita a 3º mais sexy bond girl de sempre, com razões para isso, acabou por vencer o Razzie para pior actriz secundária do ano, o que abalou um pouco a sua emergente carreira.


Por essa altura já tinha casado com o actor Charlie Sheen e estava a dedicar-se mais a series televisivas. Mesmo assim ainda entrou ao lado de Kirsten Dunst em Drop Dead Gorgeus, fazendo Valentine no ano seguinte.
Nos últimos anos o seu nome tem vindo a desaparecer lentamente do hall of fame. Apesar de um pequeno papel em Love Actually e outro em Scary Movie 3, não houve qualquer filme de registo nos últimos quatro anos. Algo que a actriz espera inverter nos próximos anos, agora que se separou de Charlie Sheen apostando tudo por tudo em revitalizar a sua carreira. Ainda muito nova, haverá certamente muitas hipóteses de Richards brilhar ao mais alto nivel.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Elisabeth Hurley

Celebre pela sua beleza, pelo seu badalado casamento mas também pelo seu talento, a carreira de Liz Hurley tem sido marcada de altos e baixos. De icone sexual da década de noventa ao esquecimento foi um passo. Haverá reviravolta para o futuro?

Nascida a 10 de Julho de 1965 em Basingstoke, uma localidade em Inglaterra, Elizabeth Hurley é mais um caso de uma jovem que desde sempre sonhou em ser actriz. Aos 12 anos ainda tentou seguir uma carreira no ballet mas desistiu. A representação era a sua verdadeira vocação. Depois da sua formação ter sido feita nessa área, no final dos anos 80 dedicou-se ao teatro. A sua estreia no cinema seria feita em 1987 ao lado de Hugh Grant em Aria. Curiosamente, anos mais tarde, Hurley e Grant dariam o nó formando um dos mais emblemáticos casais do cinema britânico da década. Um casamento que acabou da forma mais surreal possivel quando Grant foi preso em Los Angeles no seu carro, com uma prostituta.
Mas nessa altura nada disso passava pela cabeça de Liz Hurley que se preparava para saltar para o seu segundo papel no mesmo ano em Rowing in the Wind. Depois de alguns papeis em series britânicas e em filmes europeus, Hurley faria a sua estreia no cinema de Hollywood em 1992. O filme era Passanger 57 e tinha Wesley Snipes como cabeça de cartaz. Hurley impressionou pela sua beleza e rapidamente passou a cabeça de cartaz do departamento de publicidade de Estée Lauder. A sua carreira estava lançada.


Em Hollywood a sua carreira começou a crescer. Papeis em filmes como Beyond Bedlam, Mad Dogs and Englishmen e Dangerous Ground tornaram-na uma actriz relativamente conhecida no meio. Mas mesmo assim seria a sua performance sensual em Austin Powers : International Man of Mistery que a tornou verdadeiramente um icone sexual da sua geração. Nessa altura, estavamos em 1997, e Hurley dividia-se entre o cinema e as passerelles onde espalhava a sua beleza. A fórmula de actriz bela e sensual foi repetida nos seus papeis seguintes em EdTv e especialmente em Bedazzled, filme onde encarnou o diabo mais apetecivel da história do cinema. Por essa altura já tinha voltado a Austin Powers e já se consumara o divórcio com Grant.


Infelizmente desde esse filme que a sua carreira desapareceu por completo. Os papeis interessantes não chegavam e Hurley foi-se tornando num fantasma do que tinha sido alguns anos atrás. Serving Sara foi o seu último filme com algum êxito e The Method, o seu último trabalho, foi vaiado pela critica e acabou por se revelar um fracasso de bilheteira.
Com actrizes mais novas a ocupar o lugar de jovens sedutoras, resta a Liz Hurley, agora com 40 anos, procurar voltar ao seu melhor tentando outro tipo de papeis. Resta saber se o conseguirá!

domingo, 15 de abril de 2018

Emmanuelle Beárt

Cotada como uma das mulheres mais sedutoras do mundo, esta actriz francesa tem tido uma carreira notável com direito a passagens fugazes por Hollywood. Um nome que ajuda a mostrar o porquê da França ser visto como um dos países mais cativantes do mundo...

Com uma beleza de traços tipicamente europeus, ela pertence a uma geração de enormes talentos do cinema francês. Nasceu a 14 de Agosto de 1965 em Saint Tropez, um dos paraisos balneares do Mediterrâneo. Filha de um dos maiores nomes da música francesa de então, Guy Béart, a jovem Emmanuelle cresceu numa quinta da Provence, longe do glamour que o pai vivia em Paris. Desde jovem que tinha decidido ser actriz e viveu 3 anos em Montreal para estudar inglês. Foi nessa altura que esteve perto de se estrear no cinema, num filme do realizador Robert Altman que acabou por nunca ser feito. De regresso a Paris inscreveu-se em escolas de representação para se preparar para os desafios seguintes. A sua estreia aconteceria na televisão, na serie Raison Perdue em 1984. Tinha 19 anos.


No ano seguinte estreou-se no cinema pela mão do fotógrafo David Hamilton no filme erótico Premiers Desirs. No ano seguinte entraria em L´Amour en Douce, e seria aí que conheceria aquele que viria a ser o seu marido, o actor Daniel Auteil. A fama chegou em 1986 no filme Manon de Sources onde dançava nua nos campos francesas. O seu corpo atractivo e ar sedutor tornaram-na numa das actrizes mais populares da sua geração. A vitória nos Cesares confirmaram que ali estava uma estrela em ascensão.


Em 1987 chegava a vez de Hollywood conhecer Beart. O filme seria Date With an Angel. Não foi o sucesso esperado e foi preciso passarem 9 anos para a actriz voltar a fazer um filme americano.
Entretanto o cinema francês idolatrava-a. Ao lado de nomes como Isabelle Adjani ou Sophie Marceau, ela era o icone da juventude gaulesa e um dos nomes mais reverenciados pela critica. Filmes como Les Enfants du Desórdre, La Belle Noiseuse, Rupture e Une Femme Française ajudaram a confirmar o seu estatuto. E em 1996 o regresso a Hollywood para fazer Mission Impossible com Tom Cruise. Um papel muitissimo bem interpretado e cheio de sensualidade que lhe valeu aplausos de ambos os lados do continente. Entretanto Beart tinha-se separado de Auteill e voltava ao cinema francês onde conseguiria novas performances de sucesso como em La Buche.


O final dos anos 90 voltaram a trazer Beárt em grande forma. Já instalada na casa dos 30, os seus papeis em 8 Femmes, Lés Egares e Natalhie confirmaram todo o seu talento mas também toda a sua sensualidade. Eleita por diversas vezes como uma das mais desejadas mulheres do mundo, Beart tem vários projectos nas mãos e tudo indica que durante os próximos anos continuará a mostrar todo o seu talento aos amantes do cinema. Ela que é um dos icones de beleza do continente europeu, resistindo á competição das jovens lobas que vão surgindo em cena. Uma verdadeira madame française!
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