terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Sean Penn

É uma das vozes mais criticas de Hollywood. Aponta todos os aspectos negativos por onde passa, desde o coração da industria cinematográfica às politicas do executivo federal. Hoje é visto finalmente como um dos grandes da sua geração. Mas para lá chegar teve de lutar muito.

A 17 de Agosto de 1960 nasceu na solarenga Califórnia Sean Justin Penn, hoje conhecido como um dos três maiores actores da geração de 85, lado a lado com Tom Hanks e Denzel Washington.
Os pais estavam no mundo do espectáculo e por isso foi fácil perceber o porquê dele, e do seu jovem irmão Chris, terem sido sempre empurrados para esse mundo. O pai, Leo Penn era realizador e tinha sido um dos nomes riscados na Caça às Bruxas dos anos 50.A mãe Eileen Ryan uma actriz de estúdio. Mesmo assim só aos 21 anos é que chegou o primeiro papel para o jovem Sean. O filme foi Taps e foi o inicio da carreira deste jovem e explosivo actor. Seguiu-se um divertido papel no filme de culto Fast Times at Rigdemond High.
Em 1984 foi considerado uma das 10 maiores promessas do cinema norte-americano. Já na altura lhe detectavam as suas principais caracteristicas. Sofredor, autor de um notável controlo de timing, praticante eximio do inner acting e explosivo como poucos.


Seguiram-se notáveis performances em Racing With the Moon, The Falcon and the Snowman, At Close Range, We´re No Angels e Casualties of War. Aos poucos tinha-se tornando numa das grandes referências para os actores mais jovens da década de 80. Por essa altura era mais conhecido por ser casado com Madonna, de quem se divorciaria no final de 1989. A nova década começari a brilhar nos seus primeiros papeis de destaque. State of Grace foi um dos mais interessantes filmes do inicio da década e permitiu-lhe conhecer a sua actual mulher Robin Wright-Penn. Nesse mesmo ano, 1991, estreou-se na realização em Indian Runner. Carlito´s Way voltava a mostra a sua melhor face em 1993 e conseguiu a sua primeira nomeação ao óscar em 1995 com o seu notável papel em Dead Man Walking.
Voltaria aos seus melhores papeis dois anos depois em The Game e no final dos anos 90 mostrou-se em grande estilo em The Thin Red Line e Sweet and Lowdown, filme de Woody Allen.


No entanto os maiores momentos da sua carreira chegariam nos últimos cinco anos.
Primeiro em Before Night Falls em 2000 e no ano a seguir em I Am Sam. Um dos papeis mais comoventes dos últimos anos valeu-lhe a nomeação ao óscar. Apesar de muitos considerarem que seria um justo vencedor, acabaria derrotado. Mas o seu melhor momento estava aí. Dirigiu o fraco The Pledge mas no ano passado entrou em dois dos maiores filmes do ano. Primeiro em 21 Grams, onde é explosivo e espantoso como nunca o viram, e depois em Mystic River. Aqui conseguiu o seu melhor desempenho de sempre, o melhor do ano e um dos mais interessantes dos últimos anos. Apesar de muitos não acreditarem, a consagração chegou com o seu primeiro óscar. Um óscar emotivo para um rebelde eterno como é Sean Penn.
E quantoso muitos pensavam que ele iria voltar a papeis menos conseguidos, eis que ele apresenta um rol de intensas interpretações. Primeiro em The Assassination of Richard Nixon, já este ano, e em The Interpreter e All the King´s Men nos próximos dois anos. É caso para dizer que o melhor Penn pode mesmo ainda não ter aparecido.



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