sábado, 31 de março de 2018

Lucy Liu

É a actriz oriental de maior sucesso nos Estados Unidos. Já brilhou na televisão e no cinema, e quando se pensa em cinema de acção, o seu nome acaba sempre por vir á baila. Talvez por ter o dom de nos deixar de olhos em bico...

Lucy Liu nasceu no bairro de Queens em Nova Iorque, a 2 de Dezembro de 1968. Filha de imigrantes chineses que tinham procurado Nova Iorque para relançar as suas vidas, Lucy Liu teve uma infancia dificil mas bem sucedida. Aos 20 anos começou a estudar para ser actriz, isto depois de ter saltado entre algumas universidades na busca do curso certo para o seu futuro. Foi então que tentou ir para Los Angeles procurar um lugar ao sol. Enquanto servia á mesa, Liu procurava papeis em filmes, mas acabaria por ser a televisão a abrir-lhe as portas. Estreou-se em Beverly Hills 90210, em 1990, e depois surgiu ainda em NYPD Blue, ER e X-Files. A sua estreia no cinema ocorreria no entanto apenas em 1996, num pequeno papel no filme Jerry Maguire. E depois de alguns papeis secundários, onde a sua origem era mais requisitada que o seu talento, foi na serie televisiva Ally McBeal, que Lucy Liu viu definitivamente o seu valor consagrado.


Entre o dilema de se manter fiel ás suas raizes - a razão de muitos dos papeis que conquistou - e tentar explorar um universo para lá do ar de beldade asiática, Lucy Liu tentou controlar a sua carreira o melhor que pode. E o cinema começava a tornar-se cada vez mais uma opção a seguir. Payback e Play it Till the Bone mostraram-se como as primeiras hipóteses a sério de representar em Hollywood, enquanto que Shangai Noon a colocava lado a lado com um icone da comunidade asiática nos Estados Unidos, o actor Jackie Chan. Seria no entanto ao lado de outras duas beldades, Cameron Diaz e Drew Barrymore, que Lucy Liu conquistaria o grande público. O filme foi Charlies Angels e de imediato a actriz se tornou numa das action figures preferidas dos estúdios, pelo seu carisma, porte atlético e beleza exótica.


Depois de Ballistc, Chyper ou a sequela de Charlies Angels terem tentado apostar nessa sua imagem, surgiu Quentin Tarantino e tudo mudou. Pelo meio tinha ficado uma pequena participação em Chicago, o vencedor do óscar em 2002. Mas seria ao serviço de QT em Kill Bill, que Lucy Liu passaria a uma nova etapa da sua carreira. No papel de O-Ren Ishi, a jovem actriz surpreendeu tudo e todos pela sua versatilidade e intensidade dramática. A cena fiel, num duelo inesquecivel com Uma Thurman, mostraram uma actriz até então desconhecida do grande público. Talvez por isso ela seja hoje uma figura altamente requisitada em Hollywood tendo já um sem número de projectos para os próximos anos.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Liv Tyler

Só em adolescente soube de quem era filha de facto. Foi eleita várias vezes a mulher mais bela á face do planeta. É dona de um olhar sem igual. Foi um elfo e tantas outras coisas. E continua a encantar tudo e todos...

Nasceu a 1 de Julho de 1977 em Nova Iorque, filha de Beebe Buell - conhecida playmate - e de pai desconhecido. Um desconhecido que acabou por se revelar ser na verdade uma grande estrela. Mas isso, ela só o soube mais tarde. Sempre desconfiou que o seu pai fosse um homem do rock, já que a sua mãe era conhecida do universo backsatage da década de 70. Mas só aos 12 anos começou a desconfiar que esse homem era Steven Tyler, o vocalista dos Aerosmith. As suas semelhanças com a filha deste levaram-na a questionar a mãe que confessou a verdade. E com 14 anos Liv tomou o nome do pai e começou a seguir as pisadas da mãe como modelo. E pouco depois surgia num videoclip da banda do pai, ao lado de outra jovem teen sensation, a sensual Alicia Silverstone.


Com 17 anos estreou-se finalmente no cinema no filme Silent Fall. A sua carreira arrancava em estilo.
Seria pela mão de Bernardo Bertolucci em Stealing Beauty que Liv Tyler daria nas vistas. O seu papel intenso e extremamente erótico valeu-lhe a aclamação da critica. Durante os cinco anos seguintes a sua carreira seria bastante animada. Papeis em filmes como Inventing the Abbotts , U Turn e acima de tudo, Armageddon, ajudaram-na a fazer dela uma actriz conhecida junto do público. Mas seria o seu papel como Arwen, no mega-sucesso Lord of the Rings que iria confirmar todo o seu talento.


Desde então para cá Liv Tyler tem feito pouco. Para além dos três episódios de Lord of the Rings que a consagraram como uma estrela, ajudando-a a ser eleita a mulher mais bela do mundo por mais do que uma vez, poucos foram os projectos onde o seu nome surgiu nos créditos finais. Excepções feitas a Jersey Girl, filme onde voltou a trabalhar com Ben Afleck, e Lonesome Jim. Por isso é natural que os seus muitos fãs estejam desejosos de a ver explodir em papeis tão intensos como o de Arwen Undumiel. Afinal com 28 anos, Liv Tyler pode muito bem afirmar-se como uma das mais bem sucedidas actrizes da sua geração.

terça-feira, 27 de março de 2018

Milla Jovovich

É uma das mulheres mais belas do mundo, disso ninguém parece ter dúvidas. Talvez a representante perfeita da beleza do leste da Europa. Com uma carreira dividida entre os dois lados do Atlântico, poucos são aqueles que lhe conseguem ficar indiferentes...

Milla Jovovich é única. Nasceu em Kiev, capital da Ucrânia quando esta ainda era parte da União Soviética, a 17 de Dezembro de 1975. Com uma beleza muito precoce, foi aos 9 anos que começou a sua carreira como modelo. Estavamos em 1984. Com doze anos estreou-se no cinema. Já vivia fora da União Soviética e o filme tinha contornos eróticos, antecipando a sua estreia como actriz principal.
O que viria a acontecer em 1991. A URSS tinha acabado e Milla vivia agora em França. Foi escolhida à primeira para suceder a Brooke Shields no papel principal de uma jovem abandonada com o irmão numa lagoa deserta. A sua beleza ainda de adolescente era contagiante e por iso The Return to the Blue Lagoon foi um sucesso. Os seus belos olhos e cabelos tornaram-na imediatamente numa lolita europeia. Tinha apenas 16 anos.


