quarta-feira, 11 de abril de 2018

Jennifer Connely

Por fazer filmes em Hollywood desde os seus quatorze anos, quase que já é vista como parte da mobilia É uma das mais talentosas actrizes da sua geração e a sua beleza encontra poucos rivais. Com um óscar no bolso, espera-se agora mais, muito mais desta menina-prodigio...

Nasceu a 12 de Dezembro de 1970 no estado de Nova Iorque. Cresceu em Manhanthan e aos 10 anos estreou-se como modelo. Depois passou aos anuncios televisivos e com 14 anos foi apresentada a Sergio Leone que viu nela a menina perfeita para o seu Once Upon a Time in America. Connelly acabaria assim por se estrear num dos mais bem conseguidos filmes dos anos 80. Depois do sucesso inicial passou para series televisivas voltando ao cinema pela mão do polémico realizador Dario Argento no filme Phenomena. Até ao final da década de 80 teria interessantes papeis em pequenas series e algum sucesso em filmes como Etoile e Some Girls. Voltaria a destacar-se em The Rocketeer, já em 1991. Era já vista como uma das mais promissoras actrizes da sua geração.


No inicio dos anos 90 os seus maiores papeis surgiram em Carreer Oportunities, The Hearth of Justice e Mullolhand Falls. Só em 1997 voltaria a destacar-se junto do grande público no sucesso de Alex Proyas, Dark City, o filme que foi visto como a grande inspiração por detrás do universo Matrix. O filme abriu-lhe as portas a outro tipo de papeis e assim em Wakening the Dead, mas principalmente no espantoso Requiem for a Dream, a jovem Connelly provou ser uma actriz feita para todos os tipos de papeis. Daí a ser convidada por Ron Howard para A Beautiful Mind foi um pequeno passo. E daí a vencer o óscar de melhor actriz secundária também. Era a sua confirmação, mas também a confirmação das wondergirls dos anos 80 em Hollywood.


A partir daí o seu nome tornou-se unanime na praça. Entretanto já tinha casado com o actor Paul Bettany, com quem contracena também no filme de Howard, e durante um ano abandonou o cinema para dar á luz o seu primeiro filho.
Após o óscar entrou em Hulk e principalmente em House of Sand and Fog, o seu primeiro grande desempenho como actriz principal. E também a sua confirmação absoluta. Agora prepara-se para estrear Dark Water e Bridshead Rivisted. E os amantes do cinema ficam expectantes em ver cada vez mais a sua aura a brilhar na tela.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Jennifer Garner

Dez anos de carreira que para muitos fãs de podiam resumir a um só papel. Ter estado numa das series mais populares dos últimos anos ajudou a criar a fama á sua volta, mas a sua carreira pode vir a ser muito mais do que apenas um papel...

Jennifer Garner nasceu a 17 de Abril de 1972 em Houston no Texas. No entanto foi junto ao Atlântico, em Charleston, que a pequena Jennifer cresceu. Durante nove anos estudou ballet e sempre mostrou ter aptidões artisticas o que levou a que cedo percebesse que tinha uma forte relação com o palco. Por isso, aos 20 anos, decidiu mudar de curso para representação. Seria o seu primeiro passo rumo a uma carreira de actriz. Estavamos em 1993. Depois de ter feito várias audições, foi na televisão que conseguiu os seus primeiros papeis. Só em 1997 chegaria a sua estreia no cinema. O filme chamava-se In Harm´s Way e seria o primeiro de 14 que viria a fazer. Mas a televisão seria sempre a sua coroa de glória e durante o final dos anos 90 apareceu numa serie de programas que a foram tornando cada vez mais popular.



Em 2000 teve o seu primeiro papel de destaque na divertida comédia Dude Where´s My Car, filme que acabou por ter imenso sucesso na bilheteira. Mas seria o ano seguinte o mais glorioso da sua carreia. Não por ter entrado no grande sucesso de bilheteira do ano, o filme Pearl Harbour, ou por ter sido eleita uma das mulheres mais sexys do cinema. Mas sim por ter ganho o papel de Sydney Bristow na serie Alias. Uma serie onde interpretava uma agente da CIA. Graças a este papel Garner tem sido nomeada há três anos sucessivos para os Emmys, Globos de Ouro e Screen Actors Guild, tendo vencido por uma vez os dois últimos. Na televisão ela tornava-se numa estrela com uma legião de fãs sem fim. Era a menina da moda!

