quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Ralph Fiennes

Retrata a perfeição do gentleman britânico. Sóbrio até ao extremo, sofredor eterno, as suas performances são sempre coroadas com um não sei o quê de profundidade dramatica. Hoje é um dos maiores actores europeus em actividade, um verdadeiro génio na arte de representar.

Foi o irmão mais velho de um grupo de seis filhos. Nasceu a 22 de Dezembro de 1962 em Suffolk, no sul da Inglaterra. E não acabaria por ser o único Fiennes a tornar-se actor já que o seu irmão mais novo, Joseph e a irmã Martha seguiriam os passos do irmão Ralph. Os pais estavam envolvidos no meio artistico. O pai era fotógrafo e a mãe uma novelista de relativo sucesso.
Desde cedo que Ralph treinou para ser o que é hoje, ou seja, um brilhante actor. Primeiro na escola de Chelsea e mais tarde na Royal Academy of Dramatic Art. Aí estudou até aos 26 anos de idade, altura em que se estreou no Britains Royal National Theater. No ano seguinte passaria para a prestigiada Royal Shakespeare Company. Fez-se no teatro mas desde cedo deu o salto para o cinema. Tinha 28 anos quando se aventurou pela primeira vez nos meandros da sétima arte. Primeiro num telefilme, onde viveu Lawrence of Arabia, e depois em Wuthering Heights, onde foi um Heathclift espantoso. Era uma estreia auspiciosa no cinema britânico.


No entanto a confirmação absoluta do seu talento chegaria com a sua notável performance em The Schindler´s List. Amon Goeth, que acabaria por ser eleito um dos maiores vilões da história do cinema, catapultou-o para a fama nos Estados Unidos, conseguindo a sua primeira nomeação ao óscar. O seu papel principal chegaria no ano seguinte no sucesso de Quiz Show, filme de Robert Redford. Mas o seu papel, o papel que o tornou um icone do cinema britânico, chegaria em 1996 em The English Patient. Aí foi um amante sofredor como nunca, e um heroi sem noção da sua heroicidade. Apesar de nomeado, foi surpreendentemente derrotado por Geoffrey Rush na noite da consagração do filme. Parecia que Hollywood não queria nada com ele.


Desde aí afastou-se o mais que pode das grandes produções. Fez Oscar and Lucinda e The Avengers logo a seguir ao óscar e produiziu Onegin em 1999. Depois de quase três anos de interregno, altura em que se divorciou igualmente, regressou ao seu melhor no filme de David Cronenberg, Spider. Uma interpretação magistral a que se seguiu uma participação surpreendente em Red Dragon, a sequela de Silence of the Lambs. Desde aí, Fiennes tem agendada participações em pequenas produções, ficando a joia da coroa guardada para quando viver a nemesis de Harry Potter em The Goblet of Fire.



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