Depois deste seu primeiro sucesso, Milla Jovovich dedicou-se à sua carreira como modelo em França. Tornou-se assim numa das caras - e corpos - mais requisitados do momento, deixando pouco espaço para uma carreira cinematográfica levada ao seu expoente máximo. Talvez isso seja justificativo de seis anos ausente de grandes papeis, se deixar-mos de lado pontuais aparições em filmes como Chaplin ou Dazzed and Confused.
Seria em 1996, já com 21 anos de idade, que Milla voltaria a encantar tudo e todos. O filme era o hilariante 5th Element, onde um elenco de luxo com Bruce Willis à cabeça, davam as voltas para salvar o planeta Terra da destruição total. O seu divertido e sensual papel valeram-lhe múltiplos aplausos. E o filme serviria também para começar uma relação, que acabaria em casamento, com o realizador francês Luc Besson.


Uma parceira que seria retomada em 1999. Pelo meio tinha ficado He Got Game e a capa de centenas de revistas que continuavam a insistir na ideia de que Milla Jovovich era das mais belas mulheres do mundo. Talvez por isso Besson a tenha visto como a Jeanne D´Arc perfeita. O filme The Messanger : The Story of Jeanne D´Arc não foi o sucesso pretendido, talvez por ter revolucionado a vida da heroina francesa, mas a sua encarnação da guerreira foi absolutamente notável. Para além de bela, Milla provava ser talentosa. Seguir-se-iam pequenos papeis em filmes como The Million Dollar Hotel, a experiência cinematográfica de Bono e Win Wenders, The Claim e Dummy.


Mas se hoje Milla Jovovich tornou-se extremamente popular junto de um público mais novo, isso deve-se essencialmente ao seu trabalho em Resident Evil, filme de acção inspirado num dos mais populares videojogos dos anos 90. Em ambos os filmes - o primeiro de 2002, o segundo de 2004 - Milla faz as cenas de duplos e encanta com todo o seu charme e estilo. Com tudo isto ficou pouco espaço para desenvolver um estilo de representação mais dramático, algo que não parece que vá acontecer nos próximos tempos tende em conta que a actriz pretende seguir com esta sua vertente mais de action-woman durante alguns anos. Resta saber se algum dia a verdadeira actriz que está dentro de Milla Jovovich, realmente verá a luz do dia.

domingo, 25 de março de 2018

Minnie Driver

Uma das mais interessantes actrizes da sua geração, especializou-se à muito em suaves e emotivos desempenhos secundários. Mas muitos acreditam que o seu valor é tal que o protagonismo pode estar já ao virar da esquina...

Minnie Driver nasceu em Londres, a 31 de Janeiro de 1970. Teve uma infância absolutamente normal e depois de ter representado em várias peças escolares, percebeu que tinha vocação para ser actriz. Por isso começou a estudar artes dramáticas antes de completar 18 anos. Aos 20 anos conseguia o seu primeiro papel diante das camaras. Foi em God on the Rocks, um telefilme britânico. No entanto só três anos depois o seu nome voltaria a surgir num elenco. A razão? Os estudos que decidiu continuar de forma paralela á sua carreira de actriz. E assim foi de novo na televisão, desta feita numa mini-serie, que Minnie Driver voltou a representar. Nesse ano faria ainda um telefilme de relativo sucesso, Royal Celebration, e nos dois anos seguintes continuaria a trabalhar exclusivamente na televisão, ora em telefilmes ora em series televisivas.


A chegada em definitivo ao cinema ocorreu em 1996 com um papel em Big Night, filme de Stanley Tucci e Campbell Scott. Nesse mesmo ano entraria em Sleepers, ao lado de um elenco recheado de nomes sonantes, para explodir verdadeiramente em 1997 numa serie de papeis que ajudariam a sua carreira a saltar para uma nova etapa. O primeiro foi em Grosse Pointe Blank, ao lado de Jon Cusack. Seguiu-se ainda Baggage. Mas seria o filme de Gus van Sant, Good Will Hunting que a catapultaria para a fama. O seu desempenho extremamente sólido e emotivo ao lado de Matt Damon valeram-lhe o aplauso da critica e do público. A partir de agora, Minnie Driver era um nome levado a sério.
Aproveitando a onda, o final dos anos 90 revelou-se bastante positivo para a sua carreira. Papeis em filmes como Hard Rain, The Governess - o seu primeiro papel como protagonista - e An Ideal Husband confirmaram o seu proclamado talento.


Em 2000 chegou um dos seus melhores papeis, ao lado de David Duchovny no filme Return to Me. Um sólido desempenho que fazia antever uma década de sucesso. O que não chegou a acontecer. Os papeis não chegavam, os projectos não tinham o sucesso esperado. A pouco e pouco o seu nome foi-se com o vento tão rapidamente como tinha chegado. Mas a eclética actriz não tinha ainda desistido. Depois de participações menores em filmes como Elle Enchanted ou Hope Springs chegou a hipótese de desempenhar aquele que viria a ser o melhor desempenho da sua carreira. Em Phantom of the Opera ela é Carlotta, a diva perfeita num desempenho secundário verdadeiramente arrebatador, um dos melhores papeis secundários de 2004.
Com o seu sucesso em Phantom of the Opera, esperam-se agora melhores dias para a sua agitada carreira. Dias que correspondam ás melodiosas notas que toca ocasionalmente na sua guitarra num qualquer clube de jazz por esse mundo fora.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Monica Belluci

É uma das maiores sex-symbols do mundo. A sua beleza parece querer ofuscar qualquer papel que faça. Mas poucos terão conseguido esquecer a violência emocional que marcou os seus filmes mais celebres...

Esta sensual italiana nasceu em Citta di Castello no distrito de Umbria a 30 de Setembro de 1964. A sua aldeia era bastante pobre mas mesmo assim Monica Belluci conseguiu ter dinheiro suficiente para estudar direito em Perugia. Foi aí que começou a fazer trabalhos como modelo, utilizando a sua figura voluptuosa e escultural para juntar dinheiro de forma a poder pagar os estudos. A sua carreira como modelo começou em Itália mas em 1988 já estava em Paris a trabalhar com a elite do meio. O sucesso nas passerelles foi tremendo, tendo sido colocada praticamente ao mesmo nivel que as top-models da época. Com 26 anos decidiu arriscar uma carreira como actriz, apesar de não ter qualquer formação. O filme que a lançou foi Briganti. Durante dois anos a bela Monica faria filmes em Itália até Francis Ford Copolla ter ficado impressionado com a sua sensualidade, escolhendo-a para viver uma vampira no seu Bram Stokers Dracula. A estrondosa italiana chegava assim a Hollywood.