Com o nome feito na televisão restava saber se a fórmula também tinha sucesso no grande ecrãn. Em 2002 a sua performance em Catch Me If You Can deu boas indicações. Mas foi o seu papel na serie televisiva que levou os produtores de Daredevil a escolhe-la para viver Elektra no filme. O sucesso não foi tão grande como se esperava junto do público e a critica arrasou o filme. Mesmo assim os produtores avançaram com um spin-off da personagem em filme. O desastre foi total levando a própria Garner a confessar ter sido o pior filme que já fizera alguma vez. Mas o seu desempenho na comédia romântica 13 Going on 30 recebeu algum aplauso o que deixa no ar a ideia de que ainda vamos ouvir falar bastante desta jovem actriz.

sábado, 7 de abril de 2018

Jodie Foster

Faz filmes desde os 2 anos. Um número de sorte já que tem dois óscares e duas fases bem distintas na sua carreira. Uma actriz multifacetada que tem andado desaparecida mas que já foi unanimemente considerada como a estrela mais cintilante da sua geração.

É realmente um caso à parte na indústria cinematográfica. Primeiro por não ser uma actriz com muitos papeis na carreira, sendo que normalmente trabalha como principal, recusando pequenas ofertas para servir de suporte a outros. E depois porque foi a mais bem sucedida prodigio do seu tempo, e passado uma década tornou-se na mais bem sucedida actriz da sua geração.

Nasceu a 19 de Novembro de 1962 em plena Los Angeles. A cidade que iria pautar a sua carreira desde bem cedo. Os pais sabiam que ela tinha uma boa relação com a camara e por isso desde os dois anos que fez pontuais aparições em filmes, destacando-se principalmente em anuncios televisivos. Aos 6 estreou-se numa serie televisiva, Mayberry R.F.D, e a partir daí nunca mais parou. Mas ao contrário de outras jovens pequenas actrizes, ela sempre deu mais importância à sua formação do que à sua carreira. Verdadeira menina prodigio, aos quatro anos já falava tanto inglês como francês, tendo sido sempre aluna de nota máxima ao longo dos seus estudos. Mas seria o cinema que lhe iria permitir explorar ao máximo a sua faceta mais criativa.
O primeiro grande salto na sua carreira chegaria em 1974. Então com doze anos foi convidada por Martin Scorsese - com quem já tinha trabalhado em Alice Doesnt Live Here Anymore - para fazer o papel de uma jovem prostituta em Taxi Driver. Foster aceitou o papel e convenceu tudo e todos conquistando a sua primeira nomeação ao óscar.


Com a carreira a ser gerida pela mãe e com um contracto assinado com os estúdios Dinsey, a Foster sobravam muitos papeis em filmes para os mais novos e poucas hipóteses de brilhar no universo dos adultos. Esteve perto de viver a personagem de princesa Leia em Star Wars mas Lucas optou por uma mulher mais velha. Apesar disso o filme Bugsy Malone, um gangster movie para jovens, acabou por ser revelar um sucesso mostrando todo o seu talento como jovem actriz. Em 1980 decidiu abrandar um pouco a sua carreira como actriz. Por um lado porque tinha ficado muito impressionada com a atitude de John Hinckley, o homem que tinha tentado assinar Reegan, que teria dito que o fazia por Foster, como a personagem de Robert de Niro em Taxi Driver. E por outro lado porque tinha chegado a hora de ir para Yale tirar o seu curso universitário, o que fez em cinco anos com distinção.
Mesmo assim ainda houve tempo para alguns papeis em filmes de menor impacto. Mas a partir de 1986, agora com 24 anos, Jodie Foster era uma mulher e estava disposta a ser uma actriz profissional.


E depois de pequenos papeis, foi em 1988 que a hipótese chegou. O filme era The Acussed e ela partilhava o ecrãn com a então muito popular Kelly McGilis. O seu papel de jovem violada - e Foster nem objectou em mostrar a crueza da cena - impressionou meio mundo e valeu-lhe o seu primeiro óscar de melhor actriz. Curiosamente esteve quatro anos sem fazer um filme, e quando o voltou a fazer, ao viver Clarice Starling em The Silence of the Lambs, acabou por fazer história ao conseguir um segundo óscar, merecido mas assaz surpreendente. E assim em cinco anos - um pouco como aconteceu agora com Hilary Swank apesar deste não ter o mesmo passado que Foster - ela tornava-se na maior actriz de Hollywood.
No entanto a sua carreira acabou por não descolar ainda mais. Papeis em filmes como Somersby ou Maverick eram interessantes mas uns furos abaixo do que já tinha provado e os seus projectos Nell e Contact acabaram por não ter o impacto esperado.
Desgostosa, e rodeada de boatos sobre a sua homossexualidade, Foster foi-se afastando lentamente de Hollywood fazendo filmes de uma forma pontual como são os casos de Anna and the King, Panic Room ou Un Long Dimanche de Fiançailles.
Resta saber se Foster voltará a ocupar um trono que já foi seu. A idade não parece ser obstáculo e o talento também não. O que faltará?

