domingo, 25 de março de 2018

Minnie Driver

Uma das mais interessantes actrizes da sua geração, especializou-se à muito em suaves e emotivos desempenhos secundários. Mas muitos acreditam que o seu valor é tal que o protagonismo pode estar já ao virar da esquina...

Minnie Driver nasceu em Londres, a 31 de Janeiro de 1970. Teve uma infância absolutamente normal e depois de ter representado em várias peças escolares, percebeu que tinha vocação para ser actriz. Por isso começou a estudar artes dramáticas antes de completar 18 anos. Aos 20 anos conseguia o seu primeiro papel diante das camaras. Foi em God on the Rocks, um telefilme britânico. No entanto só três anos depois o seu nome voltaria a surgir num elenco. A razão? Os estudos que decidiu continuar de forma paralela á sua carreira de actriz. E assim foi de novo na televisão, desta feita numa mini-serie, que Minnie Driver voltou a representar. Nesse ano faria ainda um telefilme de relativo sucesso, Royal Celebration, e nos dois anos seguintes continuaria a trabalhar exclusivamente na televisão, ora em telefilmes ora em series televisivas.


A chegada em definitivo ao cinema ocorreu em 1996 com um papel em Big Night, filme de Stanley Tucci e Campbell Scott. Nesse mesmo ano entraria em Sleepers, ao lado de um elenco recheado de nomes sonantes, para explodir verdadeiramente em 1997 numa serie de papeis que ajudariam a sua carreira a saltar para uma nova etapa. O primeiro foi em Grosse Pointe Blank, ao lado de Jon Cusack. Seguiu-se ainda Baggage. Mas seria o filme de Gus van Sant, Good Will Hunting que a catapultaria para a fama. O seu desempenho extremamente sólido e emotivo ao lado de Matt Damon valeram-lhe o aplauso da critica e do público. A partir de agora, Minnie Driver era um nome levado a sério.
Aproveitando a onda, o final dos anos 90 revelou-se bastante positivo para a sua carreira. Papeis em filmes como Hard Rain, The Governess - o seu primeiro papel como protagonista - e An Ideal Husband confirmaram o seu proclamado talento.


Em 2000 chegou um dos seus melhores papeis, ao lado de David Duchovny no filme Return to Me. Um sólido desempenho que fazia antever uma década de sucesso. O que não chegou a acontecer. Os papeis não chegavam, os projectos não tinham o sucesso esperado. A pouco e pouco o seu nome foi-se com o vento tão rapidamente como tinha chegado. Mas a eclética actriz não tinha ainda desistido. Depois de participações menores em filmes como Elle Enchanted ou Hope Springs chegou a hipótese de desempenhar aquele que viria a ser o melhor desempenho da sua carreira. Em Phantom of the Opera ela é Carlotta, a diva perfeita num desempenho secundário verdadeiramente arrebatador, um dos melhores papeis secundários de 2004.
Com o seu sucesso em Phantom of the Opera, esperam-se agora melhores dias para a sua agitada carreira. Dias que correspondam ás melodiosas notas que toca ocasionalmente na sua guitarra num qualquer clube de jazz por esse mundo fora.
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