Depois desta sua primeira passagem pelo cinema norte-americano, Monica Belluci voltou à Europa onde dividiu a sua carreira nas passarelles por prestações em filmes franceses e italianos. Em 1996 atingiu um dos pontos mais altos da sua carreira em L´Apartment, filme pelo qual recebeu uma nomeação para melhor actriz nos Cesares. A consagração como actriz tinha chegado finalmente. Ao longo do resto da década Belluci continuou a fazer filmes entre Itália e França, com titulos de algum sucesso como Come mi vuoi, Stressati ou Méditerranées. Por essa altura já tinha começado uma relação com Vincent Cassell, o menino bonito do cinema francês com quem viria a casar em 1999 e do qual já tem uma filha, para além de vários projectos em conjunto.


Com o novo milénio chegou de novo a fama, primeiro sob a forma de várias capas de revista onde posou sem qualquer preconceito, e depois com alguns papeis de destaque. O primeiro seria num filme do italiano Giuseppe Tornattore em Malena. Um papel extremamente tocante e sensual que lhe valeu o aplauso da critica e do público. Depois foi escolhida para viver a mitica Cleopatra no segundo filme de aventuras de Asterix e Obelix. E depois houve ainda as presenças no cinema americano, em Tears from the Sun, e em Matrix Reloaded e Revolutions.


Mas seriam dois papeis que acabariam por moldar a sua imagem. Papeis tocantes e extremamente violentos que a confirmaram como uma actriz de valor. O primeiro tinha chegado em 2002 num filme dirigido e interpretado pelo marido. Irreversible foi tido como um dos filmes choque do ano, especialmente pelos primeiros quinze minutos em que Belluci é violada selvaticamente. O segundo aconteceu já em 2004 no polémico filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ onde viveu uma pungente Maria Madalena, dando assim corpo ao pecado humano.
Com todos estes papeis de destaque já ficou mais do que provado que Belluci não é só uma cara bonita e um corpo de arromba. É também uma das mais interessantes actrizes do velho continente.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Rebecca Romjin-Stamos

Uma curta carreira marcada desde já por desempenho inesqueciveis. Brian de Palma viu nela todo o potencial de uma grande actriz e ofereceu-lhe um papel inesquecivel. E assim se fez uma estrela...

O nome pode enganar mas Rebecca Romjin-Stamos nasceu nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Berkley, Califórnia a 6 de Novembro de 1972. A justificação de um nome tão original está na sua ascendência holandesa. E Stamos é o último nome do seu ex-marido, John Stamos do qual se divorciou recentemente. Ainda não se sabe se vai ou não manter o nome artistico completo ou se voltará ao seu nome de solteira. Como se isso fizesse alguma diferença.
A sua beleza natural e estatura elevada abriram-lhe as portas do mundo da moda aos 23 anos. Deixou o seu curso em música e voou para Paris onde foi capa da revista Elle e estrela das passerelles parisienses.


O seu primeiro papel no cinema chegou em 1998 no filme Dirty Work. No ano seguinte entraria numa biografia não autorizada de Hugh Hefner onde deu vida a uma das suas coelhinas. Mas seria 2000 o ano da afirmação da sua carreira cinematográfica. Em X-Men 2 ela foi Mystique, uma das mutantes mais populares da banda desenhada. Para viver a personagem, Rebecca sujeitou-se a 8 horas de maquilhagem diárias. Começava a sessão completamente nua, sendo pintada por maquilhadores que lhe colocavam peliculas para dar tom á personagem e esconder partes do seu corpo. O sacrificio valeu a pena. O filme foi um sucesso imenso de bilheteira e o seu nome tornou-se finalmente conhecido do grande público.


Mas apesar disso o seu papel mais memorável até aos dias de hoje chegou em 2002. O filme de Brian de Palma, Femme Fattale, onde contracenava com Antonio Banderas, ajudou a reviver o espirito do filme noir (olhem as semelhanças com Woman on the Window de Fritz Lang) e o seu desempenho extremamente erótico e dramático foi mesmo um dos melhores desse ano. Rebecca conseguia o estatuto de actriz por mérito próprio.
Ainda nesse ano a jovem entrou no remake do grande sucesso dos anos 70 Rollerball e em 2003 voltaria a encarnar Mystique em X-Men 2. Daí para cá as oportunidades de voltar a brilhar no grande ecrãn não têm sido muitos. Houve Godsend e The Punisher e pouco mais. Resta saber se os seus próximos projectos vão trazer também de volta todo o seu talento como actriz de cinema, para além de voltarem a encher a tela com a sua beleza.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Sharon Stone

Não queria que a cena fizesse parte do filme. Mas foi aquele descruzar de pernas que a tornou num autêntico mito. Felizmente a sua carreira é mais do que isso, mas Stone entrou na história do cinema graças apenas a uma cena...

É conhecida a história. Sharon Stone sabia que Paul Verhoven, o seu realizador em Basic Instint, iria querer uma pose extremamente erótica do seu descruzar de pernas. Mas nunca imaginou que o que o realizador quisesse foi o que acabou por encontrar na sala de montagem. Uma imagem com total exposição do seu sexo. Foi então que armou uma enorme confusão na sala de montagem, exigindo ao editor e ao realizador que aquilo não estava no argumento e que não permitiria ser exposta assim. Verhoven tentou acalma-la dizendo-lhe apenas que aquela cena a tornaria um mito. E tornou. Stone não queria a cena porque achava que isso lhe custaria o óscar, como veio a acontecer. Mas as previsões do seu realizador tornaram-se verdade e ela passou imediatamente a ser um verdadeiro mito de sensualidade e erotismo.