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Julia Roberts

Saltou para o estrelato com um divertido papel como prostituta. Venceu um óscar encarnando uma verdadeira mulher de armas. Pelo meio fez muita coisa, nuns casos melhor do que noutros. Recusou vários papeis que fariam história, mas nunca perdeu o sorriso que fez dela a actriz mais popular nos EUA.

Foi em 1967, mais precisamente a 28 de Outubro, que nasceu em Smyrna no estado da Geórgia. Em pequena sonhou em ser veterinária mas acabou por estudar jornalismo. Mas a vontade de ser actriz sempre esteve por lá, algures bem escondida, e despontou quando o sucesso que o seu irmão Eric estava a fazer em Hollywood lhe chegou aos ouvidos. Foi assim que decidiu, com 20 anos, partir para a Meca do Cinema e tentar assim a sua sorte.
Foi com dois filmes para adolescentes em 1988, Satisfaction e Mystic Pizza, que Roberts se lançou ás feras mas seria em 1990, com o seu papel de jovem prostituta nas ruas de LA em Pretty Woman que Roberts se tornaria um icone. Nomeada ao óscar, vencedora do Peoples Choice, saltou directamente para o lote de estrelas. Tinha começado a carreira em estilo.


Depois do seu primeiro sucesso em comédias românticas, Roberts apostou em papeis mais dramáticos. Filmes como Sleeping With the Enemy ou Pelican Brief foram exemplos disso, mas a verdade é que a sua participação em Hook e Prett-a-Porter continuaram a mostrar o seu outro lado. Por essa altura tinha já recusado o papel principal em Basic Instint por não querer surgir nua num filme. Sharon Stone agradeceria o brinde.
Apesar de ter feito excelentes papeis ao longo dos anos 90 como em Mary Reilly, Michael Collins e The Conspiracy Teory, a verdade é que foram as comédias românticas que lhes deram os maiores sucessos. Woody Allen apaixonou-se por ela em Everybody Says that I Love You e no ano seguinte o mega-sucesso My Best Friends Wedding confirmou-a como uma estrela. Até deu para recusar o papel principal em Shakespeare in Love. Paltrow ainda lhe deve estar a agradecer pelo óscar. Depois de em 1999 Roberts ter arrebentado a escala mais uma vez em Notting Hill, foi a procurar papeis dramáticos que a actriz encontrou a personagem que lhe daria o óscar esperado. Em Erin Brokovich ela supera-se cena após cena. A vitória é inquestionável e a confirmação de uma década de sucesso a todos os niveis estava carimbada.


A partir do óscar a sua carreira relaxou imenso. Começou a fazer filmes quase exclusivamente com o seu grupo de amigos que inclui Brad Pitt, George Clooney e Steven Soderbergh. Com Pitt fez The Mexican, com Clooney entrou em Full Frontal e Confessions of a Dangerous Mind, e com todos eles entrou nos dois filmes sobre o atribulado grupo de Danny Ocean. Pelo meio ainda teve tempo de entrar no espantoso Closer e agora, depois de ter dado á luz dois gemeos, pondera por uma pausa na sua bem sucedida carreira. Mas nada de muito tempo espera-se porque Julia Roberts é sempre um nome agradável de se ver em cartaz.

terça-feira, 3 de abril de 2018

Julliane Moore

É uma das mais talentosas actrizes do momento. Tem a carreira repleta de trabalhos absolutamente brilhantes, faltando a estatueta dourada como coroa de glória. Até esse dia chegar, o seu talento e a sua beleza são suficientes para nos mantermos fieis a cada filme que faça....

Nasceu a 3 de Dezembro de 1960 em Fayetteville, na Carolia do Norte. De ascendência escosesa, Julliane Moore sempre quis ser actriz e por isso foi estudar para Boston, onde se formou com 23 anos, em 1983. Depois disso mudou-se para Nova Iorque onde trabalhou durante anos a fio em peças de teatro na Broadway. Depois, em meados da década de 80, chegou a vez de passar pela televisão numa serie de telenovelas de horário nobre. Passando ainda pelos telefilmes, só com 30 anos se estreou no cinema. Foi no filme Tales from the Darkside: The Movie que se estreou. Durante a primeira parte dos anos 90 fez uma serie de papeis secundários em filmes como The Hand That Rocks the Cradle, The Gun in Betty Lou's Handbag ou The Fugitive. Foi na adaptação de Checkov, Vanya on 42nd Street, que pela primeira vez conseguiu explodir verdadeiramente. E em 1995, o ano seguinte, trabalhou pela primeira vez com Todd Haynes em Safe. A nomeação ao Indepedent Spirit confirmou todo o seu talento.


