sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Al Pacino

Consegue explodir de raiva em poucos segundos, de uma forma que nem o "Método" ensinava. Duro entre os duros, nunca perdendo o seu charme muito próprio, Al Pacino é uma referência eterna para quem vive o cinema.
Começou a carreira em 1969, numa serie de pequenos papeis, e é a escolha surpresa para ser Michael Corleone em The Godfather. O seu assombroso desempenho vale uma nomeação e o aplauso generalizado da critica. No ano seguinte está no aclamado Serpico e em 1974 volta ao universo da familia Corleone, superando-se mais uma vez. Segue-se Dog Day Afternoon naquele que é o seu periodo de maior produtividade. Em 1979 é a estrela de And Justice For All, sexta nomeação em dez anos de carreira. Em 1983 está no remake que Brian de Palma faz ao clássico de Howard Hawks, o filme Scarface, onde volta a assumir-se como um dos mais completos actores da história, misturando cenas de grande violència com momentos de profunda sensibilidade.
Os anos 80 são infelizes e Revolution, uma grande aposta, é um gigantesco fracasso. Em Dick Tracy trabalha com Hoffman e Beatty e volta a ser nomeado, desta feita para melhor actor secundário.
Nesse mesmo ano volta a viver pela última vez a personagem de Michael Corleone em The Godfather III, algo que estava relutante em fazer, sendo persuadido pelo amigo Copolla, que, cheio de dividas, precisava de um sucesso para manter viva a sua produtora.
O inicio dos anos 90 são o periodo do comeback de Pacino. Depois de deixar Michael Corleone, é fabuloso em Frankie and Johnny ao lado de Michelle Pfeiffer. Já com cinquenta e dois anos, 1992 é o ano da sua consagração. É duplamente nomeado aos óscares, pelo seu papel secundário em Glengarry Glenn Rose, e pelo papel principal em Scent of a Woman. É nesse filme, onde brilha como há muito não se lhe via, que Pacino vence finalmente o óscar que os rivais Nicholson e Hoffman já tinham a dobrar. Mostrando que ainda está em forma, no ano seguinte protagoniza Carlito´s Way, e divide o ecrán com Robert de Niro em Heat. Em 1997 está em Devil´s Advocate e Donnie Brasco, continuando a explorar o seu lado infernal, e 1999 volta a mostrar um soberbo Pacino, quer em Any Givem Sunday, quer em The Insider. Em 2002 volta com Insomnia e Simone e no ano seguinte é o instrutor de Colin Farrell em The Recruit. Passa por Angels in America e regressa ao cinema para ser um inesquecivel Shylock em The Merchant of Venice.
Al Pacino continua a ter projectos para o futuro. Teve mais falhanços que os seus "rivais"; mas a verdade é que tem um estilo único e que, quando desaparecer, dificilmente encontrará um digno sucessor.
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