A história de Sharon Stone começa bem antes de 1992.
Nascida a 10 de Março de 1958 em Meadvilla no estado norte-americano da Pensylvania, Stone sempre deixou crescer uma veia artistica ao longo da sua infância e adolescência. Mas foi a sua beleza que lhe deu o passaporte para seguir uma carreira no cinema, resultado de ter vencido, com apenas 17 anos, o concurso de Miss Pensylvania. A partir daí seria presença regular em anuncios televisivos. A estreia do cinema viria a acontecer em 1980 num filme do conceituado Woody Allen, mas sem direito a qualquer fala. A decada de 80 passaria a fazer filmes de serie B e thrillers eróticos como Bolero, filme onde se despia de preconceitos. Em 1990 teve o seu primeiro papel de destaque ao lado de Arnold Schwarzenegger em Total Recall. Depois viria a posar nua para Playboy, algo pouco comum numa actriz de 32 que procurava afirmar-se no meio pelo seu talento. A edição foi um sucesso e acabou por valer-lhe o papel da sua vida, o de Catherine Tremmell no filme Basic Instint de Paul Verhoven. Não se sabe ainda se foram as ousadas cenas de sexo, se o argumento, se o descruzar de pernas. A verdade é que o filme tornou-se um êxito absoluto ganhando proporções de filme de culto nos anos seguinte. E Stone afirmava-se no meio com uma nomeação aos Globos de Ouro.


A partir daí Stone tentou soltar-se dos papeis de bela mulher fatal que tinham sido a sua imagem de marca nos anos anteriores. Daí Silver e Intersection. Os resultados foram tão fracos que foi preciso a Stone voltar a usar a sua arma principal - o seu corpo - para reencontrar o sucesso em The Quick and the Dead, um notável western, e The Specialist.
Mas seria em 1995 que chegaria o papel da sua vida. Foi pelas mãos de Martin Scorsese e ao lado de Robert de Niro e Joe Pesci em Casino, filme que lhe valeu a segunda nomeação ao Globo e a sua primeira nomeação aos óscares. A partir desse filme todos os que tinham duvidas das suas capacidades como actriz ficaram convencidos.


O final dos anos 90 continuou a bom ritmo com filmes como Les Diaboliques, Last Dance e The Mighty, filme indie que lhe valeu mais uma nomeação ao Globo de Ouro, desta vez como secundária. No final da década, e ao lado de Albert Brooks, a bela actriz voltou a surpreender todos pela sua versatilidade no filme The Muse, que lhe granjeou a quarta nomeação aos Globos de Ouro.
Depois de em 2001 ter sofrido um aneurisma cerebral, Sharon Stone afastou-se um pouco do cinema. Desde então tem-se dedicado mais á sua vida familiar do que à sua carreira. Desde então tem entrado em projectos falhados como Catwoman e Cold Creeck Manor. Talvez com o regresso de Catherine Tremmell em 2005, Stone recupere a sua vitalidade. Isto para além de estar prevista a sua estreia como realizadora em 2006. A verdade é que o facto de no seu BI constar que a sua idade é já 47 e de poucos acreditarem é um facto a ter em conta. Algo que seria o sonho de qualquer mulher.

sábado, 17 de março de 2018

Uma Thurman

Fez-se com Tarantino e disso não há dúvidas. É ele que lhe consegue retirar todo o seu potencial como actriz dramática. Mas a sua carreira tem vivido de outros papeis interessantes, que fazem dela uma das actrizes mais respeitadas da actualidade...

Nasceu a 29 de Abril de 1979 em Boston, filha de uma modelo sueca e um professor de orientação budista. Cresceu num ambiente extremamente orientalizado, com visitas regulares do Dalai Lama a sua casa. Desde sempre sonhou em ser actriz e aos 15 anos abandonou a escola onde estava para prosseguir o seu sonho em Nova Iorque.
O seu primeiro papel no cinema chegaria em 1988, depois de ter feito alguns trabalhos como modelo. Depois de pequenos desempenhos em Johnny Be Good, Kiss Daddy Goodnight e The Adventures of Baron Munchausen chegou o seu primeiro desempenho de destaque. Foi no filme de Stephen Frears, Dangerous Liaisons onde vivia a jovem inocente, que mais tarde se tornará praticamente numa ninfomaniaca, Cecille de Volanges. Com 18 anos Thurman mostrava querer ser actriz a sério, dando um notável desempenho. As cenas de nus, não habituais em actrizes tão jovens então, ajudaram a fazer dela um sex-symbol. Dois anos depois, ao viver a mulher de Henry Miller em Henry and June, a jovem Uma Thurman voltava a quebrar todas as barreiras e afirmava-se como uma jovem starlett em Hollywood.


O inicio dos anos 90 não lhe correu tão bem como esperava. O seu breve casamento com Gary Oldman verificou ser um fracasso e os filmes em que participou a partir de Henry and June não convenciam nem a critica nem o público. Seria Quentin Tarantino quem voltaria a pegar em Uma Thurman para fazer dela uma estrela. O filme, como todos sabem, era Pulp Fiction e o seu desempenho como Mia Wallace foi de tal forma espantoso que lhe valeu a nomeação ao óscar de melhor actriz secundária, óscar que viria a perder no entanto.
Mesmo assim parecia que a sua carreira estava de novo lançada. Seguiram-se prestações em blockbusters como Batman and Robin, a tentativa falhada de Joel Schumacher em dar vida ao Homem-Morcego, e em The Avengers, a adaptação de uma popular serie britânica dos anos 60 que acabaria por se revelar um fracasso total.
Em 1997, Uma conheceria Ethan Hawke nas filmagens de Gattaca, um thriller de sci-fi. O casal apaixonou-se e casou de imediato, estando agora num processo conturbado de divórcio. O filme foi aplaudido por uma pequena franja de espectadores e foi preciso Woody Allen - em Sweet and Lowdown - e Richard Linklater - em Tape - para voltarem a colocar Uma no mapa.


Com o início do novo milénio a carreira de Uma ganhou nova vida. Primeiro foi o Globo de Ouro em televisão pelo seu desempenho em Histerical Blindness. E depois foi o recuperar da colaboração com Quentin Tarantino em Kill Bill. Ajudando a compor a essência da sua personagem, The Bride, Uma Thurman ganhou especial destaque neste filme dividido em dois que dividiu também opiniões, mas que valeu em dois anos consecutivos a nomeação de Uma ao Globo de Ouro como melhor actriz dramática. Nenhuma resultou em vitória ou em nomeações aos óscares, mas Kill Bill tornou-se num marco da filmografia recente.
Para os próximos anos, Uma Thurman vai estar envolvida em vários projectos que vão desde Be Cool, já estreado, a Prime - a estrear este ano - até The Producers, adaptação do musical da Broadway ao cinema e cuja estreia está agendada para o final de 2005.

quinta-feira, 15 de março de 2018

Sophie Marceau

Uma das grandes actrizes dos últimos anos, ela é um dos porta-estandarte da mais talentosa e bela geração de estrelas do cinema francês. Uma carreira já bastante longa mas que promete continuar por muitos anos ainda...