Na segunda metade da década a carreira correu melhor. Apesar de presenças em filmes como Jurassik Park II, foram em dramas que o seu talento se confirmou. Surviving Picasso é um exemplo mas o filme que fez com que a actriz ruiva explodisse de vez acabou por ser Boogie Nights, de Paul Thomas Anderson. A nomeação ao óscar indicou que finalmente Moore se começava a impor como actriz de pleno direito em Hollywood.
Até ao final da década as presenças em filmes como Big Lebowski ou Psycho ajudaram a manterem-na bem na ribalta. Em Magnolia a actriz foi brilhante mas acabou por ser num outro filme de 1999, The End of the Affair, que Moore conquistou a sua segunda nomeação ao óscar. E se o final dos anos 90 foi excelente, que dizer do inicio de um novo século?


Em 2001 Moore ficou com o papel que tinha dado o óscar a Jodie Foster em Hannibal. O filme não teve o mesmo impacto do primeiro mas mesmo assim confirmou-a como actriz para todos os generos. E em 2002 Julliane Moore fez história ao conseguir dupla nomeação ao óscar. Por uma performance secundária em The Hours, e pelo seu desempenho assombroso no seu segundo filme com Tom Haynes, Far From Heaven. O óscar de principal perderia para a sua colega em The Hours. O óscar secundário acabaria nas mãos de Marcia Gay Harden. E muitos clamaram por injustiça. Talvez por isso se pensa-se que The Forgotten poderia vir a ser o seu passaporte para a estatueta dourada. Mas o filme acabou por ser revelar um tremendo flop e Moore viu assim adiado o seu sonho. Agora com 45 anos, Moore prepara-se para mais uma fase prolifera da sua carreira com uma mão cheia de projectos para os próximos anos. A mais bela ruiva de Hollywood promete continuar em estilo. Nós estamos por cá para confirmar.

domingo, 1 de abril de 2018

Kate Beckinsale

Britânica de origem, americana de adopção. É em Hollywood que o seu talento tem sido mais apreciado. Mas muitos afirmam que o seu talento ainda está bem longe da sua beleza. Outros defendem-na como uma actriz com grande futuro. A duvida subsiste e só o tempo dará razão a uma das partes.

Foi a 27 de Julho de 1973 que Kate Beckinsale veio ao mundo. A capital britânica via assim nascer uma das actrizes mais aclamadas do momento. Mas já na altura a origem familiar - os pais são ambos actores - faziam já prever o rumo que a sua vida iria tomar alguns anos depois.
Menina prodigio na escola, vencedora de vários prémios para jovens autoras, ainda na adolescência começou a seguir a profissão ds pais. E foi assim, aos 18 anos, que se estreou no cinema com o filme One Against the Wind. Mesmo assim a jovem Beckinsale decidiu apostar primeiro na sua formação profissional, para só depois seguir a carreira como actriz. Assim, entre 1991 e 1994 fez apenas quatro filmes, um dos quais Much Ado About Nothing, a adaptação da peça de William Shakespeare por Kenneth Branagh. Foi o que valeu para um aplauso da critica, a que se seguiria um papel em Prince of Jutland. A carreira começava bem.


Em 1993 perante o dilema actriz-estudos, ela optou por seguir a profissão dos pais e deixou Oxford para se dedicar exculsivamente à representação. Fez televisão e teatro. Só depois chegaria o cinema. E o seu primeiro papel após esta importante decisão acabou por ser Haunted, filme em que ela se despe de todo e qualquer preconceito por vontade própria. Beckinsale queria tornar-se numa sex-symbol e este seria o primeiro passo. O primeiro de muitos que se seguiriam. Primeiro Shooting Fish e depois Brokdown Bowl. Mas seria em 2001, no filme Pearl Harbour, que o seu nome finalmente seria conhecido por todos.