Sophie Marceau faz filmes há vinte e cinco anos mas poucos são os que o sabem. A verdade é que a 17 de Novembro de 1966, quando nasceu, poucos pensariam num futuro como estrela da sétima arte para a jovem Sophie Maupu, que mais tarde mudaria o último nome para Marceau.
De origem humilde, foi aos 14 anos que a jovem deu os primeiros passos no cinema. Foi escolhida no casting para La Boum, filme de Claude Pinoteau sobre jovens adolescentes e as suas relações. O filme foi um dos maiores sucessos do ano e dois anos depois ela voltava ao seu papel inicial na sequela, algo pouco comum em França à época.
Durante a década de 80, e logo após ter sido eleita a actriz revelação do ano em Cannes com La Boum II, Marceau tornou-se numa das mais populares e bem pagas actrizes francesas, juntando-se a outra estrela da sua geração, Emmanuelle Beart.
Ao longo da década fez papeis extremamente populares e apreciados pela critica como L´Amour Braque ou Chouans!.


O inicio dos anos 90 foi feito com o pé direito em papeis muito bem conseguidos como La Note Bleue, Fanfan e La Fille de D´Artagnan.
O grande salto na sua carreira seria dado em 1995 quando entrou ao lado de Mel Gibson no filme Bravearth. Dirigido pelo australiano, o filme foi um sucesso retumbante arrecando vários óscares e dando uma maior projecção à actriz fora de França. No entanto Hollywood nunca foi muito o seu palco de eleição. Em 1997, Marceau voltaria a estar em destaque em Anna Karenina, filme adaptado da obra imortal de Tolstoi. Mais uma vez o pública e a critica renderam-se ao seu trabalho, tal como aconteceria anos mais tarde com A Midsummer Night's Dream.
Seria no entanto a sua presença como vilã em The World is Not Enough, mais uma aventura de James Bond, que voltaria a traze-la para as bocas do mundo. Uma mudança na sua carreira, até então pautada por trabalhos mais independentes e dramáticos.

Desde aí que a sua carreira tem conhecido alguns desenvolvimentos interessantes. Fez La Fidelité para o seu marido de então, o realizador Andrzej Zulawski, filme onde se despiu de todos os preconceitos apenas por ser um trabalho com o marido. Seguiram-se desempemhos em Alex and Emma e Belphégor - Le fantôme du Louvre. Nos últimos três anos o nascimento do seu segundo filho tem levado a que faça filmes com menos regularidade. Mesmo assim anualmente há um trabalho de Marceau nas salas de cinema. Este ano foi Anthony Zimmer.

terça-feira, 13 de março de 2018

Salma Hayek

Produto das novelas mexicanas a verdade é que o seu talento tem vindo a despontar à medida que os anos passam. Sem receio de encarnar as mais diversas personagens, a sua carreira mostra-se extremamente promissora.

Conta-se que Salma Hayek, quando soube da exposição e da natureza das suas cenas de sexo com Antonio Banderas em Desperado, chorou, tremeu e pensou em desistir de ser actriz. Mas algo dentro dela convenceu-a a continuar em frente. E foi aí que se percebeu que havia algo nela que a destinava a grandes feitos.
Tudo começara anos antes, a 2 de Setembro de 1966 em Vera Cruz no México. Salma Hayek nascia numa época de expansão do México. A sua mãe era cantora de ópera. O pai era um empresário libanes de sucesso. A sua vida correu bem desde os primeiros minutos e foi ao ver cinema que descobriu que queria fazer cinema. Por isso trabalhou desde cedo para alcançar o seu sonho. Em 1989 a sua estreia na televisão mexicana marcaria o primeiro passo da carreira de uma das mais bem sucedidas actrizes mexicanas de sempre.
O seu primeiro filme chegaria em 1992, quando já era vista como uma estrela nacional no México. Mas Hollywood era outra conversa e durante bastante foi dificil arranjar trabalho. Os seus primeiros filmes não passaram á história e foi preciso um americano de origem mexicana, o realizador Robert Rodriguez, para a aproveitar em toda a plenitude. Desperado marcou o inicio da sua carreira, não só como actriz, mas também como sex-bomb latina da década de 90.


Seguiu-se então um final de anos 90 extremamente positivos para a sua carreira. Voltou a trabalhar com Rodriguez em From Dust Till Dawn e começou a ganhar destaque no mercado norte-americano com papeis em filmes como Fools Rush In, 54, Breaking Up e Dogma. Em 1999 aparecia ao lado de Will Smith e Kevin Kline no filme Wild Wild West e confirmava-se como a actriz latina de eleição em Hollywood. Mesmo a sua recem criada produtora tinha sucesso, produzindo o candidato mexicano ao óscar de filme estrangeiro em 1999, filme que estaria igualmente em Cannes e outros festivais de cinema.
Em 2002 o destaque chegaria com Frida. Interpretar uma heroina mexicana era um desejo antigo da jovem actriz que se transformou por completo na pintora conseguindo um desempenho verdadeiramente arrebatador, o que lhe acabou por valer a nomeação ao óscar de melhor actriz, uma área normalmente vedada a hispanicos.


Aproveitando a máre, Hayek estreou-se no ano seguinte como realizadora do filme The Maldonado Miracle que fez furor em Sundance. No final desse ano a actriz voltaria a viver a mesma personagem que a tinha lançado para a fama na continuação de Desperado, o filme Once Upon a Time In Mexico. Já este ano a actriz assinou participações em After the Sunset e Ask the Dust, estando preparada para entrar no primeiro filme furor latino, um filme que junta as duas sex-symbols da comunidade latina em Hollywood, Salma Hayek e Penelope Cruz.

domingo, 11 de março de 2018

Nicole Kidman

Durante anos foi apenas conhecida como a senhor Cruise. Viveu na sombra do marido mas já dava provas de ter um enorme talento. Hoje em dia ela é a diva do cinema norte-americano. Trabalha como poucas e continua a mostrar que há poucas actrizes no mundo ao seu nivel...