Um papel á altura do filme que a ajudou a tornar numa actriz conhecida não só junto do grande público mas também em Hollywood. Serendipety, filmado nesse mesmo ano, e Underworld depois, confirmaram essa tendência. Pelo contrário, em Van Helsing, Kate Becksinale dá pouca alma á sua personagem, quase um antipoda de o que uma sex-symbol deve ser. Foi preciso encarnar uma das grandes bombas sexuais da história do cinema, a actriz Ava Gardner em The Aviator, para a sua carreira voltar a entrar em órbita. E agora espera-se para ver o que acontece no segundo Underworld, filme que lhe abriu as portas para um público adolescente mais alternativo. Com 32 anos, o futuro pode muito bem ser seu.

sábado, 31 de março de 2018

Lucy Liu

É a actriz oriental de maior sucesso nos Estados Unidos. Já brilhou na televisão e no cinema, e quando se pensa em cinema de acção, o seu nome acaba sempre por vir á baila. Talvez por ter o dom de nos deixar de olhos em bico...

Lucy Liu nasceu no bairro de Queens em Nova Iorque, a 2 de Dezembro de 1968. Filha de imigrantes chineses que tinham procurado Nova Iorque para relançar as suas vidas, Lucy Liu teve uma infancia dificil mas bem sucedida. Aos 20 anos começou a estudar para ser actriz, isto depois de ter saltado entre algumas universidades na busca do curso certo para o seu futuro. Foi então que tentou ir para Los Angeles procurar um lugar ao sol. Enquanto servia á mesa, Liu procurava papeis em filmes, mas acabaria por ser a televisão a abrir-lhe as portas. Estreou-se em Beverly Hills 90210, em 1990, e depois surgiu ainda em NYPD Blue, ER e X-Files. A sua estreia no cinema ocorreria no entanto apenas em 1996, num pequeno papel no filme Jerry Maguire. E depois de alguns papeis secundários, onde a sua origem era mais requisitada que o seu talento, foi na serie televisiva Ally McBeal, que Lucy Liu viu definitivamente o seu valor consagrado.


Entre o dilema de se manter fiel ás suas raizes - a razão de muitos dos papeis que conquistou - e tentar explorar um universo para lá do ar de beldade asiática, Lucy Liu tentou controlar a sua carreira o melhor que pode. E o cinema começava a tornar-se cada vez mais uma opção a seguir. Payback e Play it Till the Bone mostraram-se como as primeiras hipóteses a sério de representar em Hollywood, enquanto que Shangai Noon a colocava lado a lado com um icone da comunidade asiática nos Estados Unidos, o actor Jackie Chan. Seria no entanto ao lado de outras duas beldades, Cameron Diaz e Drew Barrymore, que Lucy Liu conquistaria o grande público. O filme foi Charlies Angels e de imediato a actriz se tornou numa das action figures preferidas dos estúdios, pelo seu carisma, porte atlético e beleza exótica.


Depois de Ballistc, Chyper ou a sequela de Charlies Angels terem tentado apostar nessa sua imagem, surgiu Quentin Tarantino e tudo mudou. Pelo meio tinha ficado uma pequena participação em Chicago, o vencedor do óscar em 2002. Mas seria ao serviço de QT em Kill Bill, que Lucy Liu passaria a uma nova etapa da sua carreira. No papel de O-Ren Ishi, a jovem actriz surpreendeu tudo e todos pela sua versatilidade e intensidade dramática. A cena fiel, num duelo inesquecivel com Uma Thurman, mostraram uma actriz até então desconhecida do grande público. Talvez por isso ela seja hoje uma figura altamente requisitada em Hollywood tendo já um sem número de projectos para os próximos anos.

quinta-feira, 29 de março de 2018

Liv Tyler

Só em adolescente soube de quem era filha de facto. Foi eleita várias vezes a mulher mais bela á face do planeta. É dona de um olhar sem igual. Foi um elfo e tantas outras coisas. E continua a encantar tudo e todos...

Nasceu a 1 de Julho de 1977 em Nova Iorque, filha de Beebe Buell - conhecida playmate - e de pai desconhecido. Um desconhecido que acabou por se revelar ser na verdade uma grande estrela. Mas isso, ela só o soube mais tarde. Sempre desconfiou que o seu pai fosse um homem do rock, já que a sua mãe era conhecida do universo backsatage da década de 70. Mas só aos 12 anos começou a desconfiar que esse homem era Steven Tyler, o vocalista dos Aerosmith. As suas semelhanças com a filha deste levaram-na a questionar a mãe que confessou a verdade. E com 14 anos Liv tomou o nome do pai e começou a seguir as pisadas da mãe como modelo. E pouco depois surgia num videoclip da banda do pai, ao lado de outra jovem teen sensation, a sensual Alicia Silverstone.


Com 17 anos estreou-se finalmente no cinema no filme Silent Fall. A sua carreira arrancava em estilo.
Seria pela mão de Bernardo Bertolucci em Stealing Beauty que Liv Tyler daria nas vistas. O seu papel intenso e extremamente erótico valeu-lhe a aclamação da critica. Durante os cinco anos seguintes a sua carreira seria bastante animada. Papeis em filmes como Inventing the Abbotts , U Turn e acima de tudo, Armageddon, ajudaram-na a fazer dela uma actriz conhecida junto do público. Mas seria o seu papel como Arwen, no mega-sucesso Lord of the Rings que iria confirmar todo o seu talento.


Desde então para cá Liv Tyler tem feito pouco. Para além dos três episódios de Lord of the Rings que a consagraram como uma estrela, ajudando-a a ser eleita a mulher mais bela do mundo por mais do que uma vez, poucos foram os projectos onde o seu nome surgiu nos créditos finais. Excepções feitas a Jersey Girl, filme onde voltou a trabalhar com Ben Afleck, e Lonesome Jim. Por isso é natural que os seus muitos fãs estejam desejosos de a ver explodir em papeis tão intensos como o de Arwen Undumiel. Afinal com 28 anos, Liv Tyler pode muito bem afirmar-se como uma das mais bem sucedidas actrizes da sua geração.

terça-feira, 27 de março de 2018

Milla Jovovich

É uma das mulheres mais belas do mundo, disso ninguém parece ter dúvidas. Talvez a representante perfeita da beleza do leste da Europa. Com uma carreira dividida entre os dois lados do Atlântico, poucos são aqueles que lhe conseguem ficar indiferentes...

Milla Jovovich é única. Nasceu em Kiev, capital da Ucrânia quando esta ainda era parte da União Soviética, a 17 de Dezembro de 1975. Com uma beleza muito precoce, foi aos 9 anos que começou a sua carreira como modelo. Estavamos em 1984. Com doze anos estreou-se no cinema. Já vivia fora da União Soviética e o filme tinha contornos eróticos, antecipando a sua estreia como actriz principal.
O que viria a acontecer em 1991. A URSS tinha acabado e Milla vivia agora em França. Foi escolhida à primeira para suceder a Brooke Shields no papel principal de uma jovem abandonada com o irmão numa lagoa deserta. A sua beleza ainda de adolescente era contagiante e por iso The Return to the Blue Lagoon foi um sucesso. Os seus belos olhos e cabelos tornaram-na imediatamente numa lolita europeia. Tinha apenas 16 anos.


Depois deste seu primeiro sucesso, Milla Jovovich dedicou-se à sua carreira como modelo em França. Tornou-se assim numa das caras - e corpos - mais requisitados do momento, deixando pouco espaço para uma carreira cinematográfica levada ao seu expoente máximo. Talvez isso seja justificativo de seis anos ausente de grandes papeis, se deixar-mos de lado pontuais aparições em filmes como Chaplin ou Dazzed and Confused.
Seria em 1996, já com 21 anos de idade, que Milla voltaria a encantar tudo e todos. O filme era o hilariante 5th Element, onde um elenco de luxo com Bruce Willis à cabeça, davam as voltas para salvar o planeta Terra da destruição total. O seu divertido e sensual papel valeram-lhe múltiplos aplausos. E o filme serviria também para começar uma relação, que acabaria em casamento, com o realizador francês Luc Besson.


Uma parceira que seria retomada em 1999. Pelo meio tinha ficado He Got Game e a capa de centenas de revistas que continuavam a insistir na ideia de que Milla Jovovich era das mais belas mulheres do mundo. Talvez por isso Besson a tenha visto como a Jeanne D´Arc perfeita. O filme The Messanger : The Story of Jeanne D´Arc não foi o sucesso pretendido, talvez por ter revolucionado a vida da heroina francesa, mas a sua encarnação da guerreira foi absolutamente notável. Para além de bela, Milla provava ser talentosa. Seguir-se-iam pequenos papeis em filmes como The Million Dollar Hotel, a experiência cinematográfica de Bono e Win Wenders, The Claim e Dummy.


Mas se hoje Milla Jovovich tornou-se extremamente popular junto de um público mais novo, isso deve-se essencialmente ao seu trabalho em Resident Evil, filme de acção inspirado num dos mais populares videojogos dos anos 90. Em ambos os filmes - o primeiro de 2002, o segundo de 2004 - Milla faz as cenas de duplos e encanta com todo o seu charme e estilo. Com tudo isto ficou pouco espaço para desenvolver um estilo de representação mais dramático, algo que não parece que vá acontecer nos próximos tempos tende em conta que a actriz pretende seguir com esta sua vertente mais de action-woman durante alguns anos. Resta saber se algum dia a verdadeira actriz que está dentro de Milla Jovovich, realmente verá a luz do dia.

domingo, 25 de março de 2018

Minnie Driver

Uma das mais interessantes actrizes da sua geração, especializou-se à muito em suaves e emotivos desempenhos secundários. Mas muitos acreditam que o seu valor é tal que o protagonismo pode estar já ao virar da esquina...