Nascida a 20 de Junho de 1967 em Honolulu no Havai, Nicole Kidman faz filmes há vinte anos, mas só nos últimos cinco é que se consagrou como uma verdadeira estrela.
Apesar de ter nascido no Hawai, sendo portanto norte-americana, a verdade é que a opinião generalizada é que Kidman é australiana. A justificação está no facto de aos três anos ter ido viver para Sidney. Lá começou uma carreira artistica, primeiro no ballet e mais tarde na representação. Com 16 anos estreou-se no cinema australiano em Bush Christmas. O filme foi um sucesso e lançou a carreira de Kidman como uma das novas estrelas do cinema australiano. Os anos seguines iriam ser marcados por performances em filmes e series televisivas como Vietnam, onde venceu o Australian Film Institute. No final dos anos 80 ela era um dos maiores nomes do cinema australiano. Estava na altura de ir para Hollywood.


Em 1989 a sua estreia no cinema norte-americano chegou ao lado de Sam Neil em Dead Calm. Mas seria em 1990, ao lado de Robert Duvall e Tom Cruise no filme Thunder Days que a actriz finalmente deu nas vistas. E além de mostrar o seu talento e beleza, também conquistou o coração do teen-idol Cruise que imediatamente a pediu em casamento. O casamento ocorreu na vespera de Natal de 19990.
Os seus filmes seguintes, Billy Bathgate e Flirting, provavam o seu valor mas seria de novo ao lado de Cruis em Far and Away que Kidman voltou a afirmar-se junto do grande público.
Mesmo assim o impacto de Kidman era sempre ofuscado pelo marido. Nem filmes como Batman Returns serviram para levar os holofotes para o seu lado.
Foi preciso chegar a 1996 e a To Die For, filme de Gus van Sant, para a critica perceber que por detrás do titulo de senhora Cruise estava uma grande actriz. Com este desempenho chegou a nomeação ao Globo de Ouro. Finalmente a indústria percebia que ali estava um diamante em bruto.


Depois do seu primeiro grande sucesso junto da critica seguiram-se Portrait of a Lady, The Peacemaker e Pratical Magic, papeis que não tiveram o mesmo sucesso do filme de van Sant. Foi preciso voltar a trabalhar com o marido para ter o mundo a seus pés. O filme foi Eyes Wide Shut, último trabalho de Stanley Kubrick que morreria no final das filmagens, filme que marcou também o inicio do fim do casamento de ambos. No ano seguinte o divórcio estava consumado. E para Nicole Kidman ia começar o melhor periodo da sua vida.
Moulin Rouge fez com que o mundo se rendesse aos seus talentos como actriz-cantora e para muitos o óscar devia ter ido para ela naquela noite. Mas não foi e foi preciso esperar pelo ano seguinte e por The Hours para se confirmar como oscarizada. Para trás já tinha ficado The Others, talvez o seu maior papel de sempre.
Em 2003 foram três os filmes - a sua carreira começou a funcionar a um ritmo louco - que marcaram a carreira de Kidman. The Human Stain, Cold Mountain e Dogville, sendo que pelo último, Kidman conseguiu um dos seus maiores desempenhos. Já no ano que terminou Kidman esteve em The Stepford Wives e Birth, tendo sido nomeada ao Globo pelo seu último desempenho.
Kidman é uma das maiores divas de Hollywood, uma das verdadeiras estrelas. Mas é também uma actriz que se dedica exclusivamente à sua carreira. Tem já mais de dez projectos agendados para os próximos cinco anos, incluindo The Interpreter e Eucalyptus, filme que marcará o seu regresso à Austrália.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Naomi Watts

Apesar de ter uma carreira já quase com duas décadas, só muito recentemente é que o mundo do cinema se rendeu ao talento desta bela britânica. Um talento que começou a despontar num filme cujo titulo ainda anda na boca do mundo...

Não, Naomi Watts não é lésbica, por muito estranho que isso possa parecer a meio mundo depois do seu explosivo desempenho em Mullolhand Drive. Mas também não é nenhuma rookie já que o seu primeiro papel no cinema data de 1986.
Mas tudo começou um pouco antes, a 28 de Setembro de 1968 numa vila do Sussex no sul de Inglaterra. Foi esse o dia que viu Naomi Watts chegar ao mundo, o primeiro marco numa vida até agora notável.
Apesar de ter nascido nas terras de sua majestade, a verdade é que desde muito nova foi viver para a Australia. Aí começou uma carreira de modelo ainda muito jovem, chegando facilmente á representação, primeiro em anuncios, e com 16 anos, num filme australiano de nome For Love Alone. Watts acabou por pertencer a uma geração de talentosos australianos onde pontificiva também Nicole Kidman que acabou por se tornar na sua melhor amiga depois de ambas terem partilhado um taxi após um casting a um anuncio de bikinis. Uma amizade que ainda hoje perdura. Em 1991 trabalhou com Kidman em Flirting e no ano seguinte iria dividir o ecrãn com outra jovem estrela australiana, Russell Crowe, em Brides of Christ.


Na Austrália Naomi Watts já era uma estrela com apenas vinte cinco anos de idade. Fez diversos filmes para a indústria local, incluindo exitos como Wide Sargasso Sea, Gross Misconduct ou Tank Girl. Mas a verdade é que eram pequenas produções de uma indústria fértil mas sem grande expressão. Por isso, sempre que podia, Watts tentava audições em Hollywood. E foi num desses dias que a sua sorte mudou. David Lynch ficou impressionado com o seu enorme talento e beleza que não teve dúvidas em escolhe-la para o papel principal do seu mais confuso e aclamado filme até hoje, Mullolhand Drive. O filme foi um sucesso retumbante na critica e todos se renderam ao talento de Naomi Watts. Nem a enorme polémica pelas suas cenas de amor lésbico com Laura Harding atrapalharam na sua consagração nos Estados Unidos. E logo numa das suas primeiras tentativas. Estava provado que ali havia actriz com A grande.