Minnie Driver nasceu em Londres, a 31 de Janeiro de 1970. Teve uma infância absolutamente normal e depois de ter representado em várias peças escolares, percebeu que tinha vocação para ser actriz. Por isso começou a estudar artes dramáticas antes de completar 18 anos. Aos 20 anos conseguia o seu primeiro papel diante das camaras. Foi em God on the Rocks, um telefilme britânico. No entanto só três anos depois o seu nome voltaria a surgir num elenco. A razão? Os estudos que decidiu continuar de forma paralela á sua carreira de actriz. E assim foi de novo na televisão, desta feita numa mini-serie, que Minnie Driver voltou a representar. Nesse ano faria ainda um telefilme de relativo sucesso, Royal Celebration, e nos dois anos seguintes continuaria a trabalhar exclusivamente na televisão, ora em telefilmes ora em series televisivas.


A chegada em definitivo ao cinema ocorreu em 1996 com um papel em Big Night, filme de Stanley Tucci e Campbell Scott. Nesse mesmo ano entraria em Sleepers, ao lado de um elenco recheado de nomes sonantes, para explodir verdadeiramente em 1997 numa serie de papeis que ajudariam a sua carreira a saltar para uma nova etapa. O primeiro foi em Grosse Pointe Blank, ao lado de Jon Cusack. Seguiu-se ainda Baggage. Mas seria o filme de Gus van Sant, Good Will Hunting que a catapultaria para a fama. O seu desempenho extremamente sólido e emotivo ao lado de Matt Damon valeram-lhe o aplauso da critica e do público. A partir de agora, Minnie Driver era um nome levado a sério.
Aproveitando a onda, o final dos anos 90 revelou-se bastante positivo para a sua carreira. Papeis em filmes como Hard Rain, The Governess - o seu primeiro papel como protagonista - e An Ideal Husband confirmaram o seu proclamado talento.


Em 2000 chegou um dos seus melhores papeis, ao lado de David Duchovny no filme Return to Me. Um sólido desempenho que fazia antever uma década de sucesso. O que não chegou a acontecer. Os papeis não chegavam, os projectos não tinham o sucesso esperado. A pouco e pouco o seu nome foi-se com o vento tão rapidamente como tinha chegado. Mas a eclética actriz não tinha ainda desistido. Depois de participações menores em filmes como Elle Enchanted ou Hope Springs chegou a hipótese de desempenhar aquele que viria a ser o melhor desempenho da sua carreira. Em Phantom of the Opera ela é Carlotta, a diva perfeita num desempenho secundário verdadeiramente arrebatador, um dos melhores papeis secundários de 2004.
Com o seu sucesso em Phantom of the Opera, esperam-se agora melhores dias para a sua agitada carreira. Dias que correspondam ás melodiosas notas que toca ocasionalmente na sua guitarra num qualquer clube de jazz por esse mundo fora.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Monica Belluci

É uma das maiores sex-symbols do mundo. A sua beleza parece querer ofuscar qualquer papel que faça. Mas poucos terão conseguido esquecer a violência emocional que marcou os seus filmes mais celebres...

Esta sensual italiana nasceu em Citta di Castello no distrito de Umbria a 30 de Setembro de 1964. A sua aldeia era bastante pobre mas mesmo assim Monica Belluci conseguiu ter dinheiro suficiente para estudar direito em Perugia. Foi aí que começou a fazer trabalhos como modelo, utilizando a sua figura voluptuosa e escultural para juntar dinheiro de forma a poder pagar os estudos. A sua carreira como modelo começou em Itália mas em 1988 já estava em Paris a trabalhar com a elite do meio. O sucesso nas passerelles foi tremendo, tendo sido colocada praticamente ao mesmo nivel que as top-models da época. Com 26 anos decidiu arriscar uma carreira como actriz, apesar de não ter qualquer formação. O filme que a lançou foi Briganti. Durante dois anos a bela Monica faria filmes em Itália até Francis Ford Copolla ter ficado impressionado com a sua sensualidade, escolhendo-a para viver uma vampira no seu Bram Stokers Dracula. A estrondosa italiana chegava assim a Hollywood.