A fama que granjeou no filme de Lynch começou a dar dividendos no ano
seguinte quando foi escolhida por Gore Verbinski para protagonizar o hit de terror de 2002, The Ring. O filme teve um grande sucesso de bilheteira alargando a fama de Watts para outro genero de público. O ano seguinte provou ser ainda mais bem sucedido quando Watts fez parte de um triangulo dramático ao lado de Benicio del Toro e Sean Penn em 21 Grams, o aclamado filme de Alejandro Inarritu. Por esse brilhante desempenho Watts conquistou a sua primeira nomeação ao óscar, tendo no entanto sido derrotado pela sul-africana Charlize Theron. Injustamente para muitos.
Depois de ter feito Ned Kelly nesse mesmo ano, Watts voltou a ter muito trabalho em 2004 com excelentes desempenhos em filmes como We Don´t Live Here Anymore, Ring 2, I Heart Huckebees ou The Assassination of Richard Nixon.


A sua beleza estonteante e talento inquestionável fizeram dela uma das mais pretendidas actrizes de Hollywood. Muitos apostam que nos próximos anos a sua consagração será definitiva. Entrar em King Kong, o filme de Peter Jackson pós-Lord of the Rings pode ajudar, e muitos esperam que o seu nome se torna oscarizável com o passar dos anos. É que é raro aparecer assim de repente um talento tão grande como o que a bela anglo-australiana tem vindo a demonstrar nos últimos anos.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Dustin Hoffman

É sempre dificil escolher a ordem entre três dos mais proeminenes actores de sempre que são, ao mesmo tempo, da mesma geração. E como quanto mais depressa caminhamos para o fim, menos a ordem faz sentido, calhou a fava a Dustin Hoffman ficar em 10º lugar. Mas para chegar a este lugar fica desde logo a prova de que Hoffman é um actor e pêras.
Nascido em 1937, teve uns pequenos papeis antes de surgir pela primeira vez em estilo no filme The Graduate. Ao lado de Anne Bancroft criou uma quimica intensa e ao terceiro filme era já um dos mais fortes candidatos a vencer o óscar. Assumindo-se como o actor do momento, em 1969 vive um chulo tuberculoso em Midnight Cowboy. O filme é o primeiro a ter classificação restrita a vencer óscares, mas a sua segunda nomeação resultou como a primeira. Hoffman começa então a criticiar a Academia por colocar actor contra actores. Não aparece nas cerimónias seguintes, apesar de continuar em forma em filmes como Little Big Man, Straw Dogs ou Papillon. Em 1974 é de novo nomeado pela sua encarnação fabulosa de Lenny Bruce no biopic Lenny. Estavamos no ano da afirmação da geração dos movie-brats e isso também se via no irromper de grandes actores. Nos nomeados desse ano estavam também Pacino e Nicholson, e de Niro iria vencer o óscar de secundário. Um ano que serviria de base para o que se seguiria.
Em 1976 tem dois brilhantes desempenhos, em The Marathon Man e All the President´s Men, mas é 1979 o ano da sua consagração. No filme Kramer vs Kramer vive um pai angustiado pela possivel perda da custódia do filho. Um papel cheio de energia e sensibilidade que lhe valeram o óscar, doze anos depois da primeira nomeação. Já oficialmente consagrado, Hoffman faz em 1982 um dos mais espantosos papeis de sempre, desdobrando-se entre Dorothy Michael e Michael Dorsey no inesquecivel Tootsie. A derrota na cerimónia soube-lhe mal e durante uns anos afastou-se de Hollywood. Em 1987 está no gigantesco falhanço que foi Ishtar, mas regressa com o seu maior papel de sempre em 1988 no filme Rain Man. É a altura do segundo óscar e da sua confirmação com actor sem igual. Não abrandando o ritmo entra em Family Business, Dick Tracy, Billy Bathgate e Hero. Para trás tinha ficado o flop Hook que o levará a aceitar um papel doze anos depois em Finding Neverland, como maneira de se redimir perante o criador de Peter Pan. Em 1997 consegue mais um papel assombroso em Wag the Dog que lhe vale a sua sétima, e última, nomeação aos óscares, num filme onde partilha o ecrán com De Niro. A partir daí passa a ter pequenos papeis em diversos filmes, de Jean D´Arc a I Heart Huckbees, passando por Finding Neverland e Meet the Fockers. A sua carreira tem abrandado significativamente mas está longe de ter terminado. E Hoffman poderá assim tornar ainda mais dourada a sua brilhante vida como estrela de cinema.

segunda-feira, 5 de março de 2018

Rachel Weisz

Mais uma jovem musa do cinema britânico que conquistou a América e o Mundo. Uma actriz de grande beleza e talento que, a pouco e pouco, começa a despontar em filmes cada vez mais interessantes. Nem que o sejam apenas por ela...

Rachel Weisz nasceu a 7 de Março de 1971 em Londres. Apesar de ter nascido em solo britânico a sua origem vem do coração do continente europeu já que o seu pai era austriaco e a sua mãe hungara.
Como a maior parte das actrizes mais populares de hoje, Rachel começou como modelo na sua adolescência. Aos 14 anos já fazia desfiles e trabalhava com agências. Mas ao contrário de muitas actrizes que saltaram directamente das passerelles para os palcos graças á sua beleza e sensualidade, a representação esteve sempre no sangue de Rachel. Em Cambridge fundou uma companhia de teatro amadora e a sua maior paixão eram mesmo as peças a que ajudava a dar vida.
O seu talento era tal que lhe valeu alguns prémios, incluindo o de actriz mais promissora para o London Critics Circle em 1994.


O cinema chegou em 1995, depois de alguns trabalhos na televisão. Death Machine marcou a sua estreia no cinema britânico. O ano seguinte foi mais produtivo com performances bastante interessantes em Stealing Beauty e Chain Reaction. Os dois anos seguintes também seriam preenchidos com uma serie de papeis secundários em filmes de pouca projecção. Mas esses filmes serviam essencialmente para a jovem actriz ganhar experiência e ficar conhecida no meio. Foi assim que acabou por ser escolhida para integrar o elenco do blockbuster de Sthepen Sommers, The Mummy. O filme foi um grande sucesso de bilheteira em 1999 e abriu as portas a uma sequela em 2001, também ela com Weisz, também ela um sucesso.