Depois desta sua primeira passagem pelo cinema norte-americano, Monica Belluci voltou à Europa onde dividiu a sua carreira nas passarelles por prestações em filmes franceses e italianos. Em 1996 atingiu um dos pontos mais altos da sua carreira em L´Apartment, filme pelo qual recebeu uma nomeação para melhor actriz nos Cesares. A consagração como actriz tinha chegado finalmente. Ao longo do resto da década Belluci continuou a fazer filmes entre Itália e França, com titulos de algum sucesso como Come mi vuoi, Stressati ou Méditerranées. Por essa altura já tinha começado uma relação com Vincent Cassell, o menino bonito do cinema francês com quem viria a casar em 1999 e do qual já tem uma filha, para além de vários projectos em conjunto.


Com o novo milénio chegou de novo a fama, primeiro sob a forma de várias capas de revista onde posou sem qualquer preconceito, e depois com alguns papeis de destaque. O primeiro seria num filme do italiano Giuseppe Tornattore em Malena. Um papel extremamente tocante e sensual que lhe valeu o aplauso da critica e do público. Depois foi escolhida para viver a mitica Cleopatra no segundo filme de aventuras de Asterix e Obelix. E depois houve ainda as presenças no cinema americano, em Tears from the Sun, e em Matrix Reloaded e Revolutions.


Mas seriam dois papeis que acabariam por moldar a sua imagem. Papeis tocantes e extremamente violentos que a confirmaram como uma actriz de valor. O primeiro tinha chegado em 2002 num filme dirigido e interpretado pelo marido. Irreversible foi tido como um dos filmes choque do ano, especialmente pelos primeiros quinze minutos em que Belluci é violada selvaticamente. O segundo aconteceu já em 2004 no polémico filme de Mel Gibson, The Passion of the Christ onde viveu uma pungente Maria Madalena, dando assim corpo ao pecado humano.
Com todos estes papeis de destaque já ficou mais do que provado que Belluci não é só uma cara bonita e um corpo de arromba. É também uma das mais interessantes actrizes do velho continente.

quarta-feira, 21 de março de 2018

Rebecca Romjin-Stamos

Uma curta carreira marcada desde já por desempenho inesqueciveis. Brian de Palma viu nela todo o potencial de uma grande actriz e ofereceu-lhe um papel inesquecivel. E assim se fez uma estrela...

O nome pode enganar mas Rebecca Romjin-Stamos nasceu nos Estados Unidos da América, mais propriamente em Berkley, Califórnia a 6 de Novembro de 1972. A justificação de um nome tão original está na sua ascendência holandesa. E Stamos é o último nome do seu ex-marido, John Stamos do qual se divorciou recentemente. Ainda não se sabe se vai ou não manter o nome artistico completo ou se voltará ao seu nome de solteira. Como se isso fizesse alguma diferença.
A sua beleza natural e estatura elevada abriram-lhe as portas do mundo da moda aos 23 anos. Deixou o seu curso em música e voou para Paris onde foi capa da revista Elle e estrela das passerelles parisienses.


O seu primeiro papel no cinema chegou em 1998 no filme Dirty Work. No ano seguinte entraria numa biografia não autorizada de Hugh Hefner onde deu vida a uma das suas coelhinas. Mas seria 2000 o ano da afirmação da sua carreira cinematográfica. Em X-Men 2 ela foi Mystique, uma das mutantes mais populares da banda desenhada. Para viver a personagem, Rebecca sujeitou-se a 8 horas de maquilhagem diárias. Começava a sessão completamente nua, sendo pintada por maquilhadores que lhe colocavam peliculas para dar tom á personagem e esconder partes do seu corpo. O sacrificio valeu a pena. O filme foi um sucesso imenso de bilheteira e o seu nome tornou-se finalmente conhecido do grande público.


Mas apesar disso o seu papel mais memorável até aos dias de hoje chegou em 2002. O filme de Brian de Palma, Femme Fattale, onde contracenava com Antonio Banderas, ajudou a reviver o espirito do filme noir (olhem as semelhanças com Woman on the Window de Fritz Lang) e o seu desempenho extremamente erótico e dramático foi mesmo um dos melhores desse ano. Rebecca conseguia o estatuto de actriz por mérito próprio.
Ainda nesse ano a jovem entrou no remake do grande sucesso dos anos 70 Rollerball e em 2003 voltaria a encarnar Mystique em X-Men 2. Daí para cá as oportunidades de voltar a brilhar no grande ecrãn não têm sido muitos. Houve Godsend e The Punisher e pouco mais. Resta saber se os seus próximos projectos vão trazer também de volta todo o seu talento como actriz de cinema, para além de voltarem a encher a tela com a sua beleza.