Mas não era só de grandes sucessos de bilheteira que a sua carreira vive. Depois de alguns papeis interessantes em filmes de baixo orçamento, os seus desempenhos em filmes como Enemy at the Gates e About a Boy valeram-lhe os aplausos da critica.
Mais recentemente as suas performances em filmes como Runaway Jury, The Shape of Things ou Envy também foram alvo de interesse.
Neste momento a sua carreira está marcada pelo sobrenatural. Primeiro com Constantine e depois com The Fountain, o próximo trabalho de Daren Aranofsky. Ainda em 2005 vamos poder ve-la em The Constant Gardener filme com Ralph Fiennes dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles.

sábado, 3 de março de 2018

Vincent Perez

É visto como um dos mais charmosos actores da história do cinema europeu. Encarna na perfeição o heroi romântico em filmes de época mas o seu ar excêntrico e olhar soturno granjearam-lhe uma fama de anti-heroi que poucos conseguiram capitalizar. Hoje é um dos icones do cinema em lingua francesa.

Nasceu a 10 de Junho de 1962 na neutral Suiça, mais concretamente em Lausanne, mas fez toda a sua carreira em França.
Depois de uma infância tradicional, filho de pai espanhol e mãe alemã, o jovem Vincent rumou aos teatros franceses, depois de estudar em Lausanne e no Conservatório de Paris, para aperfeiçoar a sua arte de representação. Fez Shakespeare, Tchekov e Moliere antes de tentar a sua sorte no cinema. O seu ar profundamente sexualizado, e as performances quase a roçar o erotismo, tornaram-no num actor de eleição para filmes romanticos.
A sua estreia surgiu apenas em 1985, mas o seu primeiro grande papel seria interpretado ao lado de Jacqueline Bisset em La Maison de Jade. Depois foi também parceiro de Catherine Deneuve em Indochine. Antes disso, no entanto, já tinha saltado para a fama com o seu papel de Christian em Cyrano de Bergerac. O filme foi um êxito retumbante e Vincent Perez foi com a maré, tornando-se num icone da beleza masculina em francesa.


Em 1992 estreou-se como realizador em L´Echange, o primeiro de cinco filmes que dirigiria, sem grande sucesso no entanto.
A sua suprema consagração como actor de excelência chegaria em 1994 no filme de Patrice Cherou, La Reine Margot. Com 32 anos estava no máximo de toda a sua força e mostrou-o ao lado da sensual Isabelle Adjani neste realista retrato da França do conturbado século XVI. Um papel que despertou a cobiça dos americanos que dois anos depois o escolheriam para suceder ao malogrado Brandon Lee em The Crow: City of Angels. O filme foi um fracasso e a partir daí as portas da América fecharam-se a Perez. Só voltaria a fazer três filmes em Hollywood, e nenhum deles foi um sucesso.
Em 1997 voltou a destacar-se como heroi romanesco em Le Bossu onde deu vida a Nevers, uma das mais sensuais personagens do cinema francês. Este seria o seu periodo mais prolifero. Faria filmes como Ceux qui m'aiment prendront le train, The Treat, Talk of Angels, Le Temp Retrouvé e Le Libertin, onde viveu o aclamado Diderot. Em 2000 tentou convencer o público americano com o seu forte desempenho em I Dreamed of Africa mas o filme foi novo fracasso de bilheteira.


Desde aí que Perez se tem conformado a ser uma estrela europeia. Bride of the Wind, Le Pharmancian de Garde, Fanfan la Tulipe e Je reste! são apenas exemplos de filmes de sucesso em França que ajudaram Perez a manter a sua aura.
Para muitos o jovem actor passou ao lado de uma grande carreira em solo norte-americano. Para outros eles é o puro heroi europeu que não tem hipóteses de vingar noutros palcos devido as suas próprias especificidades culturais. Para os amantes do cinema ele é um dos mais influentes actores europeus do nosso tempo.


quinta-feira, 1 de março de 2018

Natasha Henstridge

Uma actriz de uma beleza incomparável. Uma sex-symbol de um país onde a paz e a harmonia são a nota dominante. Um valor por explorar verdadeiramente pelas produtoras de Hollywood...

Pela sua beleza e porte não é dificil perceber que a carreira de Natasha Henstridge começou nas passerelles.
A agora actriz nasceu a 15 de Agosto de 1974 no Canada. Depois de uma infância perfeitamente normal, saiu de casa aos 14 anos para tentar a sua sorte como modelo em Paris. Teve grande sucesso após um curto periodo de experimentação por várias casas e acabou por se consagrar como uma das mais conceituadas modelos da passerelle parisiense. Aos 15 anos já era capa da Comsopolitan e aos 16 já fazia diversos anuncios publicitários. Parecia estar destinada ao sucesso como modelo, mas o glamour do cinema falou mais alto.
O seu primeiro papel no cinema chegaria com 21 anos no filme de ficção cientifica Species. A sua beleza terá sido a principal razão porque foi escolhida para o papel, mas a sua performance não foi tão má como muitos julgaram possivel. E foi o inicio de uma carreira de uma década.


Maximum Risk marcou a sua segunda passagem por Hollywood onde os papeis que lhe surgiam encaixavam bem no esteriótipo de loira com medidas generosas. Se Henstridge queria ser uma actriz a serio, este certamente não era o caminho. Como não foi fazer a sequela de Species, considerada uma das piores de sempre no genero. O filme viva do corpo nu da actriz, algo que nunca é lisongeiro para qualquer filme, mesmo que a actriz seja Henstridge. Sendo assim, em 1998 a sua carreira estava na mó de baixo. Bella Dona marcou a sua estreia no cinema brasileiro mas o filme acabou por ser um fracasso. Seguir-se-iam papeis em filmes como Dog Park e A Better Way to Dye. E quando todos pensavam que a sua carreira estava condenada a desaparecer, eis que surge The Whole Nine Yards, uma divertidissima comédia com Bruce Willis no principal papel que recuperou o nome de Henstridge junto do público e dos produtores de Hollywood. Um volte face que poderia ter sido aproveitado. Mas que acabou por não ser.



Depois de ter sido votada a mulher mais bela do mundo e de ter feito vários ensaios para inumeras revistas, Henstridge deixou-se cair de novo em pequenas produções. Bounce, Second Skin e Riders não fizeram muito pela sua carreira. Tal como a sequela, também ela uma desilusão, de The Whole Nine Yards, agora com o titulo de The Whole Ten Yards. E para complicar o cenário há ainda Species III, o filme em que o corpo, mais do que o talento, volta a ser cabeça de cartaz. Para quem augura uma carreira de sucesso a Henstridge, o que é perfeitamente concebivel, um cenário marcado por este genero de produções não é bem o mais adequado. Mas quem sabe? Talvez se escreva direito por linhas tortas.
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